Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte
Prefeitura e Secretaria Municipal de Transportes lançam o programa ECOFROTA
O Programa ECOFROTA começa nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, com 1.200 ônibus que vão circular com 20% de biodiesel, o chamado B20, mistura de 20% de biodiesel ao combustível utilizado pelo sistema de transporte público de São Paulo. O programa prevê a utilização progressiva de combustíveis limpos na frota de ônibus de São Paulo, em consonância com a Lei de Mudanças do Clima, que preconiza que todo o sistema de transporte público do Município deverá operar com combustível renovável até 2018.
A utilização do B20 nesses ônibus deve reduzir em 22% a emissão de material particulado, 13% de monóxido de carbono e 10% de hidrocarbonetos despejados na atmosfera da capital, além de atingir 15% da meta anual de redução de combustíveis fósseis no sistema de transporte público, prevista na Lei de Mudanças do Clima.
A nova mistura foi homologada pela ANP - Agência Nacional de Petróleo, especificamente para a utilização da empresa VIP (Viação Itaim Paulista), servindo como projeto piloto com essa porcentagem de biodiesel produzido com as sementes de algodão, soja e milho, em São Paulo.
Medidas antipoluição no transporte público
A Secretaria Municipal de Transportes já investe em combustíveis alternativos ambientalmente mais corretos. Desde janeiro de 2009, os ônibus da capital estão operando com óleo diesel S 50 (50 ppm de enxofre e com a adição de 5% de biodiesel). Esse combustível com baixo teor de enxofre apresenta ganhos ambientais significativos na comparação com o diesel comum. Testa também ônibus que utilizam uma mistura de diesel com um diesel extraído da cana-de-açúcar, veículos híbridos (que utilizam diesel e eletricidade), além dos ônibus movidos a etanol.
Em novembro de 2010, foi anunciada a compra de 50 ônibus movidos a etanol, por uma empresa do sistema. Em março, serão realizados novos testes com um ônibus híbrido, que, além do motor a diesel, utiliza energia elétrica a partir de baterias, quando circulando a menos de 20 km/h no trânsito.
A Secretaria Municipal de Transportes, por meio da SPTrans, intensifica também a renovação de 140 trólebus, dos 200 veículos elétricos em circulação na capital. Onze trólebus novos já operam em várias linhas, principalmente na zona leste da capital. A SMT, por meio da SPTrans, está investindo também na renovação de toda a frota paulistana. Dos cerca de 15 mil veículos da cidade, 9.684 são novos, representando 64% da frota.
Esses coletivos novos reduziram em 19% a emissão de gases poluentes.
O investimento na mudança da matriz energética contribuirá social e economicamente para a cidade. Um levantamento do Laboratório de Poluição da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo estima que 12 mil internações e 875 mortes acontecem anualmente devido à presença de partículas inaláveis e ozônio. Os pesquisadores apontam que as doenças oriundas da poluição custam US$ 190 milhões, somente em São Paulo.
Emissômetro
Os índices de monóxido de carbono podem ser acompanhados em tempo real no Emissômetro, instrumento que permite o acompanhamento, segundo a segundo, dos ganhos ambientais obtidos com a redução da emissão de poluentes na atmosfera.
Desde janeiro de 2005, quando começou a ser calculada a quantidade de gases despejados na atmosfera, deixaram de ser emitidas mais de 9 mil toneladas de gases poluentes, em função da renovação da frota por veículos mais modernos. Somente em 2010, 3.280 toneladas deixaram de ser emitidas em virtude da troca dos ônibus.
Assessoria de Comunicação Social - SPTrans
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