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Segunda-feira, 6 de Abril de 2026 | Horário: 11:01
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Dia Mundial da Atividade Física: UBSs promovem diversas opções esportivas para todas as faixas etárias

Práticas regulares ajudam a melhorar a saúde física e mental, prevenindo doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade
A imagem mostra um grupo grande de pessoas reunidas em uma quadra, formando um círculo amplo. Elas estão de mãos dadas e com os braços levantados, como se estivessem participando de uma atividade coletiva, possivelmente um exercício. A maioria das pessoas usa roupas em tons de rosa, o que pode indicar alguma campanha ou ação temática (como conscientização). Há participantes de diferentes idades, incluindo adultos e idosos. Ao fundo da quadra, há casas simples e construções urbanas, algumas com tijolos aparentes. Também é possível ver um muro com grafite colorido. Na parte superior da imagem, galhos e folhas de uma árvore emolduram a cena, dando um toque natural ao ambiente. A atmosfera geral transmite união, participação e atividade em grupo ao ar livre.

O sedentarismo, isto é, a falta ou insuficiência da prática regular de exercícios físicos, contribui para o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade, que aumentam o risco de problemas cardiovasculares. 

Pensando nisso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou o Dia Mundial da Atividade Física, celebrado em 6 de abril, para conscientizar sobre o combate ao sedentarismo e incentivar a prática esportiva para melhorar a saúde física e mental. 

De acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, apenas 42% dos moradores acima de 18 anos das capitais e do Distrito Federal declararam, em 2024, praticar atividades físicas no seu tempo livre. Ou seja, 58% não praticam o mínimo recomendado pela OMS, que é de 150 minutos de atividade moderada por semana.  

Para combater os riscos à saúde representados pelo sedentarismo e estimular um estilo de vida mais saudável, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade de São Paulo, por meio das equipes multiprofissionais, promovem diversas opções de atividades para todas as faixas etárias. 

Na UBS Jardim da Conquista II, na zona leste, por exemplo, o pedreiro Antônio Costa Santana, 57, conta que participa de três grupos de atividades físicas. Às segundas-feiras ele faz alongamento e caminhada, para começar a semana. Já o fortalecimento muscular ocorre às quintas-feiras. E, para finalizar, o treinamento funcional acontece às sextas-feiras. 

Mas Antônio conta que nem sempre foi assim. “A minha vida era trabalhar e meu apelido, hora extra. Nunca tinha feito atividade física, e minha saúde foi ficando debilitada. Tinha crises de asma e pneumonia recorrentes, além de dores por causa da hérnia de disco”. 

Há dois anos, ele decidiu mudar seu estilo de vida e já percebeu os benefícios. Tanto que levou até sua esposa, Maria Edineide, de 54 anos, para fazer parte dos grupos. “Antes eu não conseguia pegar um saco de argamassa porque a coluna travava. Agora não sinto tanta dor e tenho mais flexibilidade. Já a capacidade respiratória dos pulmões melhorou e a pneumologista disse que as atividades físicas estavam ajudando. Se eu ficar uma semana sem fazer, já sinto a diferença”. 

Antônio acrescenta que também percebeu melhorias na saúde mental. “Eu estava com depressão e fazia acompanhamento médico. Fui melhorando, diminuindo a medicação e recebi alta. A gente sorri e brinca com os colegas de grupo, que até me apelidaram de ‘Ligeirinho’ porque faço as atividades com rapidez. Fiz novas amizades e participo dos passeios”, comemora. 

Para ele, o apoio do grupo é fundamental. “Sozinho eu não me exercito. Com outras pessoas, tenho mais motivação porque tem o compromisso de dia e horário. Acordo já pensando em ir aos grupos. E deixo qualquer tarefa de lado para ir. Mesmo quando trabalho até mais tarde, não perco de jeito nenhum”, conta. 

Melhoria na saúde
A educadora física Bruna Marques Menegaldo é a responsável pelos 16 grupos de atividades físicas da UBS Jardim da Conquista, que têm objetivos diversos e acontecem na parte da manhã e da tarde. “Criei vários grupos de acordo com as necessidades dos pacientes da UBS, além das demandas trazidas pelas equipes de estratégia de saúde da família. Primeiramente, eu faço uma avaliação física com cada um. Por exemplo, se uma pessoa tem dor na coluna, eu direciono para o grupo de pilates”, explica a profissional. 

Segundo Bruna, as principais queixas dos participantes são dores articulares no joelho, quadril e coluna. Boa parte apresenta sobrepeso ou obesidade, além de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. “Noto uma melhora significativa quando faço com eles a Escala Visual Analógica (EVA), em que os próprios pacientes avaliam suas dores. Também percebo, no acompanhamento com o médico e a enfermeira da UBS que eles relatam melhorias quanto às dores, redução de medicamentos, controle da glicemia, circunferência abdominal e diminuição do risco cardiovascular”, diz. 

Os grupos utilizam os recursos do próprio bairro para as atividades: a caminhada é realizada em uma pista que fica em frente à UBS, o fortalecimento muscular é feito nos aparelhos de ginástica em praças públicas e o circuito funcional utiliza uma quadra esportiva na região. 

Objetivos específicos
Algumas atividades realizadas pela UBS, porém, têm um público-alvo bastante específico. No grupo de ginástica sentado, o enfoque é a prevenção de quedas em idosos que apresentam fragilidade para andar, fraqueza muscular e osteopenia, encaminhados após a Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa (Ampi-AB). “Temos pacientes que deixaram de usar a bengala como apoio para se locomover”, relata a educadora física. 

Já o grupo de reabilitação pós-acidente vascular cerebral (AVC), em parceria com fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, é focado em atividades de readaptação ao ambiente e coordenação de dupla tarefa para estimular as áreas motoras e cognitivas do cérebro, como, por exemplo, pegar a bolinha com a mão direita e levantar a perna esquerda. 

A maioria dos participantes dos grupos é composta por idosos acima de 60 anos, mas há opções para todas as faixas etárias, inclusive o público infantil. Para as crianças com sobrepeso e obesidade, o trabalho é feito em conjunto com nutricionista e psicóloga. Já o grupo de aprendizado, em parceria com a fonoaudióloga, promove exercícios de coordenação motora para crianças com atraso no desenvolvimento, que pode ser provocado por dislexia, transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). 

Bruna também destaca que os grupos proporcionam a criação de vínculos, o que é benéfico principalmente para os idosos que moram sozinhos ou ficam muito tempo em casa. “Eu proponho festinhas e passeios para promover a interação social. Já fizemos piquenique em parques, passeio pelo Centro Histórico e visita ao Museu da Imigração. E aí uma traz o marido, o outro leva o vizinho, e os grupos vão crescendo.” 

Dicas para incluir atividades físicas no seu dia a dia: 
- Experimente diferentes tipos de atividades física para encontrar a que mais gosta
- Planejamento: veja os horários em sua rotina com maior chance de praticar 
- Comece com atividades de intensidade leve e duração menor e vá aumentando progressivamente 
- Sempre que possível, faça seus deslocamentos a pé ou de bicicleta
- Opte por subir escadas em vez de usar o elevador 
- Evite ficar muito tempo sentado ou deitado. A cada hora, fique em pé ou movimente o corpo
- Procure lugares que ofereçam práticas como a UBS mais próxima da sua residência ou o Programa Academia da Saúde 

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