Secretaria Municipal da Saúde

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Sábado, 14 de Fevereiro de 2026 | Horário: 17:00
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Dos bloquinhos aos megablocos: sábado de Carnaval registra muita alegria e preocupação com a saúde

Foliões apontam cuidados antes e durante a festa, com destaque para crianças e idosos
A imagem mostra três pessoas em primeiro plano, em meio a um ambiente festivo ao ar livre, que parece ser um bloco de Carnaval ou uma celebração popular.  No centro, há um homem sorrindo, usando óculos, chapéu estampado e camisa clara com desenhos. Ele segura no colo uma criança pequena, que parece estar bebendo água de uma garrafinha vermelha. A criança veste uma roupa bege e tem glitter no rosto, típico de festas carnavalescas.  À direita, há uma mulher sorridente, com o braço em volta do homem. Ela usa uma blusa preta sem mangas, brincos coloridos em forma de estrela e tem tatuagens visíveis no braço. Também carrega enfeites coloridos pendurados no ombro, reforçando o clima festivo.  Ao fundo, aparecem outras pessoas participando do evento, além de árvores e guarda-sóis amarelos,

Família no bloco Flor do Desejo, na Lapa, zona oeste (Acervo/SMS)

Neste sábado (14), mais de 70 blocos de Carnaval saíram em todas as regiões de São Paulo; além dos megablocos, que reúnem milhões de foliões em circuitos como o do Ibirapuera, Faria Lima e região central da cidade, os bloquinhos, presentes em muitos bairros, levaram para a rua quem quer curtir a festa em um clima mais tranquilo, incluindo idosos e o público infantil, que necessitam de cuidados especiais para brincar com saúde.

Pela manhã, no bairro do Ipiranga, na região Sudeste da capital, o público que curtia o bloco Me Viram no Ipiranga, criado em 2013, chamava a atenção pela quantidade de pequenos foliões, como Anthony e Ohana, de 4 e 2 anos, devidamente fantasiados. “Colocamos roupas leves neles, trazemos água, alguma alimentação leve, fralda e protetor solar”, contou a mãe, a professora Ariela Araújo, acrescentando que, com pouco sol, a animação das crianças costuma durar bastante nos dias de Carnaval.

Na faixa etária oposta, Maria de Oliveira Leal, de 82 anos, seguia o bloco em uma cadeira de rodas, acompanhada da filha Gisleide Leal Costa, nascida no bairro. Apesar de ter Alzheimer, um câncer de pulmão em remissão e outras comorbidades, dona Maria, usando um chapéu e adereços cor-de-rosa, acompanhava a bateria e os cantores “dançando” com os braços. Segundo Gisleide, como ambas moram a apenas duas quadras da região do Museu da Independência, onde o bloco se concentra, sente-se tranquila em levar a mãe para curtir o Carnaval. 

A diversão, no entanto, requer uma série de cuidados e precauções: “Ela gosta de Carnaval desde sempre, mas tem que ter uma preparação, todo um cronograma, com cuidados como hidratação, um sono muito bom, um café da manhã balanceado com tudo o que ela precisa para estar bem, além da proteção solar”, conta Gisleide. “A gente nunca deixa de cuidar dela, tanto na parte médica quanto social e de diversão, que são importantes para que ela se mantenha uma pessoa alegre e resiliente; nas palavras dela, ‘Carnaval é sempre bom’”, finaliza a filha. 

Na Lapa, zona oeste, o bloco Flor do Desejo, criado em 2024, também reuniu muitas famílias e grupos de amigos na manhã deste sábado. Renata Visconti, 37, psicopedagoga, brincava acompanhada do marido, Alexandre Marcondes, 39, e frisou que considera o Carnaval extremamente importante. “Faz parte da nossa cultura, a gente se sente pertencente ao bairro, à festa, aos momentos de alegria, para depois retomar ao trabalho com mais entusiasmo”, comentou ela, que se preparou para a festa alimentando-se bem e bebendo água de coco.

Já na região do Ibirapuera, a educadora Ivani Terezinha Zolamena, 61, moradora de Santa Rosa, no interior do Rio Grande do Sul, afirmou que ela e os familiares estão em forma para aproveitar a festa: “Acordamos cedo, tomamos café com frutas, bastante proteína e água; e ingerimos pouca bebida alcoólica”, enumerou a turista, que vem pela segunda vez a São Paulo para o Carnaval e também elogiou a organização e a oferta da assistência à saúde. “Saúde e Carnaval têm tudo a ver”. 

Profissionais nos circuitos
Ao longo de todo o Carnaval, as remoções, quando necessárias, ocorrem de forma integrada com os equipamentos de retaguarda, com o suporte da equipe da Sala de Situação montada este ano no edifício-sede da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Ao longo dos oito dias do Carnaval oficial de São Paulo, os mais de 80 profissionais alocados na Sala de Situação acompanham, em tempo real, o atendimento nos postos, além de eventuais remoções e do deslocamento das ambulâncias. A equipe médica presente no local também é responsável pela regulação da ocupação dos serviços pré-hospitalares e hospitalares.  

Luiz Artur Caldeira, chefe de gabinete da SMS, diz que a pasta se preparou para o Carnaval montando uma "operação dedicada aos dias de pré-Carnaval, Carnaval e pós-Carnaval, com mais de 80 postos médicos distribuídos pela cidade. “Estes postos funcionam como mini-UPAs, e em todos temos profissionais capacitados para atender demandas de baixa, média e alta complexidade, e estruturas capazes de atender desde pequenos ferimentos, reposição de soro para quem passar mal e até mesmo atender pacientes em parada cardiorrespiratória", enfatiza.

Ao todo, 1.920 bombeiros civis e 960 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, atuam diretamente nos circuitos para garantir que a festa ocorra com assistência imediata. As 34 UPAs, AMAs e hospitais municipais da rede seguem operando normalmente como suporte ao esquema especial de Carnaval.

 

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