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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2006 | Horário: 18:12
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Ibirapuera Gateball Clube comemora 20 anos

A festa contou com um torneio do esporte de origem japonesa e praticado quase somente por descendentes.
A chuva que castigou a cidade entre sexta-feira e sábado últimos (1º e 02/09) não foi suficiente para estragar a festa dos 20 anos de fundação do Ibirapuera Gateball Clube, celebrada na manhã do sábado por mais de 150 praticantes do esporte de raízes orientais.

Mesmo com as seis quadras de terra bastante molhadas, os jogadores de ascendência japonesa — representantes da terceira idade — se diziam otimistas em realizar as partidas do torneio amistoso que haviam elaborado. O motivo da confiança foi simbolizado pelo deus careca, mais conhecido como Teruterubozu, representado por um boneco de pano, que tinha como meta atrair o sol. E atraiu.

Contando também com a ajuda de areia para secar as poças mais rapidamente, os craques nipônicos logo começaram a pegar os equipamentos necessários para a prática do gateball. Bolas, taco e marcadores de pontos.

Em seguida, as equipes de cinco componentes se juntaram e deram início às partidas, cujo objetivo era passar por três gates (arcos) e atingir o pino central, o goal pole. Feito isso, estava selado o agari, a jogada máxima desse esporte.

Ichi geto tsuka (passagem da bola pelo primeiro arco), ni geto tsuka (pelo segundo), e muitas outras expressões puderam ser ouvidas naquele ambiente onde a idade média dos presentes ficava em torno dos 70 anos.

“Comecei com 60 e poucos e atualmente estou com 78. Ainda sou um dos ‘jovens’ da turma”, brincou Paulo Ochimoto, diretor do Clube de Gateball.

“Ainda bem que o tempo melhorou, porque nos permitiu fazer esta festa e difundir o jogo, um de nossos principais objetivos. Queremos fazer com que mais brasileiros tenham interesse pelo gateball”, destacou.

Aos 76 anos, José Zaccarelli, o Zaca, teve a honra de ser o único não-oriental a participar do evento. “Eu sou casado com uma japonesa e fui inserido nesse ambiente. Isso aqui é muito divertido, faz o indivíduo se agarrar à vida, a ter gosto de viver. Tudo bem que eu sempre fico no banco de reservas, mas quando tenho a minha chance não a desperdiço”, afirmou.

Não menos atuantes e peritas no esporte foram as mulheres. Natsuki Miyagawa, 75 anos, por exemplo, foi uma das que mais jogou e ainda teve como apoio a torcida da neta Auria. “Eu gosto de jogar gateball porque tenho que usar bastante raciocínio e concentração para acertar os gates”, contou Natsuki.

Apenas prestigiando a festividade, Takami Nishikawa ficou muito contente em ver o clube bem movimentado. Afinal de contas ele foi o fundador do local. “Valeu a pena o esforço em dar vida a este espaço. Espero que sejam comemorados muitos outros 20 anos”, torceu Nishikawa, que aproveitou para fazer um alerta aos jogadores.

“Eu estou afastado, mas pretendo retomar as atividades em breve. Me aguardem”, avisou o nikkei (descendente de japonês) de 79 anos.

Vários Clubes da Cidade (CC) prestigiaram o aniversário, como Lapa, Santo Amaro, Butantã, Casa Verde, entre outros, totalizando 23 equipes. Após os jogos, todos saborearam um belo almoço japonês e finalizaram o dia festivo do gateball, que atualmente é praticado por cerca de 20 mil pessoas em todo o Brasil.


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