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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008 | Horário: 12:02
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Cineasta centenário português é homenageado com mostra no CCSP

Com 100 anos completos no último dia 11 e quase 80 de carreira, o diretor português Manoel de Oliveira será homenageado no Centro Cultural São Paulo até o próximo domingo (21/12). Vencedor da Palma de Ouro de Cannes, o cineasta tem nove titulos na mostra.
Para homenagear o centenário cineasta português Manoel de Oliveira, vencedor da Palma de Ouro de Cannes, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) apresenta parte de sua obra até o próximo domingo, dia 21 de dezembro.

Em parceria com o Instituto Camões - Embaixada de Portugal, a mostra no CCSP, Manoel de Oliveira 100 Anos, é composta por nove títulos, entre eles Non ou a vã glória de mandar (1990), Porto da minha infância (2001) e Um filme falado (2003).

Non ou a vã glória de mandar tem como cenário a última guerra colonial portuguesa. A trama é contada por um subtenente que relembra a história de Portugal.

A platéia é formada por companheiros de batalha que estão em patrulha na selva africana. A narração se encerra quando o homem fala do memorável 25 de abril de 1974, dia da Revolução dos Cravos.

Em Porto da minha infância, Oliveira mostra sua cidade natal, Porto, não sob o ponto de vista de um documentarista, mas por meio das lembranças arquivadas em sua memória.

Um filme falado tem um elenco estelar composto por atores de diversas nacionalidades, como Stefania Sandrelli, Leonor Silveira, John Malkovich, Irene Papas e Catherine Deneuve. O longa conta a história da trágica viagem de navio de uma professora na companhia da filha pelo Mar Mediterrâneo.


Uma carreira longa e premiada

Com 100 anos completos no último dia 11 e quase 80 de carreira, o diretor estreou no cinema em 1931, com o documentário Douro, faina fluvial. Seu primeiro longa-metragem ficcional, Aniki-Bobó, seria lançado 11 anos depois, mas, sendo um fracasso comercial, Manoel decidiu se dedicar aos negócios da família (seu pai foi o primeiro fabricante de lâmpadas de Portugal).

Somente em 1956 retornou às atividades cinematográficas, com O pintor e a cidade, mantendo-se ativo até hoje, com quase 50 títulos. Seu trabalho mais recente, Singularidades de uma rapariga loira, baseado em conto homônimo de Eça de Queirós, deve ser lançado no próximo ano.

Em 1985, ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza por Le soulier de satin. Neste ano, foi homenageado no 61º Festival de Cannes, recebendo a Palma de Ouro pelo conjunto de sua obra.


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