Secretaria Especial de Comunicação

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007 | Horário: 09:00
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Cadastro de famílias vulneráveis dará acesso a programas sociais

Inclusão de famílias em situação de vulnerabilidade nos programas sociais realizados pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social será realizada conforme a efetuação de cadastramento.
O cadastramento domiciliar no Município de São Paulo para a inclusão, de famílias vulneráveis, nos programas sociais terá início nesta terça-feira (28/08). A previsão é que sejam cadastradas mais de 220 mil famílias. O trabalho terá duração de um ano e será realizado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) em parceria com o Instituto Via Pública.

Ao todo, 100 agentes cadastrais atuarão com o uso da tecnologia de palm tops, que possibilitará mais qualidade na coleta das informações e maior rapidez no tratamento dos dados obtidos. Isso possibilitará direcionar políticas públicas mais adequadas a essa população. Esses equipamentos contarão com um software compatível com o conteúdo do instrumental impresso do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome (MDS), aplicado anteriormente, acrescido de campos específicos com o sistema de bancos de dados municipal, o Banco de Dados do Cidadão, que agregará todas as informações sócio-econômicas das famílias no Município.

Nos três primeiros meses do cadastramento, contados a partir de agosto, o foco será áreas prioritariamente selecionadas para a expansão imediata do Programa Ação Família - Viver em Comunidade, identificadas pelo Índice Paulista de Vulnerabilidade social (IPVS) como sendo de alta e muito alta vulnerabilidade social.

Nos meses seguintes, todas as demais áreas vulneráveis das 31 subprefeituras serão visitadas pelas equipes de agentes cadastrais para a construção de um banco de dados que não apenas servirá para as futuras expansões do Ação Família, como também para os demais programas sociais.

Duas etapas

O cadastramento nos domicílios será feito em duas fases. Na primeira, uma equipe vai a todas as casas a serem cadastradas das regiões de expansão do Ação Família e põe um selo de identificação nas portas das residências. Entrega uma carta contendo informações importantes como os documentos obrigatórios e a data de início da segunda etapa, quando retornarão para o preenchimento das informações e recolhimento das cópias desses documentos.

As famílias que não têm todos os documentos são informadas pelas equipes de reconhecimento de área sobre os locais mais próximos de sua região para tirá-los. “O cadastramento na cidade de São Paulo é feito só em domicílio e, por este motivo, a preocupação em informar os grupos familiares para que eles estejam com todos os dados necessários”, explica o coordenador de Gestão de Benefícios da Smads.

O coordenador explica ainda que, “como este trabalho será realizado em etapas e talvez a quadra da casa de uma determinada família não esteja incluída agora, ela deverá aguardar a fase em que a área será visitada se estiver dentro dos setores censitários de IPVS 5 e 6, considerados de alta e muito alta vulnerabilidade social”.

O cadastramento realizado nas casas tem por objetivo conhecer as condições de vida de cada família e planejar ações sociais da Prefeitura na região. “Isso não quer dizer que a família terá direito de receber algum benefício imediatamente e, sim, que ela terá prioridade nos programas sociais, caso preencha os critérios e existam vagas abertas”, esclarece o coordenador de Gestão de Benefícios da Smads.


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