Secretaria Municipal da Saúde

Exibindo 1 para 1 de 3
Sexta-feira, 6 de Maio de 2016 | Horário: 15:17
Compartilhe:

Secretário participa de celebração de 20 anos de Atenção Primária da Casa de Saúde Santa Marcelina

Padilha frisou importância do setor e avanços obtidos pela Prefeitura

 

Por José Antonio Leite
Foto: Edson Hatakeyama


O secretário municipal da Saúde Alexandre Padilha participou, nesta sexta-feira (6), da cerimônia de celebração dos 20 anos de atuação da Casa de Saúde Santa Marcelina na Atenção Primária à Saúde (APS). O evento, realizado no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em Itaquera (zona Leste), também contou com a presença de Daniel Soranz, secretário municipal da Saúde do Rio de Janeiro.

O trabalho voltado à Atenção Primária à Saúde da Casa de Saúde Santa Marcelina começou em 1996, com a implantação das primeiras 27 equipes de Saúde da Família em 9 Unidades Básicas de Saúde da zona Leste de São Paulo. A instituição filantrópica mantém 87% de seu atendimento dedicado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao abordar os desafios da Prefeitura no que diz respeito à Atenção Básica, Padilha frisou os avanços e dificuldades enfrentados na administração de uma cidade como São Paulo onde, por muitos anos, seguidas gestões nunca assumiram a tarefa de fortalecer a Atenção Básica.

“Na gestão Haddad fortalecemos a Atenção Básica e a saúde da família”, disse. Um dos exemplos citados pelo secretário relaciona-se à integração entre Unidade Básica de Saúde (UBS) e Assistência Médica Ambulatorial (AMA).

‘Derrubando muros’

“Estamos derrubando os muros construídos entre a UBS, que faz o trabalho continuado, e a AMA, que faz o pronto-atendimento. São 87 unidades nesse sistema em toda cidade. Nelas, a pessoa, mesmo procurando um pronto atendimento, já começa um cuidado continuado, com acompanhamento mais permanente. Isso é um avanço muito importante para consolidar a Atenção Primária de saúde”, afirmou Padilha.

Outro desafio citado pelo secretário foi valorização dos profissionais de saúde, com destaque para o médico de família em comunidade. “Nunca houve concurso para médico de família. Hoje, eles têm uma carreira pública, com estabilidade, iniciando com ganhos de R$ 12 mil, se aposentando com mais de R$ 20 mil. São ações que fortalecem o esforço que instituições como o Santa Marcelina vêm fazendo, que precisavam e obtiveram apoio maior da Secretaria Municipal da Saúde”, disse o secretário.

Futuro de desafios

Questionado sobre os desafios a serem enfrentados pela Atenção Primária nos próximos 20 anos, Padilha apontou a necessidade de a população ter acompanhamento de saúde cuidadoso, que conheça sua realidade e o cotidiano. “Isso só a Atenção Primária à saúde consegue consolidar. Também precisamos formar mais profissionais com cara e gosto pela Atenção Primária. Nesse quesito, expandimos as residências médicas, agora com 200 vagas oferecidas a médicos de família na comunidade, da residência multiprofissional”, disse.

Padilha também citou a importância das faculdades com cursos de Medicina e de que os profissionais formados por elas estejam, desde o começo, na Atenção Primária em saúde. “Foi assim com a faculdade Santa Marcelina, com a nova faculdade do Einstein. É importante que formem profissionais preparados para lidar como sistema multiprofissional”, finalizou.

Rio: desafios

Em sua intervenção no evento, Soranz citou alguns desafios colocados pela atual conjuntura para a administração da saúde no Rio de Janeiro, entre eles a melhor distribuição dos recursos financeiros e sua aplicação na Atenção Primária: “Aplicamos 11% a 12% dos recursos na Atenção Primária, o que é um avanço. Por outro lado, vislumbramos um caminho longo pela frente na medida em que os países desenvolvidos gastam até 50% do orçamento nesse setor”, disse o secretário carioca.

Outros pontos abordados por Soranz relacionam-se às melhorias no atendimento médico domiciliar, à formulação de regras claras e uniformes para o sistema de saúde no que diz respeito aos serviços oferecidos pelas unidade de Atenção Primária, à ampliação do número de consultas agendadas e à formação dos profissionais da saúde. “Não se pode mudar o modelo de Atenção Primária caso não haja investimento nos profissionais”, disse o secretário.

collections
Galeria de imagens