Secretaria Especial de Comunicação
Programa de inclusão "Nós do Centro" conclui formação de 140 alunos
No que depender dos alunos dos três cursos de capacitação profissional do Projeto Inclusão Social Nós do Centro, parceria entre a Prefeitura e a União Européia, um dos bairros mais degradados da região central, o Glicério, começará a mudar de cara.
Um dos bairros mais degradados da região central da cidade, o Glicério, começará a mudar de cara. Pelo menos no que depender dos alunos dos três cursos de capacitação profissional do Projeto Inclusão Social Nós do Centro, parceria entre a Prefeitura e a União Européia. O prefeito de São Paulo presidiu nesta quinta-feira (15/02) a cerimônia, realizada no 1° Escritório de Inclusão Social (EI Glicério), de formatura dos 140 alunos dos três cursos oferecidos pelo Programa.
Participando dos cursos de Zeladoria Patrimonial Urbana, Paisagismo e Jardinagem e Construção Civil em Instalação Elétrica desde agosto do ano passado, os alunos começaram a pôr a mão na massa no fim de janeiro para “devolver” à comunidade tudo o que aprenderam nas salas de aula. Foram escolhidas duas praças do bairro para as intervenções dos alunos de Paisagismo e Zeladoria: a praça Nina Rodrigues (na frente do prédio do INSS) e a Praça dos Bombeiros (em frente do Corpo de Bombeiros), esta ao lado do viaduto do Glicério. O Glicério é uma região com elevada densidade de cortiços e concentração de catadores e moradores de rua.
Os cursos foram contratados com recursos do Projeto alocados na Secretaria Municipal de Cultura. As bolsas-auxílio aos alunos no valor de R$ 200 por mês são pagas pela Secretaria Municipal do Trabalho.
“Decidimos trazer os alunos para a praça a fim de consolidar tudo o que eles aprenderam em seis meses no curso”, comenta Regiane Queiroz, coordenadora do curso de Paisagismo e Jardinagem, realizado no Centro de Cidadania da Mooca. Foram os alunos que desenvolveram o projeto para a intervenção na praça Nina Rodrigues, sob orientação e monitoramento dos professores. “Os alunos prepararam o projeto, pensando sempre uma solução para a praça com apelo artístico também”, explica Regiane. O curso de Paisagismo e Jardinagem abordou questões como arquitetura, história de São Paulo, artes plásticas e educação ambiental, além de reforço de português e matemática.
As gêmeas Alline e Allana do Nascimento, de 16 anos, garantem que aprenderam a olhar a Cidade de “outra maneira”. “O curso nos deu uma perspectiva de vida”, diz Allana. “Fez a gente sair do nosso mundinho”, completa Alline, que pensa agora em fazer faculdade de Arquitetura (antes do curso, ela pensava em ser corretora de imóveis). As duas moram na região há 13 anos e estão cursando o 2º ano do ensino médio.
Indiara e Jaciara Flores Pacífico, de 17 anos, outra dupla de gêmeas do projeto, dizem que estão encerrando o curso de Paisagismo “com gostinho de quero mais”. “E com a certeza de que podemos fazer mais pelo nosso bairro e mudar a realidade do Glicério”, ressalta Indiara. Sua irmã diz que pretende, por causa do curso, fazer faculdade de Ciências Biológicas. As duas cursam o 3º ano do ensino médio.
Dos 60 alunos da turma de Zeladoria Patrimonial e Urbana, pelo menos 30 estão com carta de indicação para seleção de empregos em três empresas, segundo Fábio Salomão, coordenador de cursos do Projeto Nós do Centro.
O grupo concluiu na semana passada a intervenção na praça dos Bombeiros, com levantamento de controle de pragas, higienização do local, remoção das ervas daninhas e caiação dos meio-fios, além de fazer um relatório para a Subprefeitura Sé com as necessidades do lugar. Todo o trabalho foi acompanhado por mestres-de-ofício e técnicos especializados. Outros 15 estagiários de Arquitetura da Subprefeitura também supervisionaram as ações. No curso de Zeladoria Patrimonial e Urbana, do Movimento Bela Vista Bela, os alunos tiveram aulas de História do Patrimônio, Higiene e Segurança do Trabalho, Conservação e Zeladoria, português e matemática, entre outras.
“A idéia principal é educar as pessoas a conservar para não precisar restaurar depois. Restaurar é administrar perdas”, define Genice Aparecida Ferreira, coordenadora de ações do Movimento Bela Vista Bela.
Passando diariamente na frente da Praça dos Bombeiros, Robson de Oliveira, de 22 anos, diz sentir orgulho de poder ajudar na conservação do local. “As pessoas passam aqui e nos dizem que agora a praça vai ficar bonita”, conta. Sua colega de curso Renata das Graças, de 20 anos, acredita que a comunidade do Glicério vai passar a valorizar o espaço da praça, depois da intervenção dos alunos.
O estágio dos 20 alunos do curso de Construção Civil em Instalação Elétrica, ministrado no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, foi feito nas instalações elétricas do próprio EI Glicério, em janeiro.
Foco é a integração social e redução da pobreza
O Projeto Inclusão Social Nós do Centro, parceria entre a Prefeitura e a União Européia, visa à inclusão social, econômica e cultural dos grupos mais vulneráveis da região central da cidade e está alinhado com as metas gerais de cooperação da Comissão Européia para a integração social na economia mundial e redução da pobreza.
Sob coordenação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), o projeto, que tem parceria com as secretarias municipais do Trabalho, da Cultura e de Participação e Parceria, prevê investimentos de 15 milhões de euros (cerca de R$ 41 milhões) em quatro anos, divididos entre União Européia e Prefeitura. Nesta primeira etapa estão sendo investidos R$ 3 milhões.
O 1º Escritório de Inclusão Social (rua Barão de Iguape, 900) foi instalado no Glicério em setembro de 2006. O EI Glicério é um espaço de desenvolvimento social comunitário que proporciona aos moradores da região conhecer os serviços públicos existentes na localidade, além de disponibilizar telecentro e promover eventos culturais, encontros comunitários, fóruns e oficinas.
É uma espécie de centro comunitário, fruto de contrato firmado com o Grupo Orsa, por meio da Fundação Orsa, que está desenvolvendo, em conjunto com a comunidade, o Plano de Desenvolvimento Local. Na região central da Cidade serão 10 escritórios no total.
Participando dos cursos de Zeladoria Patrimonial Urbana, Paisagismo e Jardinagem e Construção Civil em Instalação Elétrica desde agosto do ano passado, os alunos começaram a pôr a mão na massa no fim de janeiro para “devolver” à comunidade tudo o que aprenderam nas salas de aula. Foram escolhidas duas praças do bairro para as intervenções dos alunos de Paisagismo e Zeladoria: a praça Nina Rodrigues (na frente do prédio do INSS) e a Praça dos Bombeiros (em frente do Corpo de Bombeiros), esta ao lado do viaduto do Glicério. O Glicério é uma região com elevada densidade de cortiços e concentração de catadores e moradores de rua.
Os cursos foram contratados com recursos do Projeto alocados na Secretaria Municipal de Cultura. As bolsas-auxílio aos alunos no valor de R$ 200 por mês são pagas pela Secretaria Municipal do Trabalho.
“Decidimos trazer os alunos para a praça a fim de consolidar tudo o que eles aprenderam em seis meses no curso”, comenta Regiane Queiroz, coordenadora do curso de Paisagismo e Jardinagem, realizado no Centro de Cidadania da Mooca. Foram os alunos que desenvolveram o projeto para a intervenção na praça Nina Rodrigues, sob orientação e monitoramento dos professores. “Os alunos prepararam o projeto, pensando sempre uma solução para a praça com apelo artístico também”, explica Regiane. O curso de Paisagismo e Jardinagem abordou questões como arquitetura, história de São Paulo, artes plásticas e educação ambiental, além de reforço de português e matemática.
As gêmeas Alline e Allana do Nascimento, de 16 anos, garantem que aprenderam a olhar a Cidade de “outra maneira”. “O curso nos deu uma perspectiva de vida”, diz Allana. “Fez a gente sair do nosso mundinho”, completa Alline, que pensa agora em fazer faculdade de Arquitetura (antes do curso, ela pensava em ser corretora de imóveis). As duas moram na região há 13 anos e estão cursando o 2º ano do ensino médio.
Indiara e Jaciara Flores Pacífico, de 17 anos, outra dupla de gêmeas do projeto, dizem que estão encerrando o curso de Paisagismo “com gostinho de quero mais”. “E com a certeza de que podemos fazer mais pelo nosso bairro e mudar a realidade do Glicério”, ressalta Indiara. Sua irmã diz que pretende, por causa do curso, fazer faculdade de Ciências Biológicas. As duas cursam o 3º ano do ensino médio.
Dos 60 alunos da turma de Zeladoria Patrimonial e Urbana, pelo menos 30 estão com carta de indicação para seleção de empregos em três empresas, segundo Fábio Salomão, coordenador de cursos do Projeto Nós do Centro.
O grupo concluiu na semana passada a intervenção na praça dos Bombeiros, com levantamento de controle de pragas, higienização do local, remoção das ervas daninhas e caiação dos meio-fios, além de fazer um relatório para a Subprefeitura Sé com as necessidades do lugar. Todo o trabalho foi acompanhado por mestres-de-ofício e técnicos especializados. Outros 15 estagiários de Arquitetura da Subprefeitura também supervisionaram as ações. No curso de Zeladoria Patrimonial e Urbana, do Movimento Bela Vista Bela, os alunos tiveram aulas de História do Patrimônio, Higiene e Segurança do Trabalho, Conservação e Zeladoria, português e matemática, entre outras.
“A idéia principal é educar as pessoas a conservar para não precisar restaurar depois. Restaurar é administrar perdas”, define Genice Aparecida Ferreira, coordenadora de ações do Movimento Bela Vista Bela.
Passando diariamente na frente da Praça dos Bombeiros, Robson de Oliveira, de 22 anos, diz sentir orgulho de poder ajudar na conservação do local. “As pessoas passam aqui e nos dizem que agora a praça vai ficar bonita”, conta. Sua colega de curso Renata das Graças, de 20 anos, acredita que a comunidade do Glicério vai passar a valorizar o espaço da praça, depois da intervenção dos alunos.
O estágio dos 20 alunos do curso de Construção Civil em Instalação Elétrica, ministrado no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, foi feito nas instalações elétricas do próprio EI Glicério, em janeiro.
Foco é a integração social e redução da pobreza
O Projeto Inclusão Social Nós do Centro, parceria entre a Prefeitura e a União Européia, visa à inclusão social, econômica e cultural dos grupos mais vulneráveis da região central da cidade e está alinhado com as metas gerais de cooperação da Comissão Européia para a integração social na economia mundial e redução da pobreza.
Sob coordenação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), o projeto, que tem parceria com as secretarias municipais do Trabalho, da Cultura e de Participação e Parceria, prevê investimentos de 15 milhões de euros (cerca de R$ 41 milhões) em quatro anos, divididos entre União Européia e Prefeitura. Nesta primeira etapa estão sendo investidos R$ 3 milhões.
O 1º Escritório de Inclusão Social (rua Barão de Iguape, 900) foi instalado no Glicério em setembro de 2006. O EI Glicério é um espaço de desenvolvimento social comunitário que proporciona aos moradores da região conhecer os serviços públicos existentes na localidade, além de disponibilizar telecentro e promover eventos culturais, encontros comunitários, fóruns e oficinas.
É uma espécie de centro comunitário, fruto de contrato firmado com o Grupo Orsa, por meio da Fundação Orsa, que está desenvolvendo, em conjunto com a comunidade, o Plano de Desenvolvimento Local. Na região central da Cidade serão 10 escritórios no total.
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