Curiosidades

Os tributos mais polêmicos da história

Eles saíram do bolso e entraram para historia. Venha conhecê-los!

 

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O QUINTO DOS INFERNOS


Existem duas explicações para o “Quinto dos Infernos escolha sua favorita!" 

Explicação 1: surgiu no Brasil 

No período colonial, especialmente no Ciclo do Ouro (século XVIII), a Coroa Portuguesa instituiu um imposto pesado chamado Quinto: 20% de todo o ouro extraído tinham que ser entregues ao governo. Esse tributo era recolhido nas Casas de Fundição, onde o ouro era derretido, transformado em barras e já saía com o imposto descontado. 

Não demorou para que o Quinto se tornasse um dos impostos mais odiados da história do Brasil, e muitos mineradores passaram a chamá-lo de “quinto dos infernos”, dado o nível de insatisfação e repressão fiscal da época. 

Explicação 2: surgiu em Portugal 

Quando os navios chegavam a Portugal carregados com ouro tributado, alguns portugueses teriam dito: 
Lá vem a nau do quinto dos infernos!” 

 Nesse caso, “infernos” seria o Brasil, visto por europeus como uma terra distante, quente e cheia de perigos, destino frequente de condenados.  

As duas histórias estão aí, uma do lado da outra, disputando quem explica melhor o tal “Quinto dos Infernos” e, para falar a verdade, nós, brasileiros, não perdemos tempo: abraçamos a expressão, transformamos em meme histórico que até hoje ela faz sucesso, atravessando gerações como quem atravessa o Atlântico com o navio lotado de ouro! 

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A DERRAMA!


Você sabia que, no Brasil Colônia, não pagar impostos podia trazer sérias consequências? 

Durante o ciclo do ouro, no século XVIII, Portugal cobrava um imposto chamado quinto, que correspondia a 20% de todo o ouro extraído. Quando a quantidade arrecadada ficava abaixo do esperado, a Coroa portuguesa aplicava a chamada derrama. 

A derrama era uma cobrança feita à força. Autoridades iam às vilas para recolher o valor que faltava, e quem fosse acusado de esconder ouro podia sofrer punições exemplares, como prisão, confisco de bens e até expulsão da colônia (o chamado degredo). 

Essas punições eram públicas e serviam para intimidar a população, mostrando que desobedecer às regras tributárias era visto como um grave crime contra o rei. 

Por que as punições eram tão severas? 

Porque os tributos eram a principal fonte de renda de Portugal na colônia. O não pagamento era visto como desobediência direta ao rei, e não apenas como uma dívida financeira. 

Ainda bem que, nos dias de hoje, pagar impostos não envolve soldados batendo à porta. 

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O "SANTO DO PAU OCO"


Muitos colonos tentavam driblar o imposto escondendo ouro dentro de imagens religiosas ocas, para escapar do controle das Casas de Fundição.

Durante o Ciclo do Ouro, no século XVIII, a cobrança do imposto conhecido como Quinto (20% de todo o ouro extraído, já falamos sobre ele aqui) que deixava os mineradores brasileiros indignados. Para piorar, o controle era rígido: o ouro tinha que passar pelas Casas de Fundição, onde era derretido e marcado, evitando qualquer chance de esconder parte da produção. 

Mas, claro, a criatividade brasileira não nasceu ontem. 

Foi nesse contexto que surgiu a famosa prática do “santo do pau oco”. 

O truque 

Muitos mineradores precisavam transportar ouro sem que a Coroa percebesse. Como o ouro em pó era proibido e muito fácil de detectar, eles passaram a esconder o metal dentro de imagens religiosas ocas, geralmente feitas de madeira, os chamados “santos”. 

Essas esculturas ocas pareciam totalmente normais por fora, mas por dentro carregavam verdadeiras fortunas em ouro em pó ou pepitas. 

 Como objetos religiosos eram menos fiscalizados, a estratégia funcionava bem. Às vezes, essas imagens viajavam longas distâncias até portos, igrejas ou cidades de comércio, sempre com ar de devoção, mas cheias de contrabando. 

Por que isso acontecia? 

  • O imposto do Quinto era considerado pesado e injusto pelos colonos. 

  • A fiscalização era rígida, mas nem sempre eficiente. 

  • A necessidade (e o desejo) de burlar o sistema criava soluções engenhosas. 

Ou seja: o “santo do pau oco” virou símbolo do jeitinho brasileiro para escapar de impostos e da repressão colonial. 

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TRIBUTAÇÃO SOBRE ... URINA!


Da toga branca ao imposto curioso: tudo começa no banheiro

Você já se perguntou como os antigos romanos mantinham aquelas togas* bem brancas ou cuidavam da higiene sem os produtos de hoje? A resposta pode parecer estranha: a urina (o famoso xixi).  

Na Roma Antiga, ela era tão útil que virou fonte de imposto. No ano 70 d.C., o imperador Vespasiano criou uma taxa sobre a coleta e a distribuição de urina dos mictórios públicos de Roma. Esse imposto ficou conhecido como vectigal urinae (imposto sobre a coleta e comércio de urina) as pessoas mais pobres costumavam urinar em potes, que depois eram esvaziados. Já a urina recolhida nos banheiros públicos era armazenada e vendida para ser usada em diferentes processos químicos. 

Mas por que ela era tão valiosa? 

Porque, quando armazenada, a urina libera amônia, que funciona como um potente agente de limpeza. Ela era usada para: 

  • Lavar e clarear lãs 

  • Remover impurezas de tecidos 

  • Tratar roupas domésticas 

  • Curtir couro 

  • E até ajudar na higiene bucal (eca!) 

Tanto a urina humana quanto a de animais eram aproveitadas. Há registros de que a urina da região onde atualmente fica Portugal era considerada uma das melhores para clarear os dentes (ora pois!).  

Os lavadores de roupa, chamados fullones, chegavam a pisar nas roupas em tanques cheios de urina para limpá-las. Uma lavanderia nada convencional. 

Diz a história que o filho de Vespasiano achou o imposto meio… desagradável e criticou o pai pela ideia. Então o imperador pegou uma moeda arrecadada com a taxa, colocou perto do nariz do filho e perguntou se ela tinha cheiro. Diante da resposta negativa, soltou a frase que atravessou os séculos: 

Pecunia non olet.” (dinheiro não tem cheiro) 

Ainda bem que o costume não atravessou os séculos e hoje em dia podemos usar sabão! 

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