Secretaria Especial de Comunicação

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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011 | Horário: 17:30
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Prefeitura transfere mais de 4 mil famílias de áreas de risco

As ações municipais em áreas de risco removeram todas as 1.132 habitações em situação emergencial indicadas pelo levantamento de áreas de risco executado pela Prefeitura em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Até o momento, 45 obras já foram concluídas, 61 estão em andamento e outras 30 em licitação, num total de 136 intervenções.

A Prefeitura de São Paulo apresentou nesta quinta-feira (27/10) as ações municipais em áreas de risco. Os projetos foram relatados pelos secretários municipais de Desenvolvimento Urbano, de Coordenação das Subprefeituras, do Verde e do Meio Ambiente e da Habitação. As ações removeram todas as 1.132 habitações em situação emergencial indicadas pelo levantamento de áreas de risco executado pela Prefeitura em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). 

 

"O mapeamento permite que não só as famílias sejam retiradas das áreas de R3 e R4. Tão importante quanto é evitarmos novas invasões. A partir de agora temos claro o rumo a ser seguido, pois teremos o acompanhamento permanente dessas áreas por um grupo específico para integrar as ações entre as secretarias. Isso é fundamental porque este trabalho depende de todos", disse o prefeito.

 

As 1.132 casas foram indicadas por estar em situação que não permitia outro tipo de intervenção para reduzir ou eliminar o risco. Somam-se a essas intervenções, outras 3.027 habitações retiradas de áreas de risco, totalizando 4.159. As famílias receberam atendimento habitacional com pagamento de auxílio aluguel enquanto aguardam futura inclusão nos programas habitacionais.

 

O novo estudo, o mais completo do tipo já realizado no país, verificou as áreas nas regiões de 26 subprefeituras (5 subprefeituras não possuem áreas de risco em seus territórios) e permitiu que, pela primeira vez, a Prefeitura de São Paulo desenvolvesse um plano de ação para eliminação e contenção de áreas de risco. Além da retirada das famílias nos casos mais urgentes, a Prefeitura trabalha com intervenções setoriais ou pontuais para eliminação ou redução de riscos e com ações integradas, grandes intervenções intersecretariais executadas por Habitação, Verde e Meio Ambiente e Subprefeituras na urbanização de favelas e habitações precárias.

 

"Este mapeamento integra ainda mais todas as secretarias envolvidas na questão de áreas de risco. A forma correta é essa: a de trabalho interligado. Além de resolver o problema das famílias, ele ainda valorizou os profissionais da Prefeitura que conhecem a cidade, as regiões e as suas questões. Hoje podemos dizer que temos uma política pública para áreas de risco", disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras.

 

Obras e investimentos

 

As ações setoriais executadas pelas subprefeituras já receberam investimentos de R$ 53,7 milhões em 2011. Até o momento, 45 obras já foram concluídas, 61 estão em andamento e outras 30 em licitação, num total de 136 intervenções. A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras executou, de 2005 a 2010, outras 501 intervenções em áreas de risco, com mais de R$ 133 milhões em investimentos.

 

Desde 2005 a Sehab trabalha em 176 urbanizações de assentamentos precários. beneficiando cerca de 170  mil famílias. Além disso, foram implantados 17 parques lineares e outros 10 estão em obras.  Os investimentos da Sehab e da SVMA que envolvem áreas de risco saltaram de R$ 109 milhões em 2005 para R$ 937 milhões em 2010.

 

"É a primeira vez que o município mapeia a problemática. Esta iniciativa é inédita e envolve a solução de área de risco, um problema muito difícil de ser enfrentado por envolver vidas e segurança. O mapeamento pontuou cada família, cada investimento que será necessário e o que é preciso fazer", destacou a secretária Municipal de Habitação em exercício.

 

Mapeamento e ação

 

O mapeamento de 2010 identificou 407 áreas de risco geológico na Capital, o que representa 13,5 quilômetros quadrados da área do município ou 0,9%. Nessas áreas foram avaliados 1.183 setores, sendo 608 de risco alto e muito alto e 575 de risco médio e baixo, com 105.816 moradias avaliadas. Destas, 28.933 moradias estão em situação de risco alto e muito alto. Para equacionar a situação das 29 mil famílias que vivem nos setores de risco alto (R3) e muito alto (R4), a Prefeitura de São Paulo elaborou o programa de intervenções apresentado, baseado nas diretrizes do mapeamento, implantando e programando ações integradas, que vão da transferência de domicílios em risco à eliminação do risco por meio da construção de sistema de drenagem, tratamento de encostas, além da construção de unidades habitacionais, áreas de lazer e equipamentos públicos.

 

O programa identificou o acervo de intervenções e consolidou o montante de investimentos em andamento e previstos até o ano de 2016, visando à otimização das ações da Prefeitura e do uso de seus recursos, com os objetivos de erradicar - pelo reassentamento de moradores ou por intervenções urbanas -  as áreas de risco geotécnico R3 e R4 e proporcionar condições de vida com qualidade e segurança no município de São Paulo. A expectativa é de investir mais de R$ 5,5 bilhões entre 2010 e 2016.

 

Para desenvolver as ações o programa usará como fontes o Plano Municipal de Habitação e seus 278 Perímetros de Ação Integrada, da Secretaria de Habitação, o Plano de Parques Naturais, Lineares e Urbanos, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, e as intervenções setoriais em áreas de risco (obras de contenção e infraestrutura), da Coordenação das Subprefeituras.

 

Entre as ações de curto e longo prazo estão o Programa de Urbanização de Favelas e Programa Mananciais e o Programa de Regularização de Loteamentos, de Habitação, as intervenções em áreas de risco, da Coordenação das Subprefeituras, a possível implantação de parques, gerenciada pelo Verde, a Operação Defesa das Águas: monitoramento e preservação de áreas recuperadas, a realocação preventiva de moradores de áreas de altíssimo risco, além do Plano Preventivo de Defesa Civil - PPDC para o período de chuva.

 

São diretrizes da gestão de áreas de risco realizar o mapeamento continuo de áreas de risco, com indicadores de evolução da situação, nos moldes do contratado junto ao IPT; o planejamento com portfólio de intervenções específicas hierarquizadas para setores de risco R3 e R4 (para subsidiar as ações das Subprefeituras); o estancamento de novas ocupações ou de reocupação de áreas desocupadas; e o sistema de acompanhamento contínuo com incorporação estrutural e institucional do trabalho realizado.

 

 

 

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