Diagnóstico precoce eleva chances de cura de câncer infantil

Leucemia e tumores nos sistemas nervoso central e linfático são os mais comuns entre crianças e adolescentes

Por: Rosângela Dias

O dia 15 de fevereiro foi a data escolhida pela instituição Childhood Cancer Internationa (CCI) como Dia Internacional da Luta Contra o Câncer Infantil. O objetivo é aumentar a conscientização sobre a doença, que está entre as maiores causadas de morte na população infantojuvenil. Dados do Instituto Nacional de Câncer estimam que 8,4 mil novos casos da doença foram diagnosticados em 2020.

Os tipos de tumores mais comuns na infância e adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos) e os que atingem os sistemas nervoso central e linfático. O Dr. Rubens Wolfe Lipinski, médico da Clínica de Pediatria do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) salienta que a detecção precoce da doença é fundamental para elevar as chances de cura.

“Cabe ao pediatra geral suspeitar e detectar precocemente, encaminhando ao oncologista pediátrico para diagnóstico de precisão e consequente tratamento, pois 70% desses cânceres são atualmente curáveis”, destacou o pediatra.

Em geral, o câncer infantil apresenta sintomas semelhantes a outras doenças comuns nesta faixa etária. Os sinais de alerta para procurar assistência médica são:

• Mancha branca nos olhos, perda recente de visão, estrabismo, protusão do globo ocular;
• Aumento de volume/massa: abdome e pélvis, cabeça e pescoço, membros, testículos e glândulas;
• Sintomas sem explicação aparente: febre por mais de duas semanas, perda de peso, palidez, fadiga, manchas roxas pelo corpo, sangramentos;
• Dores: ossos, juntas, nas costas, fraturas sem trauma proporcional;
• Sinais neurológicos: alteração na marcha, desequilíbrio, alteração da fala, perda de habilidades desenvolvidas, dor de cabeça por mais de uma semana com ou sem vômitos, aumento do perímetro cefálico.

Ainda não há dados precisos sobre as causa do câncer infantojuvenil e métodos eficientes de prevenção, porém, o médico do HSPM reforça que adotar hábitos saudáveis deve fazer parte da rotina de mãe e filho (a).

“O pediatra hoje deve orientar na prevenção do câncer em idade adulta: evitar exposição ao sol, fumo, substâncias toxicas, irradiação (exames radiológicos em excesso e muitas vezes desnecessários) para a mãe, principalmente durante a gestação, e para a criança e adolescente durante o seu crescimento e desenvolvimento”, enfatizou o Dr. Rubens Wolfe Lipinski.