Secretaria Municipal da Saúde

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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015 | Horário: 17:02
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Secretaria realiza capacitação sobre indicadores de risco para o desenvolvimento infantil

Curso reúne funcionários de Centros de Atenção Psicossocial Infantis

A psicóloga Ana Carolina Dias (à esquerda) avalia que o curso foi ‘importante para aprimorar conhecimentos’

 

 

A Coordenação da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou, no último dia 11, o curso “Capacitação no protocolo de Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil – IRDI”. Compareceram à atividade 51 funcionários dos 25 Centros de Atenção Psicossocial Infantis (CAPSi). A iniciativa foi fruto de uma parceria entre a Área de Saúde Mental da SMS e um grupo de pesquisadores do Instituto de Psicologia da USP, sob coordenação do professor doutor Rogerio Lerner. “A aula sobre a pesquisa IRDI foi importante para aprimorar os conhecimentos neste método de avaliação, oferecendo subsídios para qualificar a avaliação diagnóstica já realizada”, afirmou Ana Carolina Dias, psicóloga do CAPSi Parelheiros.

Desde 2013 está sendo executado em 12 CAPSi e 4 Unidades Básicas de Saúde (UBS) o projeto de pesquisa “Avaliação de interação entre pais e irmãos bebês de crianças com Transtorno de Espectro do Autismo (TEA)”, elaborado pela pesquisadora de pós doutorado Dra. Julia Durant. Atualmente o projeto se encontra em fase avançada de coleta de dados.

O fato de o Município de São Paulo ter participado no estudo, fez com que tanto a SMS quanto os pesquisadores do Instituto de Psicologia da USP entendessem ser importante a possibilidade de uma capacitação com base na utilização do IRDI.

O instrumento traz 31 indicadores clínicos para o desenvolvimento infantil. Pode ainda ser utilizado não apenas para diagnosticar o Transtorno de Espectro do Autismo (TEA), mas também para outros impasses que possam ocorrer durante a primeira infância.

A comunidade científica é unânime em afirmar que, quanto mais precocemente houver a identificação de sinais de alerta ou risco pata a ocorrência do TEA melhores serão as possibilidades para chegar a resultados favoráveis de uma terapia para o Transtorno.

Dever de Estado

O TEA é tratado com grande relevância pelas políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. Prova disso, o Ministério da Saúde afirma que o documento “Linha de cuidado para a atenção às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo e suas famílias na rede de Atenção Psicossocial do SUS” – do qual a SMS é signatária – trata-se de um dever de Estado.

O curso de capacitação, portanto, foi considerado pela Secretaria uma possibilidade importante de acessar uma tecnologia de rastreamento como o IRDI, que permite diagnosticar o TEA sem fechar o diagnóstico. As equipes dos CAPSi poderão utilizar o instrumento para averiguar uma suspeita de TEA e, quando da confirmação do Transtorno, dar continuidade a uma averiguação diagnóstica e realizar intervenções mais precisas. As equipes poderão ainda utilizar o IRDI como referências em ações matriciais das equipes de Atenção Básica e de Educação Infantil, entre outras.

“Como fonoaudióloga, entendo que a capacitação para a aplicação do IRDI foi de grande valor. É um instrumento que possibilita ao profissional de saúde trabalhar de maneira mais assertiva, considerando aspectos de extrema relevância no processo de constituição psíquica e estabelecimento de vínculo entre mãe e bebê”, disse Bianca Isis Segantim Daychoum, do CAPSi Guaianases.

Ainda avaliando a importância do curso, Maria Alcina Guedes Monteiro, pedriatra do CAPSi Itaquera, entende ser “sempre importante receber reforço para a necessidade de estar atento ao desenvolvimento neuropsicomotor [da criança] e sinalizar o que foge da normalidade”.

Ainda neste semestre, a SMS deverá realizar um curso dentro do Projeto de Educação Permanente da Rede Sampa, de Detecção Precoce de Transtornos Graves na Infância. A atividade pretende envolver 600 trabalhadores da saúde. Trata-se de mais uma estratégia para alcançar o compromisso da Secretaria com a infância e os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

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