Secretaria Especial de Comunicação
Movimentos populares e grupos indígenas debatem revisão do PDE
Cerca de 100 integrantes de movimentos populares de São Paulo participaram da sétima reunião da primeira fase da revisão participativa do Plano Diretor Estratégico (PDE). O debate da etapa de Avaliação Temática aconteceu na noite desta quarta-feira (22), na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, no Centro.
Entre os movimentos que deram suas contribuições ao debate, que resultarão na revisão de toda a legislação urbanística da cidade, estiveram o Fórum dos Cortiços e Sem Teto de São Paulo, Instituto Brasileiro de Eleitores, Cooperativa Paulista de Teatro, Tribunal Popular, Secov, UMM e Tribuna Democrática da Região Nordeste.
Até mesmo grupos do movimento indígena, como os povos Tupinambá e Wassu Cocal, participaram das atividades. Essa é a primeira vez, desde o início do processo de revisão do PDE, em 27 de abril, que os índios participaram dos debates.
Durante o encontro, que foi aberto com uma apresentação do Plano Diretor e seus impactos, um dos temas centrais abordados foi a questão da habitação dentro da revisão participativa. “As políticas de mobilidade, de serviços públicos, de desenvolvimento social e urbano, devem estar articuladas com a habitação e o enfrentamento do déficit habitacional”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco.
Também presente, o secretário municipal da Habitação, José Floriano de Azevedo Marques Neto, garantiu que em cerca de 15 dias a Pasta disponibilizará em seu site o mapeamento de todas as unidades habitacionais de interesse social que estão com construção em andamento ou serão desapropriadas para a finalidade. “As 55 mil unidades prometidas pelo prefeito serão realidade”, disse.
Indígenas
Além dos grupos populares, o movimento indígena também participou da reunião da revisão participativa do Plano Diretor Estratégico e mostrou, com voz ativa, ter seus pleitos próprios, com respeito a suas culturas.
“Como eu posso viver num apartamento? Eu tenho uma cultura viva, danço o Toré, eu gosto de cantar alto. Nós estamos na cidade grande, mas nossa cidade continua viva, então em qualquer lugar que estaremos, continuamos indígenas, apesar de tanta discriminação que a gente enfrenta na cidade grande”, pediu a representante do povo Wassu Cocal, Diva da Silva.
O representante do povo Tupinambá, Israel Raimundo, lembrou que São Paulo, segundo o IBGE, é a segunda cidade com a maior população indígena do País, com entre 15 a 20 mil pessoas e por isso, é preciso dar voz a essa comunidade.
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