Secretaria Especial de Comunicação

Terça-feira, 17 de Agosto de 2010 | Horário: 13:11
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Confira mais um trabalho realizado pelos alunos do Imprensa Jovem

As alunas-repórteres Renata Bezerra Rodrigues, da EMEF Saturnino Pereira, Andressa dos Santos, da EMEF Anna Lamberga Zéglio, e Anna Paula Viera Lima, da EMEF Dias Gomes, realizaram entrevistas sobre a vida e obra de Monteiro Lobato.
Bate-papo literário sobre as obras de Monteiro Lobato e Dulce Auriemo

Entrevistas realizadas pelas alunas-repórteres Renata Bezerra Rodrigues, da EMEF Saturnino Pereira, Andressa dos Santos, da EMEF Anna Lamberga Zéglio, e Anna Paula Viera Lima, da EMEF Dias Gomes.

Alunos-repórteres da Imprensa Jovem, do Programa Nas Ondas do Rádio, da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, colheram informações sobre a vida e obra de Monteiro Lobato, um dos homenageados da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Segundo os educadores presentes na Bienal, ao resgatar obras como as de Monteiro Lobato e outros autores, através do livro impresso, pode-se reforçar o lúdico: “Pois neste mundo, que é quase todo virtual, as crianças poderão exercitar mais a imaginação, interpretando suas leituras e dando espaço ao mundo da fantasia”, afirmam os educadores.

As crianças procuraram saber mais sobre o perfil dos personagens e suas histórias, buscando identificá-las ao seu cotidiano. A proposta da visita à Bienal foi desenvolver um vídeo pelas próprias crianças, destacando a influência da obra de Monteiro Lobato em suas vidas.

Os alunos lembraram que Lobato, além de escrever o Sítio do Pica-Pau Amarelo, também criou a indústria do livro no Brasil, ajudou em campanhas como “O petróleo é nosso”, saneamento e na criação da indústria siderúrgica. Em O Sitio do Pica-Pau Amarelo, principal obra, segundo os alunos, ”o autor mostrou sua confiança na inteligência da criança e soube muito bem empregar o humor, a originalidade, surpreendendo através de um diálogo repleto de ações tudo aquilo que gostamos”. O escritor criou um universo mágico habitado por personagens que povoam a imaginação de muitos brasileiros, tanto crianças como adultos, como a boneca de pano Emília, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Tia Nastácia, Saci e o Marquês de Rabicó.

Outra entrevista foi a realizada com a escritora de obras infantis e compositora Dulce Auriemo. A escritora, que já participou de outras bienais como editora, participa pela primeira vez como autora e conta aos alunos como ocorreu esta sua experiência. Na noite em que descobriu que sua filha estava grávida, sonhou que seria avó de um bebê do sexo masculino. A partir deste momento começou a compor música e a escrever livros. Ao nascer seu neto, um menino, Dulce Auriemo dedicou todas suas composições musicais e seus livros para as crianças.

A aluna entrevistadora Anna Paula Viera Lima, da EMEF Dias Gomes, perguntou o que a autora acha dos livros digitais. Para Dulce, é bom continuar com os livros impressos ao invés dos digitais, porque a criança poderá manusear página por página, o que a torna mais próxima e íntima da história que leu. “O livro no papel incentiva mais as crianças a lerem”, afirma a autora. Um dos seus livros é Makiko e Tatuiuiú - Guardiões da Natureza. A história tem como objetivo despertar desde cedo nas crianças a preocupação com a preservação da natureza e do meio ambiente.


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