Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa
Abril na Biblioteca Mário de Andrade
Programação | Abril 2026
Endereços:
Biblioteca Mário de Andrade - R. da Consolação, 94 - República
Hemeroteca Mário de Andrade - R. Dr. Bráulio Gomes, 139 - República
EXPOSIÇÕES
SALA DE MÁQUINAS | POR ANDRÉ AZEVEDO
Período: Até 26 de abril (domingo)
Horários: Segunda a sexta-feira, das 9h às 21h; Sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h
Espaço: Sala Tula Pilar Ferreira (térreo)
Sobre: “Sala de Máquinas” é a individual de André Azevedo (PR, 1977), com texto crítico de Ana Paula Lopes e Thierry Freitas. Há mais de dez anos, o artista utiliza a máquina de escrever como instrumento central de sua prática. O som repetitivo das teclas integra o processo de criação de extensos campos tipográficos que, à distância, formam imagens geométricas ou figurativas e, de perto, revelam letras, palavras e códigos reorganizados. Seu trabalho envolve repetição, recombinação e a incorporação do erro como parte da obra.
Referências ao universo fabril aparecem também no uso da máquina de costura e de tecidos, ampliando as possibilidades materiais. Na Biblioteca Mário de Andrade, Azevedo apresenta uma obra de grandes dimensões feita com fitas usadas de máquinas de escrever, sobrepostas e entrelaçadas como uma rede de palavras. Ao deslocar a máquina de escrever de sua função original, o artista reflete sobre as transformações da linguagem ao longo do tempo.
Sua pesquisa articula técnicas têxteis e linguísticas, partindo da relação entre “texto” e “tecido”. Seus trabalhos integram coleções como o MAD - Museum of Arts and Design, Nova York, EUA; The Josef and Anni Albers Foundation, Bethany, EUA; MAR – Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; e MAC-PE Museu de Arte Contemporânea, Olinda, Brasil.
DESENHAR O ESPAÇO, HABITAR O TEMPO: O LEGADO CRIATIVO NO MOBILIÁRIO DA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE | BMA E DW! SEMANA DE DESIGN DE SÃO PAULO
Data de abertura: 7 de março (sábado)
Período: Até 3 de maio (domingo)
Horários: Segunda a sexta-feira, das 9h às 21h; Sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h
Espaço: Hall da Consolação (térreo)
Sobre: A Biblioteca Mário de Andrade, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Prefeitura de São Paulo, apresenta, de 5 a 22 de março de 2026, a exposição “Desenhar o espaço, habitar o tempo: o legado criativo no mobiliário da Biblioteca Mário de Andrade”. Realizada em parceria com a DW! Semana de Design de São Paulo, a mostra integra a edição comemorativa de 15 anos do evento e marca as celebrações do centenário da instituição. A exposição ocupa o Hall de Entrada e propõe uma imersão no acervo mobiliário da Biblioteca, traçando um paralelo entre o design histórico e a produção contemporânea. A partir de uma curadoria criteriosa de peças que integram o patrimônio da instituição, estabelece-se um diálogo entre funcionalidade e estética, evidenciando como o design brasileiro aplicado a bibliotecas articula uso público, forma e permanência.
Inspirada pelo Manifesto Legado Criativo, tema da edição de 15 anos da DW!, a mostra convida o público a refletir sobre o tempo como matéria-prima do design. Concebido junto à própria Biblioteca, o mobiliário apresentado integra seu projeto original e permanece em uso, reafirmando sua vocação pública. Ao longo de um século, essas peças consolidaram-se como parte da identidade do edifício, transformando-se em patrimônio vivo sem perder a dimensão prática para a qual foram criadas. O projeto ecoa o pensamento de Lina Bo Bardi (1914–1992), para quem o design não deve ser entendido como luxo, mas como necessidade capaz de aprimorar a vida cotidiana e qualificar as relações humanas no espaço público. Nesse sentido, a exposição evidencia móveis que são, simultaneamente, instrumentos de uso público e referências do design brasileiro para bibliotecas.
Para a diretora da Biblioteca, Luiza Thesin, revisitar o mobiliário nesse contexto amplia a compreensão sobre o que constitui o patrimônio da instituição.
“O mobiliário da Biblioteca Mário de Andrade foi concebido junto com o projeto arquitetônico da instituição, datado de 1936. Ele não é um complemento posterior ao edifício - faz parte do seu nascimento e da forma como a cidade pensou o acesso público ao conhecimento naquele momento. Essas mesas, cadeiras e estantes ajudaram a organizar o espaço de leitura e a experiência de permanência. O patrimônio não se restringe ao que está protegido em reservas técnicas. Ele também está nos objetos que continuam em uso e que sustentam a experiência da leitura.” afirma.
SUELI CARNEIRO, DE PATY WOLFF
Período: Até 11 de maio (segunda-feira)
Horários: Segunda a sexta-feira, das 9h às 21h; Sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h
Espaço: Painel Expositivo | Saguão da Estátua (terreo)
Sobre: Paty Wolff realizará a exposição da obra “Sueli Carneiro”, em grande formato, no Hall da Biblioteca Mário de Andrade, pelo período de 60 (sessenta) dias, integrando o Programa de Exposições promovido pela instituição.
PATY WOLFF (Cacoal/RO, 1989) é artista visual, escritora, geógrafa, mestre em geografia, pós-graduanda em criação do livro ilustrado. Com uma produção multifacetada na intersecção entre artes visuais, literatura e geografia, trabalha corpos-território marcados por relações étnico-raciais, (i)memórias, diásporas e ancestralidades, em uma perspectiva contra colonial. Vive e trabalha em Cuiabá/ MT. Semifinalista do 64º Prêmio Jabuti de Literatura 2022 com o livro Como pássaros no céu de Aruanda (Entrelinhas, 2021). Terceiro lugar no Prêmio Biblioteca Nacional 2025, com Azul Haiti (Companhia das Letrinhas, 2025). Indicada ao Prêmio PIPA 2025.
AGROCOLOGIA NO SERTÃO: NARRATIVAS, ETNOGRAFIA E QUADRINHOS
Período: Até 3 de maio (domingo)
Horários: Segunda a sexta-feira, das 9h às 21h; Sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h
Espaço: Sala de Exposições (3º andar)
Sobre: A exposição parte de uma HQ de mediação científica sobre agroecologia no Sertão mineiro baseada numa pesquisa etnográfica. A partir do universo gráfico do livro Sertão. Agroecologia, fé e resistência (Nemo, 2025), a cenografia conta com três espaços interligados e em diálogo, chamado o "carrossel das narrativas". O visitante descobre assim três formas de "fabricar narrativas": a agroecologia no Brasil como visão do mundo e de uma alimentação saudável; as etapas da escrita antropológica a partir dos dados de campo sobre a agroecologia; e por fim, as fases da construção de quadrinhos a partir de dados científicos. A intenção é de levar o público a pensar a dimensão simbólica de todo modelo de produção agrícola, e de se tornar mais familiar das ciências sociais que estudem essas visões do mundo, e das novas formas artísticas e mídias que permitem levar no espaço público esses resultados científicos, sendo acessíveis pelos mais jovens como pelos adultos.
EXPOSIÇÕES LITERÁRIAS
LIVROS DANIFICADOS
Período: Até 15 de abril (quarta-feira)
Horários: Segunda a sexta, das 9h15 às 19h45; sábados, das 10h às 14h.
Espaço: Coleção Circulante (térreo)
Sobre: A Coleção Circulante em parceria com o setor de Preservação organizou uma pequena mostra de livros danificados. A proposta é convidar o público à reflexão acerca da importância de conservar os materiais emprestados e do valor simbólico e afetivo dos títulos que sofreram algum tipo de dano.
A Biblioteca Mário de Andrade destaca que a conservação dos livros é uma ação essencial para a preservação da informação e do conhecimento ao longo do tempo, e está diretamente ligada ao direito de acesso à informação.
Essa responsabilidade deve ser compartilhada entre a instituição e a comunidade leitora, que ao preservar os livros, assegura que outras pessoas também possam acessar o mesmo conteúdo, promovendo igualdade de oportunidades, democratização do conhecimento e incentivo à leitura, cultura, educação e à pesquisa.
Algumas dicas que você pode adotar enquanto estiver utilizando o livro da Biblioteca e evitar que ele sofra algum dano, impossibilitando o retorno para a prateleira:
Manuseie o livro com cuidado;
Evite dobrar e/ou rasgar páginas;
Não danifique as capas;
Mantenha as mãos limpas enquanto utiliza os materiais;
Não consumir comidas e bebidas próximo às obras;
Em dias chuvosos, coloque o livro dentro de um saco plástico;
Evite deixar o livro dentro da mochila próximo à garrafa de água;
Devolva os livros dentro do prazo evitando extravios e suspensões
EVENTOS
CURSO | BIBLIOTECAS PÚBLICAS E PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA: DESAFIOS, PRÁTICAS E MEDIAÇÕES, COM MARCUS REI
Data: 01 de abril (quarta-feira)
Horário: 16h30 às 18h
Espaço: Sala Multiuso
Acesso ao público: Vagas limitadas. Participação mediante inscrição prévia, por meio do (INCRIÇÕES ENCERADAS)
Sobre: Para este conjunto de quatro encontros, propõe-se a realização de um percurso formativo no campo das bibliotecas públicas, com foco no atendimento a pessoas em situação de rua. Sob a perspectiva da Biblioeducação, serão abordados fundamentos teóricos relacionados ao tema, articulados às práticas profissionais no cotidiano das bibliotecas. Os contextos de atuação dos participantes serão considerados ao longo do curso, e o uso de estudos de caso — em âmbito nacional e internacional — será elemento central para a apropriação, reflexão e discussão dos conteúdos propostos.
TURMAS DE ESCRITAS DA MÁRIO | MÓDULO II: "POESIA E PERFORMANCE" - ESCRITAS NO CAMPO EXPANDIDO, COM RENATO NEGRÃO
Data: 02, 09, 16 e 23 de abril (quintas-feiras)
Horário: 15h às 17h
Espaço: Online
Sobre: O Módulo propõe explorar as relações entre a poesia e a performance através de dois eixos centrais: a escrita performativa e a poesia no campo expandido. O objetivo é compreender como o texto pode deixar de ser apenas uma representação para se tornar uma ação que intervém no corpo, na linguagem e no espaço social. E Investigaremos práticas poéticas que ultrapassam os limites tradicionais do verso e da página impressa, deslocando-se para novos suportes, meios e experiências sensoriais.
Mediador: Renato Negrão, natural de Belo Horizonte, onde reside, é um artista da palavra e da imagem. Autor dos livros No Calo (1996), Vicente Viciado (2012), Odisseia Vácuo (2016), entre outros. Atua, desde 1996, com linguagens e suportes variados, do livro à performance, da letra de canção à fotografia. Investiga as relações entre palavra, imagem, som e o viés pedagógico da criação artística. Lecionou e ministrou oficinas em diversos programas educativos em Belo Horizonte. Em 2022 realizou shows, performances e lançamentos de livros em Barcelona, Lisboa e Berlim. Seu mais recente livro Odisseia Vácuo ganhou traduções para o alemão e inglês. Integra a antologia Poesia negro-brasileira, Ed. Jandaíra -2021 e Retendre la corde vocale anthologie de la poésie brésilienne vivante - Ed Maison de la poésie Rhône- Alpes/França/2016.
XADREZ NO JARDIM
Data: 4 de abril (sábado)
Horário: 11h às 17h
Espaço: Jardim Contemplativo
Sobre: A partir de sábado, 4 de abril, a Biblioteca Mário de Andrade abre o Jardim Contemplativo para uma programação fixa de xadrez ao ar livre. A atividade acontece no primeiro sábado de cada mês, das 11h às 17h, com jogos livres e partidas orientadas.
Gratuita e aberta ao público, a proposta reúne iniciantes e jogadores experientes para ocupar o espaço com partidas e troca entre os participantes.
Sem necessidade de inscrição prévia, basta chegar.
TEATRO NA MÁRIO | MEMÓRIA DO SUBSOLO
Data: 06, 13, 22 e 27 (segunda e quarta-feira)
Horário: Às 19h
Espaço: Auditório Rubens Borba de Moraes
Classificação indicativa: 12 anos
Sobre: “Memórias do Subsolo” é considerado, por muitos, como o ponto de virada na carreira de Dostoiévski. Um homem começa a compartilhar suas memórias a fim de confessar incidentes que pertencem à categoria das “coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio”. Entre preâmbulos e justificativas, desmentidas e desafios, ele acaba por nos revelar acontecimentos biográficos marcantes, que o tornaram um homem ressentido, narcisista e introspecto.
O monólogo baseado em obra clássica de Dostoiévski traz Vanderlei Bernardino no papel do solitário e avesso personagem-narrador que teve a voz celebrizada pelo grande autor russo; a direção é de Johana Albuquerque e a adaptação e a dramaturgia de Diego Moschkovich e Vladimir Bocharov.
Um personagem-narrador, sem nome ou relações pessoais, um homem inadequado que de forma irônica e sarcástica rumina sua amargura e seu ressentimento numa conversa direta com o espectador. Este é o centro de Memórias do Subsolo, escrito por Fiódor Dostoiévsky e publicado pela primeira vez em 1864. Na nova versão, adaptada por Diego Moschkovich e Vladimir Bocharov e dirigida por Johana Albuquerque, o cenário e o tempo vão de São Petesburgo (Rússia) nos fins do século XIX para a cidade de São Paulo em pleno século XXI.
A partir de conversas e improvisações entre a atuação, a direção e a dramaturgia, o processo de adaptação passou também por aproximações cênicas dos fragmentos do texto, no intuito de absorver o essencial para traduzir cenicamente o romance e torná-lo mais próximo aos espectadores.
DEBATE APÓS AS APRESENTAÇÕES
22/04, das 20h às 21h, com Alvaro Machado e Johana Albuquerque (diretora do espetáculo)
Alvaro Machado é jornalista, doutor em teatro pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da ECA-USP, com biografia do dramaturgo e escritor argentino Tulio Carella (1912-1979). Autor de diversos livros sobre artes cênicas e literatura, em 1987 traduziu e coordenou a edição do clássico da literatura persa A linguagem dos pássaros, de Farid ud-Din Attar (Attar Editorial, 1987). Na Editora Cosac Naify, organizou e editou, entre 2002 e 2014, 22 títulos nas áreas de cinema, fotografia e moda. Foi repórter, editor e crítico de artes dos cadernos Ilustrada, da Folha de S.Paulo, e Caderno 2, de O Estado de S. Paulo.
Johana Albuquerque é diretora da Bendita Trupe que tem 19 espetáculos encenados na cidade de São Paulo. Em 2024, dirige o projeto A Alegria é a Prova dos Nove, encabeçado por Renato Borghi, no Sesc Pompéia. Em 2023, dirige a turma formanda em atuação no Teatro Escola Célia Helena com O Céu Fora Daquela Janela de Lucy Kirkwood. No mesmo ano, faz uma temporada de Volpone, A Raposa e as Aves de Rapina, no palco do Teatro Arthur Azevedo. Realiza Trevas ao Meio-Dia, uma paisagem cênico musical sobre os poemas de Augusto dos Anjos. Em 2022, desenvolve o projeto Desmascarados, Desconstruindo o Rei da Vela, pela Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. Em 2020, em comemoração aos 20 anos da cia., encena Protocolo Volpone, um clássico em tempos pandêmicos, primeiro espetáculo presencial a estrear na pandemia, em São Paulo. Em 2017, encena Hospedeira & Paquiderme: Díptico de Estranhas e Esquizos Dramaturgias Contemporâneas, dois monólogos em cartaz na Sala Beta do SESC Consolação. Em 2015, realiza as encenações de Solilóquios, de Amarildo Felix, e Em Abrigo, de Fernando Aveiro, dois textos do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, no Mezanino do SESI, que circularam pelo interior de SP. Já realizou, além dos já citados, os seguintes espetáculos dentro do SESI SP: Espiral do Tempo, infanto-juvenil no palco do teatro do SESI, 2009; O Tesouro de Balacobaco, infantil no SESI Vila Leopoldina, em 2007. Em 2005, viajou pelo interior com o premiado Assembléia dos Bichos e, em 2004, Os Collegas, uma tragicomédia sobre a Era Collor.
27/04, das 20h às 21h, com Alvaro Machado e Vanderlei Bernardino
Vanderlei Bernardino é ator, produtor e pesquisador teatral. Mestre em Meios e Processos Audiovisuais e Bacharel em Interpretação Teatral pela Escola de Comunicações e Artes-USP.
2023 - “Volpone” – de Ben Jonson com a Bendita Trupe, direção de Johana Albuquerque; 2022 – “Cabarezinho” – Concepção e Direção Musical de Luís Gayotto, direção cênica de Luís Mármora; “Ouro[O] Culto” - de Ester Laccava e Elzemann Neves – direção de Ester Laccava; 2020 - “Protocolo Volpone” de Ben Jonson com a Bendita Trupe, direção de Johana Albuquerque e “Por Que Não Vivemos” de Anton Tchékhov, com a Cia Brasileira, direção de Márcio Abreu. 2019- “Bartleby” adaptação de José Sanchis Sinisterra do romance de Herman Melville, direção de Joaquim Goulart. 2018- “A Visita da Velha Senhora” de Friedrich Durrenmatt, direção de Luiz Villaça. “Necropolítica” de Marcos Barbosa, direção de Aury Porto- Cia Mundana. 2017/18- “Dostoiévski-Trip” de Vladímir Sorókin, direção de Cibele Forjaz.
2015/16- “Galileu Galilei” de Bertold Brecht, direção de Cibele Forjaz. 2013/14- Cia Mundana: “O Duelo” de Anton Tchékhov, direção de Georgete Fadel; 2012- “Pais e Filhos” de I. Turguêniev, direção de Adolf Shapiro. 2010/2011- “O Idiota” – adaptação da obra de F. Dostoiévski, direção de Cibele Forjaz e “Tchekhov – Uma Experiência Cênica” direção de Adolf Shapiro. 1992 à 2004- Teatro da Vertigem: “O Paraíso Perdido”, “O Livro de Jó”, “Apocalipse 1,11” e 2007 “BR-3” (Rio de Janeiro) direção de Antônio Araújo. 2009/08- “O Homem no Escuro” textos de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meirelles, Fernando Pessoa e Rainer Maria Rilke, direção: Fábio Marcoff. Cia Manufactura Suspeita: “Cada Um a Seu Modo” e “Como Você me Quer”, textos de Luigi Pirandello, direção de Mauricio Paroni.
2007- “Aqui Ninguém é Inocente”, direção de Mauricio Paroni. Cia. Promíscuo: “Macbeth” de William Shakespeare, direção de Mauricio Paroni. “Tauromaquia” com direção de Maria Thaís; “Luna Clara e Apolo XI”, adaptação do romance de Adriana Falcão, direção de Cris Lozano. 1987- Cia Barca de Dionísos: “Leonce e Lena” de Georg Buchner e 1989 em “O Burguês Fidalgo B” adaptação do texto de Molière, ambos com a direção de William Pereira.
Audiovisual: "Beleza Fatal" direção de Maria de Médicis - novela na HBO Max; “Mussum – O Filmis” direção: Silvio Guindane "Tarã" direção de Marcos Dutra e Juliana Rojas - Disney; “O Rei da TV” – direção de Marcos Baldini – Star +; “Rota 66” direção de Philipe Barcinski - Globoplay; “Sintonia” - direção de KondZilla e Johnny Araújo - Netflix; “Irmandade” - direção: Pedro Morelli - Netflix; “Segunda Chamada” - direção: Joana Jabace – Rede Globo; “Colônia” direção: André Ristum – Canal Brasil e Globoplay; Longas: “Fortaleza Hotel” direção: Armando Praça; “Salve Geral” direção: Sérgio Rezende.
ÁGUA EM PAUTA: ADPTAÇÃO E RESILIÊNCIA DIANTE DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS - DIÁLOGOS INTERSETORIAIS SOBRE A SEGURANÇA HÍDRICA NO MUNICÍPIO
Data: 7 de abril (terça-feira)
Horário: Às 9h às 18h
Espaço: Auditório Rubens Borba de Moraes
Sobre: A realização desse evento justifica-se pela urgência de fortalecer a governança hídrica em um contexto de intensificação dos eventos climáticos extremos, crescente pressão sobre os mananciais e necessidade de integração entre planejamento urbano, infraestrutura, desenvolvimento econômico e justiça socioambiental.
O objetivo do evento é promover um espaço de diálogo qualificado que reúna poder público, setor produtivo, academia, sociedade civil e órgãos reguladores. O evento propõe uma abordagem sistêmica da segurança hídrica, compreendendo-a como elemento central da adaptação climática e da resiliência urbana.
Dessa forma, “Água em Pauta” não se configura apenas como um seminário técnico, mas como um instrumento estratégico de governança climática, capaz de integrar conhecimento, gestão e participação social na construção de uma cidade mais resiliente, sustentável e preparada para os impactos das mudanças climáticas.
CLUBE DE PROSA | O FILHO DE MIL HOMENS, DE VALTER HUGO MÃE
Data: 8 de abril (quarta-feira)
Horário: Às 19h
Espaço: Sala Multiuso
Sobre o mediador: Heitor Botan é graduado em Comunicação Social, especialista em Comunicação Organizacional e Relações Públicas e em Teoria e Prática na Formação do Leitor. Desde 2024, é aluno do programa de mestrado em Linguística Aplicada, onde estuda os efeitos da leitura literária na formação de trabalhadores. Foi curador do Prêmio São Paulo de Literatura, do Governo do Estado de São Paulo, na edição de 2024.
Sobre a obra: A solidão, para Crisóstomo, é um filho que não se tem. Aos quarenta anos, o pescador decide buscar o que lhe falta. Vai encontrar no jovem Camilo, órfão de uma anã, a chance de preencher a metade vazia, e em Isaura, enjeitada por não ser virgem, a possibilidade de ser mais do que completo. Com personagens tão excêntricos quanto humanos, que carregam suas tragédias com lirismo e ingenuidade, o festejado Valter Hugo Mãe povoa o vilarejo litorâneo onde a vida é levada com singela tristeza e a esperança do amor faz surgir uma alegria pequena, mas firme, porque construída com o possível.
CANTAUTORAS, COM JUANA AGUIRRE
Data: 10 de abril (sexta-feira)
Horário: Às 19h
Espaço: Auditório Rubens Borba de Moraes
Sobre: A música de Juana Aguirre abre portais. Nascida em Buenos Aires, ela aprendeu a compor e produzir enquanto viajava pelo mundo, o que levou ao lançamento de seu primeiro álbum solo, Claroscuro, em 2021, seguido por Anónimo em 2025. Ambos os discos foram reconhecidos por seu som expansivo, pela mistura de elementos acústicos e eletrônicos e pela intensidade emocional de suas letras. Na turnê Los Pilares, ela mais uma vez se transforma, revelando as camadas invisíveis que sustentam suas canções.
Juana Aguirre transforma a canção em um terreno poroso. Sua música mistura folk e eletrônica, trata a voz como mais um instrumento, sampleia o mundo ao seu redor e aborda a produção como um gesto ao mesmo tempo íntimo e expansivo.
Compositora e produtora autodidata nascida em Buenos Aires, passou a primeira metade da vida entre a Nova Zelândia e a Bolívia antes de retornar à Argentina para iniciar seu caminho musical. Com Claroscuro (2021) e anónimo (2025), seus dois álbuns solo, construiu uma obra que se move entre a introspecção e a abertura: de texturas acústicas a paisagens sonoras eletrônicas, da canção à arquitetura sonora.
Ambos os discos foram elogiados por sua sensibilidade poética e sua força atmosférica, o que a levou a se apresentar em festivais como Primavera Sound, Lollapalooza, Quilmes Rock, Buena Vibra Festival e Music Wins Festival, além de realizar turnês pela Europa e pela América Latina.
SAIA SAMBANDO: CELEBRAÇÃO DE VOZES FEMININAS NAS RUAS DE SÃO PAULO
Data: 11 de abril (sábado)
Espaço: Terraço (3º andar) e Sala Multiuso
Programação:
- 14h às 15h: Oficina de percussão para mulheres | Espaço: Sala Multiuso
- 15h às 16h: Roda de samba e bate-papo com Roberta Oliveira | Espaço: Terraço (3º andar)
- 16h às 17h: Roda de samba com microfone aberto | Espaço: Terraço (3º andar)
CINEMÁRIO | YÕG ÃTAK: MEU PAI, KAIOWÁ (2025)
Data: 15 de abril (quarta-feira)
Horário: Às 19h
Espaço: Auditório Rubens Borba de Moraes
Sobre: YÕG ÃTAK: MEU PAI, KAIOWÁ conta a busca de Sueli Maxakali e Maísa Maxakali pelo pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar no Brasil. O filme acompanha a jornada da cineasta para reencontrar o pai, bem como as lutas enfrentadas pelos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios e modos de vida.
MÚSICA NA MÁRIO | SHOW DE LANÇAMENTO DA EDIÇÃO EM VINIL DE ÁLBUM "ET CETERA", DE HURTMOLD
Data: 17 de abril (sexta-feira)
Horário: Às 19h
Espaço: Auditório Rubens Borba de Moraes
Sobre: O sexteto paulistano Hurtmold faz show de lançamento em vinil do álbum "et cetera", originalmente editado em 2000 pelo selo Submarine Records.Com 28 anos de carreira, a banda se apresenta dia 17 de abril de 2026, sexta, 19h, na Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo.No show, o Hurtmold tocará faixas que passam por toda a sua discografia.
O Hurtmold foi formado em 1998 na cidade de São Paulo por amigos de escola.Em 2003, Rogério Martins se integra ao Hurtmold e a banda se solidifica como sexteto.Ao longo de sua trajetória, a banda se firmou como um dos principais nomes contemporâneos do rock alternativo e música instrumental no Brasil. O Hurtmold já dividiu o palco e turnês com músicos como o norte-americano Rob Mazurek, os brasileiros Paulo Santos (Uakti), Jorge Du Peixe (Nação Zumbi) e Marcelo Camelo (Los Hermanos).Individualmente seus integrantes colaboraram com os artistas Naná Vasconcelos, Pharoah Sanders, Bill Dixon, Tulipa Ruiz, Roscoe Mitchell, Toninho Horta, Prefuse 73, Dan Bitney (Tortoise), Joe Lally (Fugazi), Mike Ladd, High Priest/Hprizm, entre outros.Entre 1998 e 2012, lançaram 2 fitas cassetes e 6 álbuns de estúdio.A partir de 2014 consolidaram a parceria com o percussionista mineiro Paulo Santos (Uakti), iniciada em 2008, e realizando shows.Em 2016 é lançado o álbum Hurtmold & Paulo Santos, “Curado” (Selo Sesc) e entrou na lista dos melhores discos pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) naquele mesmo ano.Em 2018, a banda completou 20 anos e realizaram turnê comemorativa com shows pelo Brasil.A partir de 2020, Richard Ribeiro, músico e amigo de longa data da banda, passa a tocar bateria substituindo Mauricio devido a sua residência atual em Berlim.2023/2024, o Hurtmold chega aos seus 25 anos de carreira com shows comemorativos.2025: A banda realizou o show de 20 anos do álbum “Mestro”, tocando o disco na íntegra
MÁRIO NA PRAÇA | RODA DE CARIMBÓ YKAMIABAS
Data: 24 de abril (sexta-feira)
Horário: 14h às 15h30
Espaço: Praça Dom José Gaspar
Sobre: Nita de Cotijuba e o coletivo Ykamiabas promovem uma roda de carimbó: cultura popular da região Norte do Brasil, com show de música ao vivo e dança típica, integrando a programação cultural da Biblioteca Mário de Andrade.
Nita de Cotijuba é uma voz vibrante do carimbó contemporâneo. Cantora, compositora e ativista, une tradição e resistência em suas apresentações cheias de força, poesia e encantarias amazônicas. Com uma trajetória marcada pelo protagonismo feminino e pela luta por justiça social, Nita vem conquistando públicos em Belém, Cotijuba e, mais recentemente, São Paulo.Em seu show “Carimbó de Roda”, Nita convida o público a dançar e sentir o calor das praias, dos rios e das memórias de sua ilha. O espetáculo combina músicas autorais com clássicos do carimbó, abordando temas como a força das mulheres, a vida nas ilhas e o amor pela natureza. É acompanhada por um grupo de jovens musicistas e traz no repertório faixas como “Sereia do Mar”, “Morena Praieira”, além de composições inéditas. Natural de Ourém (PA), Nita viveu por duas décadas em Cotijuba, onde atuou no Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém e como condutora de turismo comunitário. É uma das sobreviventes do massacre de Eldorado dos Carajás, episódio que marcou sua militância por justiça e direitos humanos. O carimbó surgiu em sua vida como forma de cura e expressão artística. Desde 2023, em São Paulo, participou de projetos com artistas como Dona Onete, Suraras do Tapajós, Marcelo Nakamura e Aturiá. Realizou apresentações em espaços como Caixa Cultural, Oficina Alfredo Volpi e o Festival Amazônia Infesta. Em 2025, conduziu a vivência “Carimbó com Nita de Cotijuba”, unindo show e oficina em unidades do Sesc SP. Integrou também a programação da COP das Baixadas (Belém) e do Festival Toca (RJ). Atualmente está em produção de seu primeiro álbum e lançou em 2025 seus dois primeiros singles: “Pedra Encantada” e “Carimbó de Roda”, com a produção de Vinícius Maués e distribuição digital pelo selo Raiz Voadora. A Roda Aberta das Ykamiabas é um movimento de Carimbó Pau e Corda feito principalmente por mulheres e pessoas não-bináries do Pará, do Amapá, de São Paulo e de todo lugar, para fortalecer e dar visibilidade a essa expressão cultural amazônica de resistência popular. O carimbó é reconhecido pelo IPHAN como Patrimônio Cultural brasileiro. O grupo promove espaços para que as pessoas conheçam os instrumentos (curimbó, maracas, banjo e outros), músicas e danças tradicionais, destacando a participação e a presença das mulheres e pessoas não-bináries de modo lúdico e livre, sempre respeitando as raízes e os mestres e mestras do carimbó.
PALAVRA FEITA Á MÃO - UM LANCE DE DADOS NA MÁQUINA DE ESCREVER
Data: 24 e 25 de abril (sexta- feira e sábado)
Horário: 24 (sexta-feira) ás 16h e 25 (sábado) ás 14h
Espaço: Espaço Tula Pilar Ferreira
Sobre: Relacionando literatura e manualidades, o programa Palavra Feita à Mão propõe percursos temáticos nas coleções e nos espaços da Biblioteca Mário de Andrade, seguidos de propostas práticas com artistas e coletivos convidados.
Com o objetivo de fomentar o acesso à diversidade do acervo da Biblioteca, a cada mês serão destacados títulos com base em pesquisas compartilhadas entre Núcleo Educativo e convidadas. A experiência com os livros inspira o momento coletivo de criação.
Em abril, na segunda edição do programa, será realizada uma visita na exposição Sala de Máquinas, de André Azevedo, seguida pelas coleções da Biblioteca, destacando referências do artista, como Stéphane Mallarmé, Augusto de Campos e Haroldo de Campos. Ao fim, será proposta uma ação coletiva de escrita a partir do poema “Um Lance de Dados Jamais Abolirá o Acaso”, de Stéphane Mallarmé. As palavras são datilografadas em tempo real, formando um texto contínuo ao longo da atividade, construído pela sequência de escolhas e pelo acaso.
Com Núcleo Educativo BMA e André Azevedo
Retirada de senha 30 minutos antes da atividade.
CAÇA AO TESOURO LITERÁRIO - À PROCURA DE MÁRIO, COM CASA MÁRIO DE ANDRADE
Data: 25 de abril (sábado)
Horário: 11h às 12h30
Espaço: Diversos espaços
Sobre: Em comemoração ao Dia Mundial do Livro, o Museu Casa Mário de Andrade e a Biblioteca Mário de Andrade fazem uma parceria para uma atividade educativa em formato de um caça ao tesouro em busca dos livros do Mário de Andrade.
A atividade traz a valorização da literatura brasileira que estimula o reconhecimento das obras de Mário de Andrade, fortalecendo o vínculo entre público, patrimônio literário e espaços culturais da cidade.
A proposta busca incentivar a exploração ativa do acervo, aproximar crianças, jovens e famílias do universo modernista e fomentar o interesse pela leitura a partir da descoberta, da investigação e da vivência coletiva. Ao integrar o Museu Casa Mário de Andrade e a Biblioteca Mário de Andrade, a atividade reforça o diálogo entre memória, preservação e circulação do livro enquanto objeto cultura.
Até 20 participantes | Retirada de senha 30 minutos antes da atividade.
FEIRA DE TROCA DE LIVROS DA MÁRIO
Data: 25 de março (sábado)
Horário: Às 14h
Espaço: Saguão da Estátua
Sobre: A Feira de Troca de Livros da Mário convida leitores a renovarem suas estantes e compartilharem histórias. Das 14h às 17h, no Saguão da Estátua da Biblioteca Mário de Andrade, o público pode trocar livros em bom estado por novos exemplares, organizados em bancas de literatura brasileira, estrangeira, infantojuvenil, HQs, mangás e outras categorias.
Realizada todo último sábado do mês, a feira é gratuita e promove o encontro entre leitores, incentivando a circulação de livros e o acesso à leitura.
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