Secretaria Especial de Comunicação
Parque do Povo, com área de 112 mil m², vai levar lazer e recreação ao Itaim Bibi
O projeto paisagístico é pioneiro na Cidade de São Paulo, com caráter educativo e cultural, contendo trilhas explicativas, além de total acessibilidade a portadores de deficiência e pessoas com mobilidade reduzida.
Uma parceria entre a Prefeitura e a iniciativa privada é mais um passo para entregar à população o Parque do Povo, espaço público localizado no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, que se encontrava invadido ilegalmente há mais de 20 anos. A assinatura do Termo de Cooperação com a construtora WTorre nesta sexta-feira (15) teve a participação do prefeito de São Paulo. "Esperamos que, em pouco tempo, tenhamos este parque inteiramente aberto à população", afirmou o prefeito.
Com o convênio, a empresa fica responsável pela manutenção e administração do parque durante três anos. O projeto paisagístico é pioneiro na Cidade de São Paulo, com caráter educativo e cultural, contendo trilhas explicativas, além de total acessibilidade a portadores de deficiência e pessoas com mobilidade reduzida. Sua implantação ficará por conta da empresa parceira.
A partir da formalização do Termo de Cooperação, o projeto executivo para a revitalização do parque começará a ser elaborado em conjunto com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. O projeto deverá ser finalizado em julho, quando passará pela aprovação da Secretaria de Verde e Meio Ambiente (SVMA) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), já que 107 mil m² são tombados desde 1992.
Com as aprovações, começarão as obras que devolverão uma área total de 112 mil m² à Cidade, e deverá ser concluída até o final do ano. Para a população, porém, o parque já poderá ser aberto antes, possivelmente na primavera, em outubro, com a conclusão de algumas etapas da intervenção. Estima-se que, quando pronto, o parque terá uma visitação de 5 mil pessoas por final de semana.
O projeto executivo conterá a descrição detalhada da implantação de cada equipamento do parque, desde a parte de infra-estrutura até a comunicação visual. A base para o estudo é o projeto de paisagismo do local, que foi elaborado pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Com proposta pioneira em São Paulo, o novo paisagismo tem caráter educacional e cultural. A idéia é que o parque se torne modelo de adoção, com predominância de vegetação nativa do Brasil, com espécies que podem ser utilizadas para projetos paisagísticos em outras áreas da Cidade.
Por conta de ocupações irregulares que exploraram comercialmente o parque por cerca de 20 anos, a vegetação rasteira foi dizimada e apenas 10% das grandes árvores que compunham a vegetação natural ainda estão no local. Árvores grandes e exóticas, como o eucalipto, acabaram permanecendo pois eram usadas para delimitar os espaços dentro das áreas invadidas do parque. O plano de manejo da vegetação prevê um equilíbrio ambiental com 80% de espécies nativas e 20% de espécies exóticas.
A vegetação escolhida para o parque visa priorizar maior captação de água da chuva. O projeto prevê a criação de bacias de captação sob o parque, para que a água permaneça o maior tempo possível no solo, já que os campos e quadras de terra fortemente batida ou cimentados e construções desordenadas que ocupavam o local deixaram a área praticamente impermeável.
Além de resgatar a vegetação nativa, o projeto paisagístico promoverá a educação ambiental e acessibilidade. O parque terá coleções botânicas, agrupadas por valores históricos e culturais, devidamente identificadas, distribuídas por toda área, entre as sete trilhas auto-explicativas e as áreas esportivas e de recreação, que serão temáticas.
No playground principal, por exemplo, estarão dispostas, de forma ornamental, a coleção de "plantas trepadeiras", que atraem pássaros e borboletas, de forma a compor um cenário lúdico. Já o campo de futebol será rodeado por "mirtáceas", árvores frutíferas brasileiras.
As sete trilhas auto-explicativas serão compostas pelas coleções de plantas e famílias botânicas específicas, como as Piteridófitas (samambaias), Palmeiras e as Mirtáceas (árvores frutíferas). Todas as espécies serão identificadas por placas educativas, com pequenos textos informando o nome científico e popular de cada planta, assim como a origem e algumas informações históricas ou curiosas.
A proposta é que o rico material vegetal da área possa ser utilizado por escolas para aulas sobre biologia e meio ambiente, propiciando o contato direto dos alunos com a natureza e também servindo como fonte de conhecimento para aqueles que passearem pelo parque, apenas pela beleza paisagística das plantas, que, inclusive, florescerão em épocas diferentes para que o parque esteja sempre repleto de flores. As sete trilhas são:
1 - Trilha de madeiras de lei: Cerca de 30 espécies de madeiras nobres nativas do Brasil farão parte da trilha. As placas educativas das plantas conterão uma breve explicação sobre a origem do termo "madeira de lei" e como se aplica a cada uma das espécies plantadas.
2 - Trilha de árvores ornamentais: Será composta por diversas espécies vegetais de árvores, nativas e exóticas, com floração exuberante em todo o perímetro interno do parque, de forma a criar um bosque com grande variedade ornamental. Entre as plantas estão a "árvore da salsicha" e a "árvore da vela", cujos frutos se assemelham com os respectivos apelidos.
3 - Trilha de plantas de sombra: Plantas como samambaias, orquídeas, bromélias e marantas serão distribuídas entre as entradas da avenida Henrique Chamma e da rua Tabapuã. O objetivo é mostrar à população como podem ser confeccionados jardins nas condições onde a luz é limitada.
4 - Trilha das árvores frutíferas: Diversas espécies de árvores e arbustos produtores de frutos nativos e exóticos serão distribuídos pelo parque. Parte desta coleção, como árvores de jabuticaba, goiaba, araçá e pitanga, foi plantada em janeiro deste ano, em uma das áreas do parque.
5 - Trilha das flores: Diversas espécies de plantas herbáceas com floração intensa e vínculo com a Cidade de São Paulo, como lírios amarelos, azaléias e agapantus azul, serão distribuídas, em associação com arbustos e palmeiras, ampliando o conhecimento da população quanto à vegetação ornamental com possibilidade de ser utilizada na cidade.
6 - Trilha de plantas trepadeiras: A coleção dessas plantas estará associada ao playground, onde deve estar disposta sobre toras de madeira de eucalipto tratada, possibilitando áreas de sombra no local.
7 - Trilha de plantas medicinais e aromáticas: A vegetação escolhida para o parque visa priorizar maior captação de água da chuva, visto que as ocupações irregulares, feitas por agremiações e outras instituições, deixaram o solo praticamente impermeável, por conta dos diversos campos de terra fortemente batida e quadras e espaços cimentados. O resultado dessas ocupações foi a total dizimação da vegetação arbórea, sobrando apenas 10% da área verde de todo o parque.
Área Esportiva
A proposta para a área esportiva é implantação de equipamentos totalmente acessíveis, além do desenvolvimento de áreas temáticas, com caráter cultural, como o já citado campo de futebol e as pistas de caminhada e ciclismo, que serão rodeadas por arbustos e árvores, para proporcionar sombra e um ambiente fresco.
Cerca de sete praças de informação, com placas de orientação geral sobre o parque, serão instaladas nos pontos de cruzamento das trilhas ecológicas, em espaços que também poderão ser utilizados para descanso ou exercícios relacionados à caminhada.
O parque poderá ter três ou quatro quadras poliesportivas com pisos permeáveis para esportes como futebol, peteca, queimada e vôlei de praia, que também contarão com marcações específicas para esportes paraolímpicos. O número exato de quadras será definido no projeto executivo, pois se deve avaliar um uso confortável dos equipamentos na área onde serão instalados. Próximo ao campo de futebol de várzea, em uma das praças de informação, deverá ser instalado um Memorial do Futebol de Várzea, que terá painéis explicativos com fotos sobre a atividade, que era freqüente no local antes da existência do parque.
Dentro do parque serão construídos cerca de 1.320 metros de pista para ciclovia e 1.650 metros de trilhas para caminhada, sendo que as calçadas externas também serão projetadas para essa prática, tendo cerca de cinco metros de largura, dos quais dois serão utilizados para faixa de serviços (instalação de lixeiras e outros equipamentos do mobiliário urbano) e o restante deve ficar livre para atender essa proposta de lazer.
Sobre o Parque
O Parque do Povo está localizado entre a avenida Cidade Jardim, avenida Nações Unidas e rua Henrique Chamma. O espaço de 112 mil m² foi doado pela Caixa Econômica Federal ao Município de São Paulo, em 25 de agosto de 2006. Desde o início do ano passado, a Prefeitura promoveu diversas ações na área e já conseguiu retomar sete das 11 áreas ocupadas irregularmente por associações desportivas que exploravam comercialmente o espaço. Todas as construções existentes nos espaços retomados foram demolidas, a área foi limpa e vem sendo conservada. Quatro ações de entidades esportivas ainda aguardam decisão judicial.
Com o convênio, a empresa fica responsável pela manutenção e administração do parque durante três anos. O projeto paisagístico é pioneiro na Cidade de São Paulo, com caráter educativo e cultural, contendo trilhas explicativas, além de total acessibilidade a portadores de deficiência e pessoas com mobilidade reduzida. Sua implantação ficará por conta da empresa parceira.
A partir da formalização do Termo de Cooperação, o projeto executivo para a revitalização do parque começará a ser elaborado em conjunto com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. O projeto deverá ser finalizado em julho, quando passará pela aprovação da Secretaria de Verde e Meio Ambiente (SVMA) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), já que 107 mil m² são tombados desde 1992.
Com as aprovações, começarão as obras que devolverão uma área total de 112 mil m² à Cidade, e deverá ser concluída até o final do ano. Para a população, porém, o parque já poderá ser aberto antes, possivelmente na primavera, em outubro, com a conclusão de algumas etapas da intervenção. Estima-se que, quando pronto, o parque terá uma visitação de 5 mil pessoas por final de semana.
O projeto executivo conterá a descrição detalhada da implantação de cada equipamento do parque, desde a parte de infra-estrutura até a comunicação visual. A base para o estudo é o projeto de paisagismo do local, que foi elaborado pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Com proposta pioneira em São Paulo, o novo paisagismo tem caráter educacional e cultural. A idéia é que o parque se torne modelo de adoção, com predominância de vegetação nativa do Brasil, com espécies que podem ser utilizadas para projetos paisagísticos em outras áreas da Cidade.
Por conta de ocupações irregulares que exploraram comercialmente o parque por cerca de 20 anos, a vegetação rasteira foi dizimada e apenas 10% das grandes árvores que compunham a vegetação natural ainda estão no local. Árvores grandes e exóticas, como o eucalipto, acabaram permanecendo pois eram usadas para delimitar os espaços dentro das áreas invadidas do parque. O plano de manejo da vegetação prevê um equilíbrio ambiental com 80% de espécies nativas e 20% de espécies exóticas.
A vegetação escolhida para o parque visa priorizar maior captação de água da chuva. O projeto prevê a criação de bacias de captação sob o parque, para que a água permaneça o maior tempo possível no solo, já que os campos e quadras de terra fortemente batida ou cimentados e construções desordenadas que ocupavam o local deixaram a área praticamente impermeável.
Além de resgatar a vegetação nativa, o projeto paisagístico promoverá a educação ambiental e acessibilidade. O parque terá coleções botânicas, agrupadas por valores históricos e culturais, devidamente identificadas, distribuídas por toda área, entre as sete trilhas auto-explicativas e as áreas esportivas e de recreação, que serão temáticas.
No playground principal, por exemplo, estarão dispostas, de forma ornamental, a coleção de "plantas trepadeiras", que atraem pássaros e borboletas, de forma a compor um cenário lúdico. Já o campo de futebol será rodeado por "mirtáceas", árvores frutíferas brasileiras.
As sete trilhas auto-explicativas serão compostas pelas coleções de plantas e famílias botânicas específicas, como as Piteridófitas (samambaias), Palmeiras e as Mirtáceas (árvores frutíferas). Todas as espécies serão identificadas por placas educativas, com pequenos textos informando o nome científico e popular de cada planta, assim como a origem e algumas informações históricas ou curiosas.
A proposta é que o rico material vegetal da área possa ser utilizado por escolas para aulas sobre biologia e meio ambiente, propiciando o contato direto dos alunos com a natureza e também servindo como fonte de conhecimento para aqueles que passearem pelo parque, apenas pela beleza paisagística das plantas, que, inclusive, florescerão em épocas diferentes para que o parque esteja sempre repleto de flores. As sete trilhas são:
1 - Trilha de madeiras de lei: Cerca de 30 espécies de madeiras nobres nativas do Brasil farão parte da trilha. As placas educativas das plantas conterão uma breve explicação sobre a origem do termo "madeira de lei" e como se aplica a cada uma das espécies plantadas.
2 - Trilha de árvores ornamentais: Será composta por diversas espécies vegetais de árvores, nativas e exóticas, com floração exuberante em todo o perímetro interno do parque, de forma a criar um bosque com grande variedade ornamental. Entre as plantas estão a "árvore da salsicha" e a "árvore da vela", cujos frutos se assemelham com os respectivos apelidos.
3 - Trilha de plantas de sombra: Plantas como samambaias, orquídeas, bromélias e marantas serão distribuídas entre as entradas da avenida Henrique Chamma e da rua Tabapuã. O objetivo é mostrar à população como podem ser confeccionados jardins nas condições onde a luz é limitada.
4 - Trilha das árvores frutíferas: Diversas espécies de árvores e arbustos produtores de frutos nativos e exóticos serão distribuídos pelo parque. Parte desta coleção, como árvores de jabuticaba, goiaba, araçá e pitanga, foi plantada em janeiro deste ano, em uma das áreas do parque.
5 - Trilha das flores: Diversas espécies de plantas herbáceas com floração intensa e vínculo com a Cidade de São Paulo, como lírios amarelos, azaléias e agapantus azul, serão distribuídas, em associação com arbustos e palmeiras, ampliando o conhecimento da população quanto à vegetação ornamental com possibilidade de ser utilizada na cidade.
6 - Trilha de plantas trepadeiras: A coleção dessas plantas estará associada ao playground, onde deve estar disposta sobre toras de madeira de eucalipto tratada, possibilitando áreas de sombra no local.
7 - Trilha de plantas medicinais e aromáticas: A vegetação escolhida para o parque visa priorizar maior captação de água da chuva, visto que as ocupações irregulares, feitas por agremiações e outras instituições, deixaram o solo praticamente impermeável, por conta dos diversos campos de terra fortemente batida e quadras e espaços cimentados. O resultado dessas ocupações foi a total dizimação da vegetação arbórea, sobrando apenas 10% da área verde de todo o parque.
Área Esportiva
A proposta para a área esportiva é implantação de equipamentos totalmente acessíveis, além do desenvolvimento de áreas temáticas, com caráter cultural, como o já citado campo de futebol e as pistas de caminhada e ciclismo, que serão rodeadas por arbustos e árvores, para proporcionar sombra e um ambiente fresco.
Cerca de sete praças de informação, com placas de orientação geral sobre o parque, serão instaladas nos pontos de cruzamento das trilhas ecológicas, em espaços que também poderão ser utilizados para descanso ou exercícios relacionados à caminhada.
O parque poderá ter três ou quatro quadras poliesportivas com pisos permeáveis para esportes como futebol, peteca, queimada e vôlei de praia, que também contarão com marcações específicas para esportes paraolímpicos. O número exato de quadras será definido no projeto executivo, pois se deve avaliar um uso confortável dos equipamentos na área onde serão instalados. Próximo ao campo de futebol de várzea, em uma das praças de informação, deverá ser instalado um Memorial do Futebol de Várzea, que terá painéis explicativos com fotos sobre a atividade, que era freqüente no local antes da existência do parque.
Dentro do parque serão construídos cerca de 1.320 metros de pista para ciclovia e 1.650 metros de trilhas para caminhada, sendo que as calçadas externas também serão projetadas para essa prática, tendo cerca de cinco metros de largura, dos quais dois serão utilizados para faixa de serviços (instalação de lixeiras e outros equipamentos do mobiliário urbano) e o restante deve ficar livre para atender essa proposta de lazer.
Sobre o Parque
O Parque do Povo está localizado entre a avenida Cidade Jardim, avenida Nações Unidas e rua Henrique Chamma. O espaço de 112 mil m² foi doado pela Caixa Econômica Federal ao Município de São Paulo, em 25 de agosto de 2006. Desde o início do ano passado, a Prefeitura promoveu diversas ações na área e já conseguiu retomar sete das 11 áreas ocupadas irregularmente por associações desportivas que exploravam comercialmente o espaço. Todas as construções existentes nos espaços retomados foram demolidas, a área foi limpa e vem sendo conservada. Quatro ações de entidades esportivas ainda aguardam decisão judicial.
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