Secretaria Municipal de Esportes e Lazer
Como o Gateball se tornou símbolo de saúde, comunidade e longevidade entre jovens e idosos
O gateball, esporte que reúne fundamentos do golfe e do beisebol, tem origem japonesa e surgiu após o término da Segunda Guerra Mundial. A prática foi criada com o intuito de servir como recreação para jovens e crianças, em um momento em que o país passava por um processo de reconstrução pós-guerra. No Brasil, o esporte foi introduzido pela comunidade japonesa e se disseminou nos anos 1980, com a criação da Associação de Gueitibol do Brasil.
Atualmente, a cidade de São Paulo abriga dois dos principais polos do esporte na América Latina: o Ibirapuera Gateball Clube, localizado nas dependências do Centro Esportivo Mané Garrincha, e o Estádio de Gateball Toru Hondo, na Vila Guarani. A presença da comunidade japonesa continua sendo expressiva, com esses espaços recebendo dezenas de jogadores diariamente, tanto aqueles que competem oficialmente quanto os que encontram no gateball uma forma de diversão.
Para Carlos Miyakawa, jogador e frequentador assíduo do campo na Vila Guarani, o gateball permite que as pessoas se reconectem com suas raízes, além de proporcionar uma forma de exercitar o corpo e a mente.
“Hoje eu sou apaixonado pela prática do gateball. Tenho o maior prazer de apresentar esse esporte, de ensinar. Então, o fato de eu estar praticando essa atividade nova aqui com meus parceiros e meus amigos tem feito com que a minha rotina de acordar todos os dias e praticar essa atividade tem sido muito prazeroso para mim.”
Carlos também reconhece o espaço e o ambiente esportivo como fundamentais para a comunidade japonesa e para a expansão da modalidade no Brasil.
“Aqui a comunidade é essencialmente da colônia japonesa. Mas alguns brasileiros que também estão iniciando a prática. Ao longo do ano, tem cerca de três a quatro torneios, campeonatos, que são campeonatos brasileiros, vem praticantes de outros estados, e nessa parceria com os demais companheiros das outras equipes. Então, o fato de estar praticando aqui, para mim, tem sido muito positivo”, afirmou.
O esporte vive um momento importante de expansão no Brasil. No ano passado, a antiga União dos Clubes de Gateball do Brasil passou a ser reconhecida como Confederação Brasileira de Gateball. Para o presidente da confederação, Julio Hagio, a modalidade enfrenta o desafio de renovar seu quadro de atletas enquanto busca ampliar seu alcance.
“Antigamente, nós atendíamos mais o pessoal da terceira idade. Na verdade, hoje nós temos quatro gerações jogando. Então, temos pessoal já de 80 anos pra cima, pessoal de 60 anos, 40, e crianças que estão praticando hoje também. Então, é um esporte muito interativo, que não exige grande esforço físico, mas exige muita habilidade e estratégia”, completou.
Com diversos benefícios físicos e mentais, o gateball conta com a força de sua comunidade para continuar se expandindo e alcançando novos públicos. Em setembro, o Centro Esportivo Vicente Ítalo Feola recebeu o 11º Campeonato Internacional de Gateball Memuro-Brasil, que reuniu mais de 50 equipes participantes.
Em meio às mudanças geracionais, o esporte segue como uma importante ferramenta de valorização de suas raízes, unindo saúde, comunidade e longevidade.
Texto e foto: Rafael Alves | rafaelalves@prefeitura.sp.gov.br
Arte: Otávio Rodrigues | otaviorodrigues@prefeitura.sp.gov.br
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