Secretaria Especial de Comunicação
Secretaria concede Renda Mínima aos índios do Jaraguá
HA´ EVETE REJU TEKOA PYAU PY. Com esta frase em guarani, que significa "Bem-vindo à aldeia Tekoa Pyau", os indígenas da aldeia Nova e Cachoeira, na região do Jaraguá, recepcionam seus visitantes, dentro do Centro de Educação e Cultura Indígena, o Ceci Jaraguá, às margens da Estrada Turística do Jaraguá, ao lado da rodovia Anhangüera.
Também bem-vinda se sentiu a equipe de Gestão de Benefícios da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), que realizou, durante três dias, o cadastramento de 131 famílias de índios TEKOÁ YTU e TEKOÁ PYAU no Programa Renda Mínima.
Os índios, da etnia Mbya Guarani, começarão a receber o benefício em agosto deste ano. Os valores variam: R$ 140 (família com 1 filho), R$ 170 (família com 2 filhos) e R$ 200 (família com 3 filhos ou mais).
"Trazer esse programa de transferência de renda para os índios é um passo enorme na busca pela autonomia desta população. É uma forma de reinseri-lo socialmente também", ressalta o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.
As duas aldeias são compostas por famílias com perfil acentuadamente jovem, configuradas por responsáveis de pouca idade, com muitos filhos em idade pré-escolar. São cerca de 200 crianças, das quais 135 com até 7 anos de idade - a maioria matriculada em uma escola instalada dentro de uma das aldeias.
No que se refere à subsistência, a grande maioria não possui renda regular nem ocupação formal, dependendo de doações e de programas de transferência de renda, além dos programas de merenda escolar e do funcionamento de um programa de reforço alimentar (Cozinha Comunitária). "Os cadastramentos foram facilitados, pois todos os índios têm RG e CPF, documentação providenciada anteriormente pelo Banco do Brasil em parceria com a SAS local", explica Marcos Arouca, coordenador da Gestão de Benefícios da Smads. Segundo ele, o próximo cadastramento indígena será em julho nas aldeias Tenondé Porã e Krukutu, em Parelheiros.
"Agradecemos a vinda de vocês aqui. Nosso objetivo é manter sempre viva a cultura indígena, e a ajuda de vocês é muito importante", disse Alízeo Gabriel, presidente da Associação República Guarani Amba wera, durante visita do secretário ao posto de cadastramento.
O Observatório de Políticas Sociais da Supervisão de Assistência Social de Pirituba/Jaraguá realizou, em março, levantamento sócio-econômico sobre a situação dos guaranis nestas aldeias. A pesquisa constatou situação de Muito Alta Vulnerabilidade.
Desde 2002, a equipe local do Observatório faz o acompanhamento das aldeias e, posteriormente ao levantamento, também desenvolve uma série de atividades, especialmente jornadas em que se adotam providências para documentação dos seus integrantes.
Aos pés do Pico do Jaraguá, a primeira das aldeias - a mais antiga, porém menos populosa - denomina-se Tekoá Ytu, já demarcada pela Funai e estabelecida no início dos anos 60. Assentado há dez anos e de mais célere crescimento populacional, o outro aldeamento - a Tekoá Pyau - se reuniu e manteve em torno do Pajé e Cacique José Fernandes Soares Guirapepó.
Esta área é a mais adensada que recebe guaranis provenientes de outras regiões do país, especialmente de áreas litorâneas de Estados do Sul e do Estado de São Paulo, sendo agora também objeto de trabalho de caracterização para demarcação oficial como Território Indígena pela Funai.
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