Secretaria Municipal da Saúde

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Domingo, 15 de Fevereiro de 2026 | Horário: 11:00
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A veterinária Tatiana carrega nas tintas o amor pelo cuidado com os animais

Na Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico ela zela pelo serviço oferecido nos hospitais veterinários da capital
A imagem mostra uma mulher pintando um mural em uma parede externa, possivelmente em um ambiente escolar ou comunitário. Ela segura um pincel com a mão direita e aplica tinta em um desenho colorido, que parece representar personagens ou formas lúdicas. Na outra mão, segura um pequeno recipiente com tinta.  A mulher veste uma camiseta roxa, tem tatuagens nos braços e o cabelo preso. Sua expressão é concentrada, indicando atenção aos detalhes do trabalho. Ao fundo, há janelas, vasos de plantas e outras pinturas na parede, com corações e figuras decorativas, reforçando o caráter artístico e acolhedor do espaço.

A trajetória de Tatiana Almeida Valvassoura, 44, é uma costura delicada entre a precisão técnica da medicina veterinária e a sensibilidade que a profissão exige, com outro aspecto de sua trajetória, a arte. Natural do Jardim de Abril, na zona oeste de São Paulo, Tatiana aprendeu cedo o significado da responsabilidade e do cuidado. Embora sua mãe não tivesse afinidade com animais, permitiu que aos 11 anos de idade a filha adotasse o gato Júnior. O pequeno companheiro, que viveu por 21 anos, inspirou a jovem na escolha pela Faculdade Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), da Universidade de São Paulo (USP), onde ingressou em 2000.

No convívio, desde a infância, com todos os tipos de animais, na casa da avó paterna, ela tinha dúvidas entre a medicina humana e a animal. Escolheu estudar sobre a saúde dos pets, que tanto amava. Formou-se para trabalhar com animais silvestres, mas acabou indo para uma área mais administrativa da profissão naquele primeiro momento.

No entanto, o propósito a chamou e foi então que decidiu cursar o mestrado em epidemiologia na FMVZ. Simultaneamente, foi trabalhar no serviço público. Em 2009, a veterinária passou no concurso da prefeitura e se tornou servidora da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), lotada na Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa). Dali em diante, a carreira de Tatiana no município foi uma constante em evolução, ficou 11 anos dedicada à fiscalização de alimentos na Covisa e na Unidade de Vigilância em Saúde (Uvis) Lapa/ Pinheiros, até o retorno à clínica, quando foi para a Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap), em 2021. 

Lá, Tatiana passou a ser a ponte entre o abandono e o recomeço da vida dos pets, cuidava dos animais enquanto aguardavam por um lar no centro municipal de adoção. Desde março do ano passado, ela aplica sua experiência na Divisão de Hospitais Veterinários, em visitas técnicas de monitoramento do serviço oferecido nas quatro unidades da cidade de São Paulo, onde há atendimento clínico e cirúrgico para os animais da população de baixa renda, iniciativa pioneira no país que consolidou São Paulo como “Cidade Amiga dos Animais”, título recebido em 2019 e 2020, pela World Animal Protection (WAP).

A rotina da veterinária foi impactada durante a pandemia de Covid-19, fase em que ela trouxe da infância o gosto pela arte para o trabalho com os animais e ajudou como forma de terapia para conter a ansiedade naqueles tempos de crise sanitária.
Após a pandemia, ao descobrir a aquarela de retratos pet, ela juntou as duas paixões para melhorar o ambiente de cuidado dos pets.

Em janeiro de 2026, a veterinária inovou com a produção de um mural no centro de adoção da Cosap. “Uma parede fria virou um cenário lúdico. Gatos, passarinhos e balões em formato de coração humanizam o espaço, o cuidado, e materializam visualmente a esperança que aqui a gente tenta preservar todos os dias”, conta. “A ciência pode curar o corpo, mas é a arte que salva o espírito, traz de volta a cor e a leveza necessárias para continuarmos a cuidar daqueles que não têm voz.”

“A ciência pode curar o corpo,
mas é a arte que salva o espírito,
traz de volta a cor e a
leveza necessárias para continuarmos
a cuidar daqueles
que não têm voz.”

Q+
Quando não está na rotina diária com os animais, Tatiana adora fotografar, assim como pintar. Para ela, são as expressões da alma que criam os momentos de descanso do trabalho, já que a responsabilidade

da medicina veterinária é imensa. “Em um cotidiano no qual muitas vezes é preciso lidar com o sofrimento e os limites da vida, a arte surge como um resgate do belo.”

 

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