Secretaria Municipal da Saúde
Evento reúne profissionais para discutir boas práticas na Atenção Primária em Saúde

O evento “Qualidade na Atenção Básica: um olhar sobre as boas práticas e indicadores do Ministério da Saúde” reuniu cerca de 2.000 profissionais da rede municipal de saúde nos dias 19 e 20 de março, com o objetivo de abordar a importância das diretrizes que organizam a Atenção Primária no SUS, garantindo acesso e qualificando o atendimento.
Promovido pela Coordenadoria de Atenção Básica (CAB) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o evento foi dividido em três encontros, de forma a abranger profissionais das 481 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, além das 26 Supervisões Técnicas de Saúde (STSs) e 5 Coordenadorias Regionais da Saúde (CRSs). Estiveram presentes gestores das áreas técnicas de Atenção Básica, além de gerentes e responsáveis técnicos (RTs) de UBSs.
A Portaria nº 3.493, que aborda os indicadores do Ministério da Saúde, é fundamental para organizar a Atenção Primária dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). As diretrizes para as UBS definem essas unidades como "porta de entrada" preferencial do SUS, focadas em acolhimento, territorialização, atendimento multidisciplinar e resolutividade dos problemas de saúde. A partir da UBS, o paciente pode ser encaminhado para hospitais, especialidades, apoio psicossocial e urgência/emergência.
“O acolhimento ao paciente é o coração da UBS, para prestar um atendimento integral, de qualidade e com equidade”, enfatizou Sandra Sabino, secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde (Seabevs), acrescentando que a definição de diretrizes para a Atenção Primária se deu também em um movimento de “reabertura” das UBSs à rotina da agenda programada e do acompanhamento dos pacientes em todos os ciclos de vida, após a urgência representada pela pandemia do Covid-19.
“O acesso na Atenção Básica precisa equilibrar a necessidade de quem chega hoje com a continuidade de quem já é cuidado”, reforça a coordenadora de Atenção Básica da SMS, Lígia Maria Brunetto Borgianni, lembrando que na cidade de São Paulo a resolutividade na Atenção Primária chega a 84%.
Equilíbrio entre demanda programada e espontânea
Para garantir acesso e equidade, o município de são Paulo, seguindo o que é preconizado pelo Ministério da Saúde, adota a faixa de 60% das vagas nas UBSs para demanda programada, que representam consultas agendadas (primeira vez ou retorno), acompanhamento de doenças crônicas e ciclos de vidas, garantindo a longitudinalidade e a continuidade do cuidado, enquanto 40% são destinadas a vagas por demanda espontânea, que representam atendimento de necessidades agudas e sofrimentos imediatos, para que o foco seja a resolutividade.
“A pessoa, mesmo que não tenha agendado a consulta, será recebida, escutada e acolhida por um profissional da UBS. A partir da classificação do risco biológico e da identificação da vulnerabilidade, essa pessoa poderá ser atendida no mesmo dia ou encaminhada para o agendamento programado”, diz Lígia Brunetto.
Apoio da tecnologia
Dentro da perspectiva de acolhimento de todos os perfis de cidadãos que buscam as UBSs ou outros serviços de saúde, a tecnologia cada vez mais desempenha um papel importante. Em São Paulo, ela se apresenta aos usuários do SUS por meio do aplicativo e-saúdeSP, que o coordenador-geral da Unidade de Coordenação de Projetos (UCP) da SMS, Marcelo Takano, classifica de “ecossistema”, concentrando múltiplas funcionalidades para os profissionais de saúde e pacientes. Para estes, a novidade é a incorporação do Agenda Fácil entre suas funcionalidades.
Por meio do Agenda Fácil, o usuário pode buscar vagas disponíveis em sua UBS, fazer o agendamento, visualizar a data de entrada na espera e até mesmo reagendar, além de acompanhar a confirmação de consultas marcadas automaticamente pelo sistema. Com essas funcionalidades, o Agenda Fácil facilita o acesso aos serviços e permite maior transparência e equidade nos processos.
Apresentações
O evento “Qualidade na Atenção Básica: um olhar sobre as boas práticas e indicadores do Ministério da Saúde” contou com apresentações de profissionais de várias áreas que compõem a Atenção Básica da SMS, como Silvana Kamehana, coordenadora da Atenção Primária, Marta Cipriano, coordenadora da Assessoria Técnica de Saúde Bucal, e Lígia Santos Mascarenhas, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher.
Para promover a interação, ao longo dos encontros o público analisou situações do cotidiano dos equipamentos e respondeu de acordo com as boas práticas no atendimento nas UBSs. As respostas foram comentadas por profissionais das áreas técnicas da Atenção Básica da SMS.
HAND TALK
Clique neste componente para ter acesso as configurações do plugin Hand Talk
