Secretaria Municipal da Saúde
Álcool na gestação pode causar danos ao bebê e deve ser evitado durante toda a gravidez

Gestante em atendimento médico no Hospital Dia (HD) Butantã (Acervo/SMS
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça um alerta que muitas vezes passa despercebido: o consumi do álcool durante a gravidez pode comprometer de forma irreversível o desenvolvimento do bebê. Sem dose considerada segura, a exposição fetal ao álcool está associada a malformações, alterações neurológicas e aos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), totalmente evitáveis com a abstinência durante toda a gestação.
De acordo com alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Sociedade Brasileira de Pediatria não existe quantidade ou período seguro para ingerir álcool durante a gravidez. Por isso, a recomendação da SMS é de abstinência completa desde o momento em que a gestação é planejada ou confirmada, já que o álcool atravessa rapidamente a placenta e atinge o feto, que ainda não possui capacidade de metabolizar a substância.
Para isso, a rede municipal de saúde oferece acolhimento e acompanhamento às gestantes durante todo o pré-natal, incluindo orientações sobre hábitos de vida saudáveis e prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por meio de iniciativas e programas como o Mãe Paulistana, as equipes multiprofissionais realizam consultas, grupos educativos e ações de promoção da saúde que fortalecem o vínculo com as futuras mães e contribuem para uma gestação mais segura tanto para a mulher quanto para o bebê.
A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz. Por isso, profissionais de saúde reforçam que familiares e parceiros também desempenham papel importante nesse processo, oferecendo apoio para que a gestante mantenha a abstinência ao longo de toda a gestação. Uma gravidez sem consumo de álcool é uma medida simples, mas capaz de prevenir consequências permanentes e garantir melhores condições para o desenvolvimento saudável da criança.
A exposição ao álcool pode provocar desde restrição do crescimento fetal até alterações permanentes conhecidas como Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF). Essas condições incluem malformações congênitas, alterações neurológicas, dificuldades de aprendizagem, comprometimento da memória, déficit de atenção, problemas de comportamento e prejuízos ao desenvolvimento intelectual. Nos casos mais graves, pode ocorrer a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), considerada a manifestação mais severa desse espectro e uma das principais causas evitáveis de deficiência intelectual de origem não genética.
Além dos riscos para o bebê, o consumo de álcool também aumenta as chances de aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer e natimortalidade. “Como muitas mulheres desconhecem a gravidez nas primeiras semanas, especialistas orientam que aquelas que estejam tentando engravidar também evitem bebidas alcoólicas”, diz Ligia Santos Mascarenhas, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher da SMS. “Caso a gestante tenha consumido álcool antes de descobrir a gravidez, a orientação é interromper imediatamente o consumo e informar o profissional de saúde durante o pré-natal para que o acompanhamento seja realizado de forma adequada”, complementa.
Estudos indicam que a prevalência do consumo de álcool durante a gestação na população global é de cerca de 10%, com tendência a ser maior nas Américas. Estima-se também que, em todo o mundo, a cada 67 mulheres que consomem álcool durante a gravidez, uma terá um filho com Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).
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