Prefeitura e montadoras assinam protocolo de intenções para adoção de veículos elétricos

São Paulo é a primeira cidade da América do Sul a assinar um acordo do gênero

A Prefeitura de São Paulo e a Aliança Renault-Nissan assinaram nesta terça-feira, dia 13, um protocolo com o objetivo de estudar o uso de automóveis elétricos na cidade. A medida é mais um componente nas políticas públicas, em desenvolvimento no Comitê de Mudanças Climáticas da Prefeitura, para redução de emissões de gases.

A cerimônia foi realizada na sede da Prefeitura e contou com a presença do prefeito da capital paulista e do presidente e CEO da Renault-Nissan, Carlos Ghosn. Com esta iniciativa, São Paulo é a primeira cidade da América do Sul a assinar um acordo do gênero.

Para o prefeito, o protocolo de intenções significa a oportunidade que a capital tem de avançar ainda mais no combate à poluição. "Nosso objetivo é o mais rápido possível transformar parte expressiva da frota, seja pública ou privada, em frota movida a um combustível limpo. Essa mudança contribuiria de forma positiva na qualidade de vida dos paulistanos", afirmou. São Paulo já é pioneira na realização da inspeção veicular ambiental.

A cidade de São Paulo conta com uma frota de 6,2 milhões de carros, 32 mil táxis e cerca de 15 mil ônibus municipais. Todos os dias mil novos carros entram em circulação. A Prefeitura, por intermédio do secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, vai estudar uma forma de transformar parte da frota de Companhia de Engenharia de Trânsito (CET) em veículos elétricos.

Diferentemente dos automóveis tradicionais, os carros elétricos não possuem tanque de combustível, não tem escapamento e não emitem poluentes. Além disso, veículos elétricos podem contribuir para minimizar a poluição sonora - típica de áreas urbanas. "A companhia [Renault-Nissan] tem coordenando as parcerias com governos e instituições no intuito de encorajar a adoção de veículos 100% elétricos", destacou o presidente da montadora Carlos Ghosn.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano o protocolo é um primeiro passo para avaliar a possibilidade da circulação de veículos elétricos na capital. O acordo dará início à criação de um grupo de trabalho que vai analisar vários pontos para a execução do projeto, como a implementação e a manutenção de uma rede de recarga.

A Prefeitura de São Paulo conta desde junho de 2009 com uma lei específica para mudanças do clima, que estabelece como meta para 2012 a redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa na cidade. De 2005 até o momento, a capital já conseguiu reduzir em cerca de 20% suas emissões com o funcionamento de duas usinas de biogás nos aterros sanitários Bandeirantes e São João, localizados respectivamente nas Zonas Norte e Leste da capital. Países como Inglaterra e Alemanha vêm prometendo este desempenho para 2015 ou 2020.

Principais ações da Prefeitura para combater o aquecimento global:
- Captação do gás metano nos aterros sanitários Bandeirantes e São João e na transformação do mesmo em energia elétrica para 600 mil habitantes da cidade. O leilão de créditos de carbono nestes aterros cujos recursos são aplicados em projetos socioambientais prioritariamente nas regiões dos aterros.
- Implantação da Inspeção Veicular - programa criado em 2008 que alcançou 100% da frota registrada em São Paulo em 2010.
- Programa de eficiência energética para reduzir o consumo de petróleo que inclui a expansão do metrô, a modernização dos trens, a renovação da frota de ônibus, incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte e os trólebus.
- Criação do programa de Arborização Urbana, que plantou desde 2005 cerca de 800 mil novas árvores.
- Uso de madeira legal para combater o desmatamento na Amazônia.
- Lei incentivando o uso de energia solar.
- Criação do programa 100 parques para São Paulo.
- Implantação de parques lineares.

Fonte: Secom