Secretaria Municipal da Saúde

Exibindo 1 para 1 de 3
Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015 | Horário: 15:18
Compartilhe:

Fórum de Saúde Mental da região Sul discute Atenção Básica

Objetivo do evento foi ampliar trabalho em rede com Atenção Básica

No fórum houve a participação de profissionais que atuam na Atenção Básica e na rede psicossocial

 

Texto e foto por William Amorim


A Coordenadoria Regional de Saúde Sul (CRS Sul) realizou no dia 13 de novembro, na Universidade Santo Amaro (UNISA), seu Fórum de Saúde Mental. Tema: “A Saúde Mental e a Atenção Básica”.

Todos os profissionais que atuam na Atenção Básica e na rede psicossocial foram convidados. “Realizar o fórum é importante para constituir, melhorar e ampliar o trabalho em rede integrando os diferentes serviços, fazendo com que eles se comuniquem e se ajudem”, disse Eliana Gouveia, integrante da equipe de Saúde Mental da CRS Sul.


A primeira palestra do dia foi ministrada por Sara Maria Teixeira Sgobin, médica psiquiatra que relatou sua experiência atuando na assessoria técnica de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas.
Após a apresentação foi feita uma pausa para um coffee break preparado pelo projeto “Delícias da Vida”, que reúne pacientes de vários equipamentos de saúde mental para o preparo de lanches e doces desenvolvidos nas oficinas terapêuticas oferecidas nestas unidades.


A segunda palestra foi ministrada por Ricardo Monezi, mestre e doutor em ciências pela UNIFESP. Ele abordou a questão do “Acolhimento e escuta qualificada da demanda: o processo de humanização na saúde”.


Para André de Souza Alves, psicólogo da UBS Jardim Castro Alves, em Capela do Socorro, “os fóruns sempre são importantes para todos os profissionais”. “É uma oportunidade de repensar nas nossas formas de atendimento. Muitas vezes estamos em apenas um território e aqui podemos trocar experiências com outros colegas de outras regiões”, disse Alves.


Repassando experiência


A missionária Edméia Lobo é usuária do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) 3 Parelheiros. Ela começou a frequentar a unidade durante uma depressão profunda que a levou a tentar o suicídio por várias vezes. O motivo da doença começou na infância, por causa de problemas familiares. Depois, ela passou por um casamento conturbado com várias separações. “Eu achei que minha vida não tinha mais solução e nem saída”, afirmou a missionária.


Edméia foi internada e depois encaminhada à unidade especializada. “O CAPS me ajudou com diálogo, coisa que eu não tinha. A atenção que eu recebi dos profissionais me ajudou muito, pois eu comecei a colocar para fora tudo que me agoniava. Lá eu aprendi a me amar”, disse. A missionária, que já chegou a tomar 23 comprimidos por dia, hoje toma apenas um medicamento e já recebeu alta, mas continua frequentando a unidade para participar das rodas de conversa, pois quer ajudar as pessoas que chegam ao CAPS na mesma situação dela. Edméia foi ao fórum a convite da psicóloga e da assistente social da unidade. “Estou achando esse encontro maravilhoso, pois estou aprendendo muita coisa”, completou.

 

collections
Galeria de imagens