Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Dom Paulo Evaristo Arns
Nascido em Forquilhinha, Santa Catarina, em 14 de setembro de 1921, e foi nomeado arcebispo de São Paulo em 1970. Dirigiu a arquidiocese de São Paulo por quase três décadas, entre novembro de 1970 e maio de 1998. Foi proclamado cardeal em 1973 pelo papa Paulo VI.
“Foi um dos que ergueram as bandeiras dos direitos humanos, numa época em que omiti-los era a palavra de ordem. Não disse que a tortura ofendia à Deus, mas que aviltava a criatura humana”, lembra o Secretário especial de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, José Gregori.
Ele ficou conhecido por sua luta a favor dos direitos humanos durante a ditadura militar. Na época, criou a Comissão de Justiça e Paz, que denunciava casos de tortura e assassinatos cometidos pelo regime militar, dando apoio às vítimas. Nos anos 1960 e 1970, foi um dos defensores da Teologia da Libertação, corrente católica que vê a igreja a serviço da transformação social. Irmão de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, morta no terremoto do Haiti, em janeiro de 2010.
“Dom Paulo é o maior símbolo da igreja de João XXIII em São Paulo”, disse o Secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge.
Jornalista não-profissional registrado, foi empossado como jornalista militante pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 1976. Atuou na rádio 9 de Julho da Arquidiocese de São Paulo, entre 1964 e 1985, que defendia os direitos humanos, mas foi censurada por 10 anos, entre 1968 e 1975. Desde 2006, Arns é presidente de honra do Conselho Consultivo da Representação da ABI, em São Paulo.
Ganhou diversos prêmios no Brasil e no mundo por ser sempre lembrado como "a voz dos que não tinham voz" e um representante "incansável na defesa dos direitos humanos". Em 1989, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.
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