Secretaria Municipal da Saúde

Domingo, 21 de Junho de 2026 | Horário: 11:00
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Grupo de ioga da UBS Gaivotas ajuda participantes a desacelerar e se reconectar consigo mesmos

Mais do que uma atividade física, a prática integrativa oferecida pela rede municipal torna-se um espaço de acolhimento, bem-estar e cuidado com a saúde física e emocional
Fotografia colorida feita ao ar livre em um amplo deck de madeira. Cerca de vinte pessoas participam de uma atividade de ioga, deitadas sobre colchonetes e realizando alongamentos em diferentes posições. Duas profissionais de jaleco branco acompanham o grupo. Ao fundo, vê-se uma comunidade urbana em uma área elevada, cercada por árvores e vegetação. O céu azul ocupa grande parte da imagem, com nuvens brancas volumosas e o sol brilhando intensamente, projetando longas sombras sobre o deck. A cena transmite sensação de tranquilidade, bem-estar e integração entre saúde, natureza e território.

Com vista para a represa Billings, em um deck na extensão do Parque Linear Cantinho do Céu, na zona sul da capital, um grupo de pacientes da UBS Gaivotas se reúne todas as terças-feiras pela manhã para praticar ioga. 

A atividade, conduzida pela nutricionista Mayara Pereira Cavalcante Hernandes Lima, com apoio do educador físico João Paulo Ribeiro Calixto, que compõem a equipe das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), oferecidas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), e busca aproximar a população de uma prática que vai muito além das posturas corporais. 

“A ioga é uma prática que melhora da flexibilidade, postura, fortalecimento dos músculos”, define o educador João Paulo. “Mas para além dos benefícios físicos, contribui com os fatores mentais e emocionais, como a redução do estresse, o aumento da concentração, além de trazer mais energia e disposição para o dia-a-dia”, elenca.  

“Muitas vezes as pessoas veem imagens de posições difíceis na televisão ou na internet e acham que não vão conseguir praticar. Mas a proposta da ioga é justamente promover uma reconexão com o corpo e a mente, sem exigir movimentos complexos”, explica Mayara.

Segundo a nutricionista, a atividade é especialmente procurada por mulheres idosas, muitas delas com doenças crônicas ou limitações de mobilidade. Por isso, os encontros valorizam o autoconhecimento e autocuidado.
As aulas começam com exercícios respiratórios e momentos de concentração. Aos poucos, os participantes são convidados a perceber os sons ao redor, os movimentos do corpo e o ritmo da própria respiração. Em seguida, realizam alongamentos e posturas adaptadas, encerrando a prática com exercícios de relaxamento e reflexão.

Os benefícios aparecem nas histórias de quem participa
A maioria das participantes não conhecia a prática, mas é resposta comum que a ioga traz além do bem-estar, o alívio às dores e a vontade de voltar ao grupo.

Aos 24 anos, Gabriella de Souza convive com fibromialgia e encontrou na ioga uma aliada para enfrentar os desafios da doença. Há cerca de três meses no grupo, ela relata melhora no bem-estar físico e emocional.

“O meu tratamento prevê atividade física, e a ioga, sendo uma prática de baixo impacto, tem me ajudado a manter o corpo ativo e a lidar com as dores. Além disso, proporciona um grande bem-estar mental”, afirma.
Já a dona de casa Janeide Maria da Silva Santos, de 57 anos, chegou à atividade por meio do grupo Caminhada do Bem, também da UBS. Em pouco tempo, diz que percebe mudanças significativas. “Com essa prática venho me conhecendo melhor, principalmente corpo e mente. É um momento em que consigo deixar de lado tudo o que me faz mal. A ioga me ajuda na respiração, na postura, alivia dores e me faz sentir mais leve”, conta.

Para Margarete Ferreira, de 60 anos, a ioga surgiu em um momento delicado. Após perder o marido no fim do ano passado, ela encontrou no grupo um espaço de acolhimento. “Foi um refúgio para mim. Eu conhecia a ioga, mas nunca tinha participado. Fez muito bem para a mente e para o corpo”, relata.

Para ela, um dos momentos mais marcantes da prática está no encerramento, quando os participantes são convidados a abraçar a si mesmos. “Quando falam para abraçar a pessoa que mais amamos, que somos nós mesmos, aquilo tem um significado muito forte; às vezes esquecemos de olhar para nós com carinho”, diz Margarete.

Ao final de cada encontro, as mãos se unem em frente ao peito em sinal de gratidão. Entre respirações profundas, alongamentos e momentos de silêncio, o grupo segue encontrando, às margens da represa, um espaço para desacelerar, fortalecer vínculos e cuidar da própria saúde de forma integral.

Saiba mais sobre a ioga
Originária da Índia, a ioga é uma prática milenar que combina exercícios respiratórios, posturas corporais, técnicas de concentração e relaxamento preparatórias para a meditação. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma importante ferramenta de promoção da saúde, ela contribui para a redução do estresse e da ansiedade, melhora da qualidade do sono, da flexibilidade, do equilíbrio, da postura e da consciência corporal. Também auxilia no manejo de dores crônicas e favorece o bem-estar físico, mental e emocional.

Presente na relação práticas oferecidas pelos equipamentos municipais de saúde desde 2020, a ioga foi, em 2025, a sexta Pics coletiva mais praticada nas UBSs, com 8.767 sessões registradas em mais de 50 serviços da capital.
 

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