Secretaria Municipal da Saúde
Fisioterapeutas promovem qualidade de vida e reinserção social de pacientes

Fisioterapeuta acompanha paciente no CER III Pirituba, na zona norte (Acervo/SMS)
Oferecer meios para que o paciente recupere as funções motoras em casos de doenças adquiridas, traumas ou alterações genéticas, entre outros motivos, faz parte do trabalho cotidiano do fisioterapeuta. No dia 8 de setembro, data alusiva à atuação desses profissionais, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) destaca a importância deles nos equipamentos de saúde da cidade de São Paulo, inclusive em ações de prevenção e promoção da saúde.
Seja na prevenção ou no tratamento de distúrbios do movimento e das funções do corpo humano, o fisioterapeuta utiliza técnicas como exercícios, massagens, eletroterapia, entre outras, para restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente, visando à reabilitação, manutenção e melhoria da sua qualidade de vida.
Além dos cuidados com fraturas e outras lesões ortopédicas, a fisioterapia também é recomendada no tratamento e prevenção de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, na melhora da postura, terapias respiratórias e intensivas, reabilitação motora e neurológica, entre outras condições.
As especialidades da fisioterapia, reconhecidas pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), são: acupuntura, cardiorrespiratória, neurofuncional, quiropraxia e osteopatia, traumato-ortopédica funcional, esportiva, fisioterapia do trabalho, dermatofuncional, saúde coletiva, terapia intensiva, oncofuncional, uroginecofuncional e saúde da mulher.
Fisioterapeutas nos equipamentos
Atualmente, trabalham na rede municipal 1.737 fisioterapeutas, número 35% maior do que o registrado em 2021, quando o município contava com 1.284 profissionais. Em 2024, estes profissionais foram responsáveis por mais de 407 mil consultas, de acordo com Sistema de Informação Ambulatorial (SIA/Ministério da Saúde (MS).
Na Atenção Primária à Saúde, eles integram as equipes multiprofissionais (eMulti) das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com ações que abrangem desde a promoção da saúde e prevenção de agravos até o tratamento e a reabilitação, em todos os ciclos de vida.
Esses profissionais também estão presentes nos Centros Especializados em Reabilitação (CERs), que compõem a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, realizando reabilitação ortopédica e neurofuncional por meio de terapias individuais ou em grupo, oficinas terapêuticas, entre outros serviços. Também integram as equipes hospitalares e as equipes multiprofissionais de atenção domiciliar (Emad), do Programa Melhor em Casa.
Missão: reabilitar
Os fisioterapeutas são essenciais no processo de reabilitação. Este processo é mais amplo, visando à recuperação da função e da qualidade de vida do paciente após doenças ou lesões, enquanto a fisioterapia é uma das ferramentas utilizadas nessa jornada, com foco na restauração da função motora e alívio da dor, por meio de exercícios e técnicas específicas.
É nessa direção que a fisioterapeuta Renata Ianisky Lopes direciona sua carreira há 25 anos, sendo 15 deles na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), onde já atuava em serviços vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Há oito anos, Renata ingressou na rede municipal de saúde, no Centro Especializado em Reabilitação (CER) II Tucuruvi. Nesse período, participou de diversas decisões de tratamento dos pacientes, como integrante da equipe multiprofissional que define o Projeto Terapêutico Singular (PTS).
Renata também participa dos polos de protetização. “Aqui no CER contamos com seis fisioterapeutas de solo, além de três profissionais voltados para a área aquática”, relata, lembrando que, além da fisioterapia aquática, a unidade dispõe de recursos como o Nirvana, dispositivo de realidade virtual utilizado na reabilitação motora e cognitiva.
“O que mais me encanta nesta área é a possibilidade de reabilitar o paciente de forma individualizada, por meio do trabalho conjunto com a equipe multiprofissional, devolvendo a ele a possibilidade de uma vida independente”, afirma Renata. Para ela, é o trabalho de reabilitação, primordialmente, que leva indivíduos afetados por condições diversas a redescobrir novas formas de viver — e de viver com qualidade e autonomia.
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