Secretaria Municipal da Saúde

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015 | Horário: 14:43
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Programa de Automonitoramento Glicêmico promove autonomia de diabéticos

UBS Jardim Olinda participa do programa desde 2013 e obtém bons resultados

População recebe orientações dos profissionais sobre os cuidados com a doença

 

Texto e foto por William Amorim

A diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica, causada pela elevação dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia) e que se tornou um dos principais problemas de saúde pública no país. Segundo dados do Ministério da Saúde cerca de 9 milhões de brasileiros são afetados pela doença. Como forma de incentivar o autocuidado dos pacientes, em agosto de 2005 a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) criou o Programa de Automonitoramento Glicêmico (PAMG), que objetiva cadastrar, orientar e oferecer insumos a portadores da doença insulinodependentes.

A partir de 2013 a Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Olinda (Campo Limpo) criou um grupo educativo e de apoio aos pacientes cadastrados no programa pela unidade. Esses pacientes recebem os insumos e são acompanhados pelos profissionais. Mensalmente, participam de palestras de orientações sobre cuidados pessoais, descarte correto de materiais e a importância de seguir fielmente o tratamento.

“Trabalhamos com a conscientização e os resultados são positivos. Agora temos mais adesões ao tratamento. Para mim é uma satisfação, pois sei que o paciente está aderindo ao tratamento de forma correta”, afirma a enfermeira da unidade Munique Bertoni.

Trabalho que dá resultado

No começo deste ano, a UBS decidiu realizar o teste de monofilamento em 80% dos pacientes cadastrados no PAMG. Adriana Aparecida Alves do Nascimento, gerente da unidade, explica que o objetivo era avaliar a sensibilidade protetora dos pés destes pacientes a fim de realizar o diagnóstico precoce de doenças e evitar complicações decorrentes de neuropatias diabéticas, úlceras e amputações. Dos 220 pacientes ativos 186 (84%) realizaram o teste. Dos 186 pacientes 133 não apresentaram problemas. Para estes pacientes, o ganho foi uma maior conscientização no que se refere aos cuidados com os pés.

Já nos demais 53 pacientes foi possível identificar perda de sensibilidade protetora e, em alguns casos, deformações. O que gerou a oportunidade para intervenção precoce nos tratamentos com possível redução na incidência de amputações.

Outro projeto com sucesso realizado foi a implantação de quatro estratégias (palestras educativas, auditoria, gestão de estoque e gestão de atendimento) para desenvolvimento sustentável do programa na unidade a partir da identificação de alguns problemas como, por exemplo, a inclusão de pacientes sem o perfil para tratamento no programa e falta de treinamentos e orientações para uso racional dos insumos, pelo paciente.

O resultado foi que de 2011 a 2014 a demanda de pacientes atendidos por ano teve aumento de 90,73%, saltando de 1.338 em 2011 para 2.552 pacientes em 2014. Outro resultado positivo é que, apesar do aumento no número de pacientes atendidos, o gasto anual com insumos por paciente, no período de 2011 a 2014, teve redução superior a 20%. Em 2011, o gasto médio anual por paciente era de R$ 24,16 e em 2014 passou para R$ 19,13.

Autonomia no próprio cuidado

Podem participar do grupo apenas pessoas diagnosticadas com a doença e que são insulinodependentes. Esses usuários recebem um aparelho monitor para dosagem de glicemia capilar, insumos necessários e caixas descarpack para coletar o material usado que, depois, é levado para a unidade para ser descartado da maneira correta, sem risco.

“O grupo é importante porque dispensamos os insumos e recebemos um feedback de como está sendo o tratamento. O envolvimento de toda a equipe é muito importante para que tudo dê certo. A comunidade fica mais próxima da gente e com isso conseguimos resultados mais efetivos”, conta a enfermeira Cristiane Silva de Oliveira.

O automonitoramento glicêmico é uma forma de o paciente ter uma autonomia do seu próprio cuidado. Porém, a equipe está sempre acompanhando de perto os casos. Além das visitas dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), mensalmente o usuário cadastrado no programa recebe a visita de uma auxiliar de enfermagem ou de um enfermeiro.

“Estou no programa desde o começo, foi o médico que me indicou. Aqui sou bem orientada e depois que comecei a participar do grupo sigo meu tratamento direitinho e não tive nenhuma complicação com o meu diabetes”, afirma a dona de casa Núbia Ferreira dos Santos.

Clique e obtenha mais informações sobre o programa

Serviço:
UBS Jardim Olinda
Endereço: Rua Canori,190 – Jardim Olinda (Campo Limpo)

 

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