Medalhistas do boxe em Tóquio destacam o trabalho do Centro Olímpico na formação de atletas

Abner Teixeira, Beatriz Ferreira e Hebert Conceição treinam no Centro Esportivo Joerg Bruder

Na imagem, Hebert Conceição campeão olímpico, com a medalha na mão e o chápeu de cangaçeiro.

O desempenho do boxe brasileiro na Olimpíada chamou a atenção para o trabalho que vem sendo realizado na prática do esporte responsável pela conquista de três medalhas em Tóquio. Hebert Conceição, medalha de ouro (75 kg); Beatriz Ferreira, prata (60 kg); e Abner Teixeira, bronze (91 kg) treinam no Núcleo de Alto Rendimento (NAR) do Centro Esportivo Joerg Bruder, em Santo Amaro, na zonal de sul de São Paulo, que funciona por meio de uma parceria da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME) com o Instituto Península, braço de investimento social da família Abílio Diniz.

Além do treinamento e avaliação de atletas de alto rendimento, como é o caso dos medalhistas do boxe brasileiro nos Jogos Olímpicos, o NAR é voltado para a produção científica e o desenvolvimento de novas tecnologias.

Na noite desta quinta-feira (12), a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) reuniu a imprensa para um balanço do ciclo olímpico que resultou na conquista de três medalhas em Tóquio. Além de Abner Teixeira, Beatriz Ferreira e Hebert Conceição, participaram o presidente da CBBoxe, Marcos Cândido, e os treinadores Mateus Alves, Amônio Lima e Leo Macedo.

É uma tradição no boxe brasileiro que os atletas sejam descobertos em projetos sociais desenvolvidos nos municípios por Prefeituras, Organização Não-Governamentais e muitas vezes por meio de iniciativas individuais de treinadores. Muitas dessas revelações dão seus primeiros golpes no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) da Prefeitura de São Paulo.

O presidente da CBBoxe, Marcos Cândido, destacou o trabalho realizado pela SEME. “A gente realiza essa parceria há muitos anos, se a Confederação e nossos atletas conquistaram medalhas nas últimas três Olimpíadas, vocês podem ter certeza que a Secretaria de Esportes tem um pedacinho delas. É uma contribuição fantástica, principalmente pelo trabalho desenvolvido no NAR.

Na imagem, Abner Teixeira medalha de bronze nos jogos olímpicos.

O medalhista de bronze Abner Teixeira, que na Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro foi sparring de Juan Nogueira, boxeador também formado pelo Centro Olímpico, lembrou de seu início em projetos sociais e a importância do COTP para sua carreira. “ Desde criança sempre tive vontade de ser atleta, comecei em um projeto na minha cidade até chegar ao Centro Olímpico e ser formado pelo grande professor Messias Gomes, um nome de muita importância para o pugilismo no Brasil. São lugares como o Centro Olímpico que mantêm o boxe vivo”.

O treinador da seleção brasileira de boxe, Amônio Lima, disse que as condições oferecidas durante a pandemia pelo Centro Esportivo Joerg Bruder, na parceria com o Núcleo de Alto Rendimento, foram fundamentais para as conquistas em Tóquio. “Conseguimos treinar com segurança, o atleta de alto rendimento precisa estar sempre treinando para obter resultados, se não fosse o Centro Esportivo não teríamos espaço para trabalhar”. Em Tóquio, Amônio Lima protagonizou uma das cenas mais bonitas do boxe na Olimpíada ao ajudar um atleta venezuelano que não tinha treinador. “Passou um filme na minha cabeça porque já estive nessa situação, é muito gratificante poder ajudar”.

Para o medalhista de ouro Hebert Conceição, a conquista em Tóquio vai aumentar sua responsabilidade em vários aspectos. “Tenho pela frente o desafio de conquistar novas vitórias, medalhas e campeonatos, mas também sinto que posso influenciar positivamente muitos jovens a vencer na vida”.

Beatriz Ferreira, que além e medalha de prata em Tóquio também é campeã mundial (60 kg), está consciente que de agora em diante será referência para muitos jovens e manda um recado para quem pretende subir nos ringues. “Lutem, continuem lutando. Se esse é o sonho de vocês, continuem. Barreiras vão vir, mas se você acreditar, trabalhar, ter metas, você vai conseguir. E quando você conseguir, vai ver que valeu a pena todo o esforço. ”

Na imagem, Beatriz Ferreira, com a medalha de prata na mão e o chápeu de cangaçeiro.


Texto:
Samuel Fragoso - ssfragoso@prefeitura.sp.gov.br
Foto: Gustavo Ardanuy - gustavoardanuy@prefeitura.sp.gov.br