Secretaria Municipal da Saúde
CER II Girassol comemora 1 ano com bloquinho da inclusão e diversidade

O CER II Girassol completa 1 ano e a festa é de todos! Nesse bloquinho, a diversão é garantida com respeito e adaptação para cada folião (Acervo/Ascom)
“Eu cheguei aqui, contei todo o meu processo, as dores que eu sinto, tudo que acontece. E eles me acolheram e falaram: ‘A gente vai te ajudar’. E tudo que eu falava, eles escutavam. Pode parecer pouco, mas isso faz toda a diferença para uma pessoa como eu.” A frase é de Kaithy Fabrícia de Oliveira, 26 anos, paciente do Centro Especializado em Reabilitação (CER) II Girassol desde a inauguração da unidade, localizada na região do Campo Limpo, na zona sul da capital. Por isso, na última sexta-feira (20), Kaithy, que tem distrofia muscular, fez questão de participar do Bloquinho da Inclusão e Diversidade, organizado para celebrar o primeiro ano de funcionamento da unidade.
“Eu amo as festinhas”, diz a paciente. “É um momento em que todo mundo está junto, e, se você tiver um dia ruim, vai melhorar muito”, acrescenta, lembrando que, ao chegar ao serviço, há um ano, encontrou algo que havia se tornado raro em sua trajetória de tratamento: escuta e respeito.
Ao completar um ano, o CER II Girassol, consolida não apenas números expressivos de atendimentos, mas histórias de transformação, pertencimento e inclusão, celebradas ao som de um carnaval lúdico e divertido pensado para todos. Em 12 meses de funcionamento, o serviço, gerenciado pela organização social em saúde (OSS) Cejam, já avaliou cerca de 930 pacientes e atualmente acompanha mais de 600.
Nesse período, foram realizados mais de 37 mil procedimentos, entre atendimentos de reabilitação física e intelectual. A unidade atende, em média, 70 novos pacientes por mês, cerca de 40 na reabilitação física e 30 na reabilitação intelectual, com foco especial em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A equipe é composta por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionista, enfermeiro, assistente social, psicólogos, neuropsicólogo, além de médicos fisiatras e neurologistas (adulto e infantil).
A gerente da unidade, Érica Regina da Silva Lavoura, destaca a importância desse primeiro ano. “Nesse período, já conseguimos transformar a vida de muitas pessoas. E nada melhor celebrar essa data incluindo os pacientes em eventos nos quais, muitas vezes, eles não conseguem participar.”
Comemoração terapêutica
A ideia do bloquinho surgiu justamente para promover inclusão com segurança e acolhimento. “Quisemos trazer esses pacientes para participar de uma festa acompanhados dos terapeutas e dos familiares para que se sintam mais seguros e possam participar das atividades como música e caminhada”, afirma a gerente.
Por isso, tudo foi cuidadosamente planejado: a altura do som, o repertório musical, com músicas mais tranquilas e também a organização do espaço para garantir proteção e conforto, especialmente para pacientes com TEA. “É um momento terapêutico também, onde eles, que muitas vezes têm dificuldade de estar em um ambiente com muita gente, conseguem socializar e desenvolver essa habilidade de estar diante de pessoas diferentes, para que se desenvolvam e tenham menos dificuldade lá fora”, reforça a gestora.
A terapeuta ocupacional Nathalia Neves Villacidor destaca também que o bloquinho foi pensado como parte do processo terapêutico. “Foi tudo construído coletivamente, desde a produção das fantasias, dos enfeites e dos abadás.” A preparação envolveu usuários, familiares e profissionais, fortalecendo vínculos e estimulando habilidades sociais, autonomia e participação ativa.
Conquistas que emocionam
Para muitas famílias, os avanços conquistados ao longo desse ano são visíveis e transformadores. É o caso de Thaís de Almeida, auxiliar de limpeza e mãe de Raphael José Santana Fontenele, diagnosticado com TEA. “Quando comecei o tratamento do Rapha aqui, ele não falava quase nada e tinha dificuldade em interagir. Hoje ele já fala frases repetidas, e os profissionais dizem que ele participa bastante. Isso, para a gente que é mãe, é um alívio.”
Ela conta que participar do bloquinho foi uma escolha consciente e um esforço. “Eu fiz um sacrifício: folguei hoje e vou trabalhar no sábado e domingo. Mas trouxe meu filho porque eu sei que isso é importante para ele, dele ser incluído.” Emocionada, Thaís resume o sentimento das famílias atendidas pelo serviço: “É reconfortante saber que meu filho pode ser incluído nesse tipo de comemoração.”
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