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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007 | Horário: 08:00
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São Paulo tem maior programa de recapeamento da história

Com investimentos de R$ 163,43 milhões, o programa recapeou em pouco mais de um ano 454 ruas e avenidas, num total de 498,8 quilômetros de vias. Trata-se de um recorde, ultrapassando os 316 quilômetros recapeados entre 1988 e 2004.
São Paulo possui 16 mil quilômetros de ruas asfaltadas. São incontáveis ruas e avenidas, pontes e viadutos, túneis e elevados que formam uma malha rodoviária digna da maior metrópole da América do Sul.

O que não condizia com essa cidade era o estado em que todas essas vias se encontravam. Com a pouca (ou nenhuma) manutenção do asfalto, os cerca de 5,5 milhões de veículos e quase 15 mil ônibus que circulam por São Paulo enfrentavam diariamente ondulações e buracos, em vias nunca consertadas.

A inversão desse cenário começou em outubro de 2005, quando a Prefeitura de São Paulo deu início ao maior programa de recapeamento asfáltico da história da Cidade. Com investimentos de R$ 163,43 milhões, o programa recapeou em pouco mais de um ano 454 ruas e avenidas, num total de 498,8 quilômetros de vias. Trata-se de um recorde, ultrapassando os 316 quilômetros recapeados entre 1988 e 2004, durante as quatro últimas gestões.

A prioridade no recapeamento foi fixada a partir das solicitações da população junto às Subprefeituras e indicações técnicas da Secretaria Municipal de Transportes e suas empresas operacionais, CET e SPTrans, além de um estudo do Laboratório de Mecânica de Solos da Escola Politécnica da USP.

Para atender esta demanda, ampliou-se a capacidade de produção das usinas de asfalto de 100 toneladas/dia, em janeiro de 2005, para de 1,5 a duas mil toneladas/dia. “O investimento realizado possibilitou que o funcionamento das usinas fosse ininterrupto: 24 horas por dia, 7 dias por semana”, explica o engenheiro Sérgio Alcalá, supervisor de obras da Superintendência das Usinas de Asfalto. No início de 2006, a Prefeitura montou nova usina, com capacidade de produção de 140 toneladas diárias de massa asfáltica, diante das 40 toneladas/dia produzidas pela antiga, de 1954.

Ruas mais seguras e ecológicas

Além de produzir mais asfalto, as ruas da cidade foram recapeadas com um material mais ecológico. Pela primeira vez, foi utilizado o chamado asfalto de borracha na pavimentação da cidade. Trata-se de um material que tem em sua composição 15% de pó de pneus. Algumas rodovias, como a Anhangüera, a Anchieta, a Castelo Branco e a Imigrantes já utilizaram esse tipo de composto em seu asfalto. Na capital, este material foi usado nas avenidas Olavo Fontoura e Tajurás, na rua Major Natanael e na praça Campo de Bagatele.

“Este tipo de material aumenta a durabilidade e qualidade do asfalto, permitindo trafego mais suave e seguro, além de prolongar a vida útil do pavimento”, acrescenta Alcalá.

A tendência é utilizar cada vez mais material reciclado na pavimentação. Em dezembro último, o prefeito de São Paulo assinou um decreto que tornou obrigatório o uso de entulho reciclado nas obras e serviços de pavimentação de vias públicas na Capital. São Paulo gera cerca de 17 mil toneladas de entulho diariamente.

“Só temos ganhos”, diz Valdecir Papazissis, coordenador do Núcleo Gestor de Entulho da Limpurb. “Reciclando este material, você evita gastar com aterros; é ambientalmente correto, pois diminui o que você tinha de obter de material virgem na natureza; e ainda tem um material mais barato”.

Menos 582 ruas de terra

“Nos dias de sol, muita poeira. Quando chovia, aquele barro!” É assim que o engenheiro Valter José descreve seu dia-a-dia antes do asfaltamento da rua onde mora, no Jardim Corisco, Zona Norte da capital.

A rua é uma das 560 de terra que a Prefeitura de São Paulo asfaltou. “Nos dias de chuva, todo o lixo acabava indo pro córrego. Nem preciso dizer o caos que era”, comenta Valter. Com investimentos de R$ 22,12 milhões, a Prefeitura pavimentou em dois anos 128,7 quilômetros de ruas de terra, concentradas em regiões periféricas.

Na região de Jaçanã/Tremembé, onde Valter José mora, a aposta foi na parceria com a população. A Subprefeitura recebeu os moradores e fez um levantamento das necessidades de infra-estrutura para o asfaltamento. Onde foi preciso obras para escoamento das águas, a Prefeitura cedeu o maquinário e forneceu orientação técnica. Os moradores entraram com a mão-de-obra.

Outra ação foi no capeamento de ruas, que é quando se asfalta uma rua previamente de paralelepípedos. Foram atendidas reivindicações antigas de capeamento nas Subprefeituras São Miguel, Vila Maria/Vila Guilherme, Ipiranga, Mooca, Campo Limpo, Guaianases, Vila Prudente, Freguesia do Ó, Penha, Santo Amaro, Santana, Butantã e Pinheiros, num total de 99 ruas contempladas - e 25,1 quilômetros de extensão.

“Embora ecologicamente viável, com o decorrer do tempo a superfície do paralelepípedo fica polida e escorregadia, oferecendo risco à segurança, tanto para motoristas quanto para pedestres”, explica Sérgio Alcalá.

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