Secretaria Municipal da Saúde

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Quarta-feira, 4 de Março de 2026 | Horário: 11:00
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Dia Mundial de Combate à Obesidade: rede municipal promove prevenção e cuidado contínuo, com protagonismo do paciente

Na capital paulista, linha de cuidado organiza o atendimento desde a prevenção até os casos de maior complexidade
A imagem mostra uma atividade coletiva ao ar livre, em uma quadra esportiva cercada por árvores.  Em primeiro plano, de costas para a câmera, há uma profissional da saúde vestindo um jaleco branco com o logotipo do SUS, aparentemente orientando ou conduzindo a atividade. Ela estende os braços, como se estivesse demonstrando movimentos.  À frente dela, um grupo majoritariamente formado por mulheres, muitas delas idosas, acompanha os gestos. As participantes estão em pé, com os braços erguidos, sugerindo que realizam exercícios leves, alongamentos ou uma prática corporal orientada.  O ambiente é ensolarado e transmite sensação de bem-estar. Algumas mulheres usam roupas confortáveis para atividade física, e uma delas veste uma camiseta verde com referência a uma unidade de saúde (“UBS Santa Bárbara”).  A cena indica uma ação de promoção da saúde, provavelmente ligada à atenção básica, com foco em atividade física, convivência e qualidade de vida na comunidade.

Neste Dia Mundial da Conscientização e Atenção de Combate à Obesidade, 4 de março, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) lembra que a prevenção começa na Atenção Básica da rede municipal e atravessa todos os níveis de atenção. Com apoio das equipes de saúde, informação qualificada e acompanhamento regular, é possível prevenir e reduzir o impacto da obesidade na qualidade de vida da população.

O caso da diarista Lidiane Teixeira Fontes, 39, ilustra isso. Durante toda a vida, ela travou uma batalha silenciosa contra a balança. Obesa desde a infância, ela fez “todas as dietas possíveis e imagináveis”, mas nunca conseguiu alcançar o peso que desejava e nem controlar a diabetes que avançava junto com os quilos extras. Em abril de 2025, chegou à Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Novo Pantanal, na zona sul da capital, pesando 119,8 quilos e com a hemoglobina glicada em 10,5, índice que indicava diabetes descompensada. Diante do quadro clínico, foi encaminhada para avaliação de cirurgia bariátrica.

O encaminhamento a levou ao Hospital Dia Cidade Ademar, onde passou a ser acompanhada por uma equipe multiprofissional. O protocolo para cirurgia bariátrica no SUS prevê exatamente esse acompanhamento clínico e psicológico antes da indicação cirúrgica. A cirurgia é considerada apenas após tentativa de tratamento clínico longitudinal, com mudança de hábitos, controle das comorbidades e avaliação criteriosa do risco-benefício por equipe especializada. Foi nesse processo que Lidiane viveu a maior transformação da sua vida. “Quando entendi que a diabetes era uma doença grave, que mata mais do que o câncer, e que eu estava caminhando para isso, decidi 'aprender a comer'”, conta.

“Eu achava que tinha compulsão, mas com a ajuda dos profissionais da rede municipal consegui entender que era possível mudar meus hábitos, e que isso exigia uma escolha diária”. Nesse processo envolvendo reeducação alimentar e prática regular de atividades físicas, Lidiane perdeu 36,8 quilos em 10 meses. Quando retornou para consulta, conta, as profissionais da unidade não a reconheceram. O resultado mais importante, porém, foi clínico: a hemoglobina glicada caiu para 5. Ela não precisou mais realizar a cirurgia bariátrica e hoje está com a diabetes controlada.

A mudança ultrapassou o consultório. Desde que começou o processo, toda a família passou a mudar os hábitos de alimentação, o que beneficiou o filho, assim como o pai e o irmão, que estavam com sobrepeso e se inspiraram nos resultados de Lidiane para mudar a alimentação. A trajetória de Lidiane ilustra como o cuidado estruturado e contínuo pode evitar procedimentos de maior complexidade quando há adesão ao tratamento clínico e reforça a importância da Linha de Cuidado do Sobrepeso e da Obesidade organizada na rede municipal de saúde.

Linha de Cuidado do Sobrepeso e da Obesidade: protocolo e atendimento organizado
Segundo os dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) Brasil 2023, do Ministério da Saúde, 23,6% dos adultos da capital paulista apresentavam obesidade. Para isso, a SMS conta com a Linha de Cuidado do Sobrepeso e da Obesidade, que organiza o atendimento desde a prevenção até os casos de maior complexidade, com base em protocolo assistencial específico. A linha de cuidado reconhece a obesidade como uma condição crônica e multifatorial, influenciada por aspectos biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, o que exige abordagem integral e contínua, atravessando todos os níveis de atenção, da Atenção Básica à Atenção Hospitalar.

O cuidado começa na Atenção Básica, onde equipes multiprofissionais formadas por médicos enfermeiros, e por profissionais de diversas categorias, podendo ter em sua composição nutricionistas, educadores físicos, psicólogos e outros profissionais, realizam avaliação clínica, cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), identificação de fatores de risco e definição do plano terapêutico individualizado. 

O protocolo estabelece:
•  estratificação de risco, considerando IMC, presença de comorbidades (como diabetes e hipertensão) e contexto social do paciente;
•  acompanhamento periódico, com monitoramento clínico e nutricional;
•  encaminhamento para outros níveis de atenção, quando necessário, incluindo ambulatórios especializados, conforme critérios técnicos.

Nas UBSs, o cuidado vai além da consulta individual. As equipes atuam na prevenção, no diagnóstico precoce e no acompanhamento das doenças crônicas, além de realizarem busca ativa nos territórios para identificar novos casos. Oferecem, ainda, grupos de prática de atividades físicas e educação em saúde, com foco na alimentação equilibrada, no controle do peso e na prevenção de complicações. A linha de cuidado centrada no paciente é considerada fundamental para promover mudanças sustentáveis no estilo de vida.  

Em muitas unidades, o atendimento inclui educação em saúde, prática orientada de atividades físicas e suporte psicológico. Na UBS Paraisópolis III, por exemplo, a nutricionista Bianca Nocit coordena grupos que auxiliam pacientes a compreender e enfrentar a obesidade e o diabetes de forma integrada. “A alimentação e a atividade física são pilares no controle do diabetes e também no enfrentamento da obesidade. Em nossos grupos, oferecemos orientações personalizadas, monitoramos a curva glicêmica, damos dicas de alimentação e criamos o grupo ‘Mexa-se’, com mais de 150 participantes. Essa atenção integrada faz com que o paciente entenda a doença e se torne protagonista do seu tratamento”, explica.

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