Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

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Écfrases Ambientais | Dança | Suzana

  

 

Suzana

 

Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia


Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde

Quando a noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite

Madrugada, um céu de estrelas
E a gente dorme
Sonhando com o dia

Canto Do Povo De Um Lugar
Álbum Jóia de Caetano Veloso

Fiquei encantada quando escutei essa música pela primeira vez, por um tempo eu tinha um registro muito pequeno dela e demorei um pouco para encontrá-la novamente. Reencontrei quando a procurei para fazer minha filha dormir, e compartilhar com ela que há sempre um novo dia.
Na internet é possível encontrar a versão escrita com uma última estrofe sobre a madrugada, mas não é cantada em nenhuma versão, nem de Caetano, nem de Pena Branca e Xavantinho. Para mim é uma das estrofes mais importantes, pois essa música tem sido muito companheira das madrugadas.
Na construção do centro coloquei um quadrinho que eu bordei com o Espaço, planetas e estrelas. Dois frasquinhos pequenos da minha coleção de areias e água do mar das praias preferidas. Trouxe o elemento da madeira numa árvore entalhada e na casinha que representa o tanto de cuidado e energia que empregamos para poder ser lar acolhedor nesses últimos anos. Além de um potinho com água e outro com terra fresca, pedras e moranguinhos silvestres que cultivamos e colhemos todos os dias no quintal.
Criar o movimento foi a parte mais difícil pela minha proximidade, mas não incorporação da dança circular. Trabalho num CECCO, onde a dança circular é ferramenta de cuidado e de produção de saúde. Esse CECCO já foi pólo de formação em dança circular, mas minha atuação tem sido por outras frentes, ou contribuindo na retaguarda para receber os grupos, apoiar a iniciativa, mas nunca na condução.
Na minha história tenho uma vivência pouco tranquila e fluida com a dança, sempre fui classificada e me considerei descoordenada, aquela pessoa com dois pés esquerdos que sempre saí do ritmo.
A dança circular me acolheu na chegada da faculdade, marcava sempre o fim de espaços potentes de encontro e formação. Encontrei e reencontrei em grandes danças, sujeitos cuidados pelos serviços em que trabalhava e diversos parceiros de trabalho cotidiano. Nela aprendi que a minha descoordenação não tinha tanta importância e que o círculo poderia sustentar a todos, e juntos poderíamos pulsar.
Essa proximidade trouxe uma sensação maior de responsabilidade e foi difícil desenvolver o exercício. Tive ajuda para me soltar, mas criar uma repetição foi a parte mais difícil. Ficava tentando marcar uma coreografia, mas ao mesmo tempo dispersava e não conseguia fazer um movimento repetido. A fluidez e a entrega ficaram bastante prejudicados.

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