Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

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Novidades para o Jornalismo Ambiental!

Aconteceu (Maio 2016)

 Com imensa alegria, foi celebrada a formalização da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA) durante o encontro sobre o futuro da profissão na UMAPAZ.

Para comemorar essa boa notícia e também celebrar o dia da Mata Atlântica (27 de maio), começamos o evento plantando na UMAPAZ coloridos ipês. Além de colorir nosso espaço de trabalho, estas árvores nativas da Mata Atlântica irão para sempre marcar uma data tão importante para o Jornalismo Ambiental.

A Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental surgiu em 1998 com o propósito de aproximar todos os jornalistas ambientais espalhados pelo Brasil a partir de um grupo na internet. João Batista, integrante mais antigo, explicou durante a roda de diálogo que, a partir de uma lista primitiva de emails, foram convocadas inúmeras conferências e, sobretudo formado o Encontro Nacional de Pesquisadores e Jornalistas Ambientais, “a Rede é um conjunto de experiências e histórias diferentes. Elas juntas e integradas foram capazes de construir um coletivo muito promissor”.

Hoje, conforme conta a sua mais recente moderadora Ana Carolina Amaral, a Rede conta com mais de 800 jornalistas ambientais e a sua institucionalização possibilitará ainda mais parcerias. “Ficamos muito felizes em assinar o estatuto que formaliza a RBJA em uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de interesse público) com tantos colaboradores de diversos lugares do Brasil”.

Mais parcerias e mais intercâmbios resulta em mais trocas de experiências e maior facilidade de captação de recursos, “nós fizemos uma pesquisa com o público perguntando sobre as maiores dificuldades. Ficamos surpresos que a principal resposta, além da dificuldade de captação de recursos, foi a falta de audiência. Assim, a formalização da rede, com mais pessoas se ajudando, viabilizará ainda mais cursos e capacitações para ajudar a combater tantos desafios”, disse Ana.

Infelizmente, o jornalismo ambiental ainda não é um tema relevante na área acadêmica ou profissional. Segundo Dal Marcondes, diretor executivo do Instituto Envolverde, a Rede institucionalizada dará ainda mais credibilidade na procura de estudantes e novos jornalistas por profissionais experientes, “sabemos que há uma ânsia por qualificação e conhecimento e vemos como obrigação ajudar os jovens profissionais. Demos um passo adiante quanto à organização num momento de crise da profissão”, afirmou Dal.

Porque a importância da formalização para o futuro do jornalismo ambiental?

Com a chegada das tecnologias e Internet, o mundo modificou e o trabalho do jornalista também. É preciso ter espaços para sentar, conversar e aprofundar o debate sobre o futuro da profissão, sobretudo do jornalismo ambiental, que não recebe a merecida atenção, “a Rede é um ótimo lugar para isso e também ajuda a colocar em prática as ideias conversadas”, afirmou Dal.

Ao contrário do que muitos pensam, o jornalismo ambiental não trata de árvores e animais, mas sim de garantir a democracia por meio da supervisão de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente (meio urbano, meio rural, florestas, praias, etc.). Hoje, a tecnologia é uma grande aliada, porque, assim como acredita Alan Dubner, colaborador do Instituto 5 Elementos, “o fato de estar online em Rede proporciona repassar informações uns para os outros e assim fugir das grandes mídias que pautam o que vai acontecer”.

Isso permite também uma ciclagem da profissão. Segundo Dal, “o jornalismo factual não é mais preciso, uma vez que as redes sociais cumprem com esse papel. O papel do jornalismo do século XXI não tem mais a função de reportar somente o passado, mas apontar reflexões para o futuro. Propor alternativas. Reciclar ideias”.

Acrescentado a isso, a internet possibilita a aproximação de jornalistas e cientistas, agregando mais valor na atuação do jornalista ambiental e integrando ainda mais a Rede. De acordo com Mônica Borba, diretora da UMAPAZ, “essa rede integrada associa jornalismo à educação ambiental e traduz estudos da área científica para a população. Não podemos deixá-la se transformar numa entidade burocrática, mas sim numa entidade viva capaz de trazer avanços, inclusive pró infra-estrutura e recursos que possibilitam o trabalho de jornalistas na área”.

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