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Origem da palavra Cidadania
O termo cidadania tem uma história bem antiga, tão antiga que nasceu muito antes de existir Brasil, São Paulo, metrô, internet e tudo mais. Vamos viajar um pouco no tempo?
A palavra cidadania vem do latim, a língua falada pelos romanos. Ela surgiu a partir de duas palavrinhas:
Civitas → que significava “cidade” ou “conjunto de direitos atribuídos ao cidadão”
Civis → que queria dizer “habitante da cidade”, o membro reconhecido da comunidade romana
Mas atenção: na Roma antiga, nem todo morador era considerado cidadão. Apenas determinados grupos tinham direitos políticos, podendo votar ou ocupar cargos públicos. Escravizados, mulheres e muitos estrangeiros ficavam de fora.
Acontece que antes mesmo de Roma, a Grécia Antiga já usava a ideia de cidadania, mas também de forma super restrita, e sem “rótulos”.
Em Atenas, por exemplo, só os homens livres nascidos na cidade, e que tivessem completado sua formação militar poderiam participar diretamente do governo ou serem sorteados para algum cargo público. Mulheres, estrangeiros (os chamados metecos) e pessoas escravizadas não participavam da política. Mesmo assim, esse modelo grego trouxe a ideia de que cidadania tem a ver com participação ativa na vida pública.
E foi em Roma que o conceito evoluiu. No começo era bem limitado, mas conforme o império cresceu, a cidadania foi sendo estendida a diferentes grupos. Ainda assim, continuava existindo hierarquia entre tipos de cidadãos e nem todos tinham os mesmos direitos.
Quando aconteceu a queda do Império Romano, o mundo europeu mudou muito. A vida deixou de girar em torno das cidades e passou a girar mais em torno de relações de dependência entre senhores e trabalhadores. A ideia de cidadania não desapareceu, mas mudou completamente de forma: ela passou a estar ligada a vínculos pessoais e ao sistema feudal, e não mais à participação nas decisões da comunidade.
Mais tarde, com o fortalecimento das cidades medievais e do comércio, novas formas de pertencimento urbano começaram a surgir, era um tipo diferente de cidadania ligada à vida econômica das cidades.
Mais pra frente, entre os séculos XVII e XVIII, surgiram grandes transformações políticas, como as revoluções Americana e Francesa. Esses movimentos trouxeram a ideia de que todas as pessoas deveriam ter direitos garantidos, e que o poder deveria vir do povo (nas próximas postagens vamos falar com mais detalhe sobre isso).
Esse período foi essencial para consolidar o conceito de cidadania moderna como conhecemos hoje, inclusive com a famosa Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que influenciou o mundo todo.
Mais recentemente, especialmente no século XX, cidadania deixou de ser apenas sobre votar ou participar da política. Passou a incluir também direitos sociais, como: acesso à educação, saúde, moradia, trabalho, lazer e muitos outros.
Esses direitos fazem parte da ideia moderna de cidadania ampliada, baseada na dignidade humana e na inclusão de todos na sociedade.
No próximo post vamos falar um pouco mais sobre o assunto!