Subprefeitura Sé
Centro de Referência da Criança e do Adolescente inaugurado pela Prefeitura atuará em duas frentes
A Prefeitura vai atuar em duas frentes diferentes no Centro de Referência da Criança e do Adolescente inaugurado, nesta terça-feira (22), na região da Luz. O trabalho será direcionado à convivência e, também, ao atendimento e orientação sobre direitos.
O espaço de responsabilidade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania recebeu investimentos de R$ 7,3 milhões via Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD) do município de São Paulo. A administração será feita pelo Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras). O acesso é espontâneo ou por encaminhamento de outros serviços, projetos ou programas para crianças e adolescentes.
“Desde 2016, quando a Prefeitura encerrou a parceria com o Projeto Quixote no Moinho Luz, a cidade não conta com um serviço de porta aberta para atendimento às crianças e adolescentes, que estão nas ruas. Esse é o recomeço de uma atuação que será ainda mais forte e articulada com outras secretarias, por meio da parceria com uma instituição de muito respeito na atuação junto à população de rua”, explica Soninha Francine, secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania.
O atendimento de convivência será feito todos os dias, das 8h às 21h. Serão oferecidos, para crianças e adolescentes em situação de rua e na rua, cuidados básicos com alimentação, higiene pessoal e atividades socioeducativas com oficinas de arte e educação, assim como equipe multidisciplinar com assistente social, psicólogo e advogado.
Já o serviço de Referência será feito de segunda a sexta, das 8h às 18h e aos sábados, das 8h às 12h. O objetivo é orientar cidadãos em geral e atendimento aos Conselhos Tutelares da cidade de São Paulo, Organizações da Sociedade Civil e outras instituições públicas ou privadas, assim como encaminhar crianças e adolescentes aos serviços da rede de garantia de direitos.
“Este serviço cobre uma lacuna que existe no sistema de garantia de direitos, pois ele se coloca como intermediário no processo de acolhimento institucional. Ademais, garante atendimento imediato por equipe técnica qualificada e cumpre um grande papel articulador na garantia de direitos das crianças e adolescentes”, explica Tifani Paulini, coordenadora de Políticas para Criança e Adolescente da SMDHC.
Dados
De acordo com o Censo divulgado em agosto pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), 3.759 crianças e adolescentes vivem nas ruas em situação de vulnerabilidade social. Na região administrada pela Subprefeitura da Sé, onde está o equipamento que será inaugurado, foram entrevistados 1.034 crianças e/ou adolescentes nesta situação.
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