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Domingo, 30 de Dezembro de 2012 | Horário: 14:55
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Prefeitura entrega 92 novas moradias no Jardim Edite

Conjunto habitacional construído no Brooklin beneficiará mais de 800 pessoas com creche, escola técnica e UBS além das unidades habitacionais

A Prefeitura de São Paulo, por intermédio da Secretaria Municipal de Habitação, entregou neste domingo (30) os primeiros 92 apartamentos de um total de 252 unidades habitacionais do Residencial Jardim Edite, no Brooklin, Zona Sul da Capital. Quando estiver totalmente concluído, o empreendimento beneficiará mais de 800 pessoas com moradia, uma creche, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e uma escola técnica de gastronomia - em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Os três equipamentos serão instalados na própria estrutura das três torres maiores, que estão sendo habitadas.

 

“É muito gratificante poder encerrar a gestão inaugurando equipamentos no campo social, como este e o de ontem, entregue no Real Parque, vendo a alegria de todas as famílias. São pessoas que há cinco anos estavam nesses locais morando dentro de favelas, em condições precárias, e nós possibilitamos o retorno delas em uma condição totalmente diferente”, afirmou o prefeito.

 

Projetado para ocupar o lugar da favela Jardim Edite, o conjunto habitacional de mesmo nome garante integração social, em um dos pontos mais significativos do recente crescimento do setor financeiro e de serviços de São Paulo: o cruzamento das avenidas Engenheiro Luís Carlos Berrini e Jornalista Roberto Marinho, junto à ponte Estaiada, cartão postal da cidade.

 

“Com muita honra reconheço a minha luta, já que muitos não acreditavam que o Jardim Edite teria um conjunto maravilhoso como este. Talvez não exista no mundo uma moradia social nesses moldes, oferecendo apartamentos, creche, escola e posto de saúde em um mesmo local. Por isso agradeço ao prefeito por ter abraçado a nossa luta e ter feito esse conjunto inédito que serve como exemplo para que as comunidades do mundo todo continuem lutando pelos seus direitos”, ressalta o presidente da Associação de Moradores do Jardim Edite, Gerôncio Henrique Neto.

 

O investimento total estimado no Jardim Edite é de R$ 43 milhões. Esses valores são provenientes da Operação Urbana Água Espraiada, na qual está inserido.  O Residencial Jardim Edite tem moradias divididas em três torres de 17 pavimentos, com quatro unidades habitacionais por andar, num total de 60 apartamentos por torre, com dois elevadores cada.

 

“As lideranças deste local foram profundamente aguerridas e importantes para que nós conseguíssemos sensibilizar toda a sociedade a apoiar este projeto. Portanto, eu peço o apoio de todos os moradores para que possamos manter e melhorar cada vez mais este condomínio e transformar a vida dos moradores”, destacou o secretário municipal de Habitação e presidente da COHAB.

 

Além das torres, o Residencial Jardim Edite conta com mais dois blocos de seis pavimentos, sem elevador, com equipamentos públicos nos 1° e 2° andares e moradias do 3° ao 5°, sendo que neste último as unidades são do tipo duplex. Os apartamentos têm dois quartos, sala, cozinha e banheiro. O primeiro pavimento conta com 40 unidades habitacionais, enquanto o segundo possui 32.

 

O pavimento de cobertura desses equipamentos, como um térreo elevado do condomínio residencial, interliga todos os edifícios habitacionais em cada quadra, promovendo aos moradores uma convivência mais adequada.

 


Urbanização de Favelas


 
Criado em 2005, o Programa Municipal de Urbanização de Favelas, da Prefeitura de São Paulo, no qual se inserem as obras agora inauguradas, já arrematou 11 prêmios e foi destaque nas duas principais bienais de arquitetura do mundo, a de Veneza, na Itália, e a de Roterdã, na Holanda. O último prêmio conquistado foi o Scroll of Honour, da UN-Habitat - agência da Organização das Nações Unidas para Habitação, em agosto. Trata-se de um prêmio de reconhecimento de iniciativas exemplares na área de habitação em todo o mundo.

 

Aos poucos, as principais comunidades carentes de São Paulo, como Paraisópolis, Heliópolis, Jaguaré, Jardim São Francisco e Cantinho do Céu, se transformam em bairros. Este também pode ser considerado o maior programa
de urbanização do mundo, com o atendimento das mais de 200 mil famílias.

 

 

 

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