Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

Literatura na Mário: João do Rio - Eu amo a rua

Evento literário homenageia João do Rio (1881-1921), precursor da crônica moderna, trazendo escritores e artistas à biblioteca

Literatura na Mário: João do Rio: Eu amo a rua
3 e 4.12
sexta e sábado, 20h
no Auditório Rubens Borba de Moraes

 

Nos dias 3 e 4 de dezembro, a Mário promove o evento “João do Rio – Eu amo a rua”, neste ano que marca o centenário da morte – e os 140 anos de nascimento – de um escritor que sempre esteve à frente de seu tempo. A programação tem curadoria de Eduardo Beu, diretor de diversos espetáculos multidisciplinares, com destaque para os “Trovadores do Miocárdio”. Para se inscrever, acesse: https://www.sympla.com.br/evento/literatura-na-mario-joao-do-rio-eu-amo-a-rua/1426138

João do Rio (1881-1921) foi pioneiro da crônica jornalística, à qual acrescentou elementos do romance e do conto. Retratou de forma inédita a modernidade urbana carioca, flanando por diversas áreas e esferas sociais, da região portuária à high society. Explorou temas como o samba e o carnaval, além de abordar questões relativas à saúde de sua época, marcada por grandes epidemias. Dedicou-se também ao estudo das religiões do Rio de Janeiro e à tradução da obra de Oscar Wilde, uma de suas grandes referências. Sua visão de mundo e seu estilo literário influenciaram toda uma geração de cronistas que vieram depois, como Antônio Maria e José Carlos Oliveira, que, assim como João do Rio, elegeram a rua como um espaço central do escritor.

No primeiro dia do evento, reúnem-se para uma conversa o escritor e cronista Xico Sá, acompanhado pelo escritor, poeta e ensaísta Marcelo Ariel, e o escritor, dramaturgo, letrista e performer carioca Fausto Fawcett. A mediação é da professora Orna Messer Levin, especialista em Belle Époque e na obra de João do Rio. O bate-papo passeia pela obra do escritor, investigando temas como a “flânerie” e o flâneur; as correspondências entre a figura do dândi e do flâneur, no salão e na rua; a influência de Baudelaire, Proust e Oscar Wilde na escrita do autor, entre outros assuntos. Os convidados também discutem a herança literária de João do Rio, os sentidos de flanar num mundo digital pós-pandemia, e as mudanças por que vem passando o gênero da crônica. A conversa é acompanhada pela exibição de videocrônicas realizadas em São Paulo e Copacabana, e um videopoema narrado por Fausto Fawcett.

O segundo dia da programação é reservado para uma intervenção artística, dirigida por Eduardo Beu, curador do evento, a partir do livro de crônicas e reportagens de João do Rio “A alma encantadora das ruas” (1908). Imersos numa numa atmosfera onírica e atemporal, performers convidados declamam fragmentos do livro. Protagonizam a leitura o cantor e compositor Thiago Pethit e os atores Flow Kountouriotis e Viviane Monteiro.