Secretaria Municipal da Saúde
Dezembro Laranja: rede municipal já realizou mais de 160 mil consultas dermatológicas em 2025

Neste Dezembro Laranja, voltado à prevenção e conscientização sobre o câncer de pele, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) lembra da importância de realizar consultas regulares nas 479 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, a porta de entrada para o SUS e responsáveis pelo encaminhamento de pacientes para a Atenção Especializada sempre que necessário.
De janeiro a setembro de 2025, foram realizadas 145.417 consultas médicas em dermatologia em estabelecimentos da Atenção Especializada da rede municipal. No mesmo período, o número de internações hospitalares registradas em unidades geridas pela SMS, pelos CIDs 10 C43 (melanoma maligno da pele) e C44 (outras neoplasias malignas da pele), foi de 208.
Desde 2023, uma das estratégias adotadas na rede para agilizar o atendimento em dermatologia é a oferta de telemedicina, em especial com os Consultórios Digitais, que continuam a ter as UBS como cenário, mas desta vez com o paciente presente na unidade, assistido por um profissional de enfermagem e sendo atendido por um médico de forma online. O recurso permite também qualificar a espera, identificando e encaminhando os casos prioritários. Afinal, o câncer de pele, como qualquer outra neoplasia, tem maiores chances de cura quando diagnosticado precocemente.
Nos últimos três anos, foram realizadas mais de 40 mil teleconsultas dermatológicas. A especialidade foi a primeira a integrar o Consultório Digital, e o número de atendimentos tem sido crescente. Em 2023, ano de implantação do serviço, foram realizadas 2.273 consultas; em 2024, 20.004 consultas e, em 2025, até o mês de outubro, 18.045 consultas.
“A oferta da teleconsulta representa um avanço no sistema público e, com certeza, uma grande oportunidade de ampliar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado”, afirma a diretora do Departamento de Atenção Especializada (DAE) da Secretaria de Atenção Básica e Especialidades e Vigilância em Saúde (Seabevs) da SMS, Lucia Helena de Azevedo.
Sobre o câncer de pele
De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Em 2023, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimou em 220 mil os novos casos de câncer não melanoma no Brasil e 8.980 casos de melanoma, o tipo mais grave. Para a cidade de São Paulo, a estimativa foi de 7.230 e 940 novos casos, respectivamente, ainda de acordo com o Inca.
Provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, a doença evolui de forma silenciosa e de difícil detecção, por isso é importante conhecer suas possíveis manifestações, como pintas, feridas que não cicatrizam, eczemas ou outras lesões benignas, e ter consciência que pessoas de pele clara estão mais sujeitas à doença. Conhecer bem a própria pele e saber em quais regiões existem pintas também faz diferença na hora de detectar irregularidades.
Pessoas com pele clara, ruivas e os cabelos ou olhos claros são as mais afetadas pela neoplasia cutânea que possui várias manifestações, das quais o melanoma é a mais grave.
O câncer de pele pode ser silencioso, ou seja, não apresentar coceira, dor ou mudanças perceptíveis. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico precoce (consulta com dermatologista e exames) e tratamentos gratuitos (cirurgia para remoção, radioterapia e quimioterapia para casos mais graves, e atendimento em hospitais especializados). Se for descoberta no início, a taxa de cura é superior a 90%.
Veja os principais tipos de câncer de pele:
Carcinoma basocelular (CBC): é o câncer da pele não melanoma mais frequente, de baixa letalidade. Surge normalmente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Também pode se desenvolver em áreas não expostas, ainda que mais raramente. Causa o aparecimento na pele de um pequeno tumor avermelhado e brilhoso, que cresce lentamente ao longo do tempo, podendo formar crosta central e sangrar com facilidade.
Carcinoma espinocelular (CEC): este é o segundo câncer não melanoma mais frequente. Também é mais comum nas áreas expostas ao sol mas pode se desenvolver em todas as partes do corpo. Além da exposição excessiva ao sol, o CEC também pode estar associado a cicatrizes na pele, uso de drogas antirrejeição de órgãos transplantados, além da exposição a certos agentes químicos ou à radiação. Normalmente, esse câncer, que é duas vezes mais frequente em homens, tem coloração avermelhada e se apresenta na forma de machucados ou feridas que não cicatrizam, ou pode ainda se assemelhar a verrugas.
Melanoma: é o tipo menos frequente de câncer da pele, porém tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Possui origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele, e se inicia nas camadas superficiais da pele. Porém, nos estágios mais avançados, a lesão torna-se mais profunda, o que aumenta o risco de metástase, ou seja, de se espalhar para outros órgãos. Geralmente possui a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos, crescendo e que mudam de cor, de formato ou de tamanho.
A hereditariedade desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente.
Preste atenção a sinais como:
• uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
• “Regra do ABCDE”: pintas Assimétricas, com Bordas irregulares, Cor variada, Diâmetro maior que 6mm e Evolução mudança no tamanho, forma, cor ou aparecimento de outros sintomas;
• Lesões enegrecidas nas plantas dos pés e palmas das mãos e unhas
• uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento;
• em casos mais avançados, de câncer de pele com metástase, também podem ocorrer outros sinais como nódulos na pele, inchaço nos gânglios linfáticos, falta de ar ou tosse, dores abominais e de cabeça, por exemplo.
Prevenção
Evitar a exposição excessiva ao sol continua a ser a melhor estratégia contra o câncer de pele, e os cuidados devem ser redobrados, uma vez que a incidência dos raios ultravioleta está cada vez mais agressiva em todo o planeta. O alerta vale para pessoas com todos os tipos de pele, embora os grupos de maior risco sejam os de pessoas com pele clara, ruivas e os cabelos ou olhos claros.
Já na pele mais escura, o melanoma predomina nas plantas dos pés, palmas das mãos e unhas, sem correlação com exposição solar. Também devem redobrar os cuidados aqueles que possuem antecedentes familiares com histórico de câncer de pele, muitas queimaduras solares, e muitas sardas e pintas pelo corpo, já ter tido câncer de pele.
Um dos principais meios de detectar precocemente o câncer de pele é o autoexame e em caso de lesão suspeita procurar assistência nas 479 UBSs. Os endereços de todas as unidades da capital podem ser consultados na página Busca Saúde.
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