Secretaria Municipal da Saúde

Domingo, 3 de Agosto de 2025 | Horário: 14:00
Compartilhe:

No Dia do Agente de Promoção Ambiental, Saúde municipal homenageia estes profissionais

Eles atuam diretamente na comunidade, desenvolvendo ações e projetos a partir do diagnóstico socioambiental promovido pelo Programa Ambientes Verdes e Saudáveis
A imagem mostra uma mulher sorridente posando ao ar livre, em frente a uma vegetação com folhas grandes e verdes. Ela veste um colete verde com o logotipo da Prefeitura de São Paulo, indicando que está em serviço ou envolvida em alguma atividade institucional. O colete tem alguns bottons e um crachá pendurado. A mulher tem cabelos castanhos escuros e lisos, na altura dos ombros, e usa uma blusa clara com capuz por baixo do colete. A imagem transmite uma atmosfera positiva e acolhedora.

A APA Regina dos Santos, que atua na zona norte da capital (Acervo/SMS)

Ao trabalhar com foco na saúde integral da população, a rede municipal de saúde aborda também, como prioridade, a saúde ambiental - levando em conta que o bem-estar das pessoas está intrinsecamente ligado à saúde dos ecossistemas onde vivem. É dentro desta perspectiva que mais de 70% das 479 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital contam com agentes de promoção ambiental (APAs), profissionais que atuam exclusivamente voltados a ações nesta área e são homenageados neste dia 3 de agosto.

Por meio do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (Pavs), criado em 2008, e de forma conjunta com as equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF), os APAs atuam em seis eixos: biodiversidade e arborização; água, ar e solo; gerenciamento de resíduos sólidos; agenda ambiental na administração pública; horta e alimentação saudável; e revitalização de espaços públicos.

A equipe do Pavs conta com 340 agentes de promoção ambiental que trabalham em conjunto com mais de nove mil agentes comunitários de saúde (ACSs), além de colaborar com diversos setores e atores locais, como subprefeituras, comunidades, comércio, igrejas e escolas, para desenvolver ações voltadas para a saúde ambiental.

Apaixonada por educação ambiental
Um destes agentes é Regina dos Santos, 44, que trabalha na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Albertina, na zona norte de São Paulo, acompanhando os ACSs das seis equipes de ESF. Ela brinca que conhece mais a vizinhança da UBS do que o próprio bairro em que mora, na zona leste. Não é à toa, uma vez que há sete anos, desde que assumiu a função, Regina percorre toda a região, e a interação com os munícipes está na essência de seu trabalho.

“Trabalhar com educação ambiental era o meu sonho”, conta ela, que é formada em engenharia ambiental e morava em Campinas, quando soube da abertura de vagas para APAs na capital. Candidatou-se, foi chamada e mudou-se de volta para São Paulo, sua cidade natal. Desde então, a Vila Albertina tem sido sua segunda casa. 

Ali, suas atribuições são muitas: desenvolver projetos socioambientais, abordar temas relacionados a saúde ambiental junto as crianças nas escolas da região, trabalhar a  conscientização ambiental casa a casa, orientando os moradores sobre assuntos como descarte correto de resíduos e medidas para combater os focos de dengue e aparecimento de animais sinantrópicos, desenvolver projetos para recuperação de pontos de descarte irregular de resíduos e inservíveis, realizar o acompanhamento de pacientes com transtorno de acúmulo no território, entre outras.

“Como acompanho todas as equipes, trabalho muito a partir das demandas que chegam por meio dos agentes comunitários de saúde”, comenta Regina, que tem, entre os projetos desenvolvidos, o “Horta Saberes e Sabores”, que possibilitou a criação de um espaço de socialização e troca de saberes sobre plantas medicinais  na UBS, envolvendo pacientes de todas as idades, além do Vila Albertina Limpa, que desde 2018 promove a revitalização de pontos de descarte irregular de inservíveis e resíduos no bairro. “Envolvemos toda a comunidade do entorno no processo, desde o início, inclusive convidando-os a participar da ação de revitalização; desta forma, eles se apropriam das melhorias”, explica a APA, que já conduziu ao menos cinco projetos de revitalização em áreas públicas da comunidade, todos bem-sucedidos.

“O que permeia tudo, nas comunidades atendidas pela ESF, é a vulnerabilidade social das famílias, que está diretamente relacionada às questões de saúde ambiental que encontramos aqui”, diz Regina, citando como exemplo o descarte irregular de resíduos, proliferação de vetores (animais sinantrópicos) e pacientes com transtorno de acúmulo, entre outros.

Regina conta que o seu público preferido, entre todos, são as crianças, alcançadas por meio de iniciativas como o Programa Saúde na Escola e nos grupos existentes na UBS: “Elas são incríveis, estão sempre abertas a novos conhecimentos, aprendem brincando e assim atuam como multiplicadoras do aprendizado adquirido junto aos seus familiares e amigos”, pontua a profissional, que, passados sete anos, continua vendo não apenas propósito em seu trabalho, mas também resultados concretos.

collections
Galeria de imagens