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Cidadania no Mundo - Grécia, Roma, Revolução Francesa e Declaração dos direitos humanos – Parte 2
Revolução Francesa: o nascimento da cidadania moderna.
Séculos depois, foi na França, entre 1789 e 1799, que a cidadania ganhou um novo significado, bem mais próximo do que entendemos hoje.
Na época, a sociedade era dividida em três grupos sociais: Clero (igreja), Nobreza e Terceiro Estado (a maior parte da população: trabalhadores, camponeses, burgueses).
Os dois primeiros tinham privilégios; o terceiro pagava impostos pesados e tinha pouco poder político. O descontentamento levou à criação da Assembleia Nacional Constituinte e ao famoso episódio da Queda da Bastilha, que marcou o início da Revolução.
A Revolução passou por três fases importantes:
✦ Monarquia Constitucional, quando acabaram com os privilégios dos nobres e tentaram diminuir o poder do rei.
✦ Convenção Nacional: foi quando as mudanças ficaram ainda mais intensas, todos os homens puderam votar, o rei foi executado e começou o período chamado de Terror Jacobino.
✦ Diretório, fase mais conservadora, que terminou com o golpe de Napoleão Bonaparte.
Apesar das turbulências, a Revolução consolidou princípios que influenciam até hoje: “liberdade, igualdade e fraternidade ”(Liberté, Égalité, Fraternité), além da ideia de que todos devem ter direitos políticos.
Pós guerra - 1948: Declaração Universal dos Direitos Humanos
Depois dos horrores da Segunda Guerra Mundial, o mundo buscou reconstruir valores comuns. Em 1948, a ONU aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, um documento com 30 artigos que garantem direitos básicos e fundamentais a todas as pessoas independentemente de origem, gênero, crença ou classe social.
A declaração se tornou um marco global, servindo de guia para leis, tratados internacionais e políticas públicas. Ela reforça a ideia de que cidadania não é apenas pertencer a um país, mas ser reconhecido como humano, com dignidade e direitos.
Resumindo tudo o que vimos até aqui, a cidadania:
- nasceu nas assembleias da Grécia;
- se expandiu e se organizou em Roma;
- ganhou força política e democrática na Revolução Francesa;
- e se universalizou com a Declaração dos Direitos Humanos.
E hoje, ela continua em construção, com cada pessoa, cada luta e cada conquista, especialmente quando pensamos no papel fundamental da Educação Fiscal para fortalecer a cidadania. Ao entender a importância dos tributos e da participação ativa na fiscalização dos recursos públicos, ampliamos a consciência coletiva e contribuímos para uma sociedade mais justa e igualitária.