Secretaria Municipal da Saúde
Fortalecimento da Atenção Básica é discutido na Faculdade de Medicina da USP

Por Keyla Santos
Fotos: Edson Hatakeyama
O secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha, participou na noite dessa quarta-feira (15), de uma atividade promovida pela Associação Paulista de Saúde Pública (APSP), no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (FMUSP), intitulada “Formação na/para atenção primária e saúde coletiva”. O secretário falou sobre suas experiências e sobre os estudos realizados nos campos de formação para a atenção primária e a saúde coletiva, assim como as experiências da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para o fortalecimento da Atenção Básica na cidade de São Paulo, com destaque para o aumento de 1,3 milhão de consultas em 2015. Integraram a mesa de debate o chefe do Departamento de Medicina Preventiva da USP, Paulo Menezes; a presidente da APSP, Marília Louvison; e, como mediadora, Mariana Arantes Nasser, da FMUSP.
“Tem uma mudança silenciosa acontecendo de fortalecimento da Atenção Básica na cidade de São Paulo. Há uma série histórica da Coordenação de Epidemiologia e Informação (CEInfo) que mostra uma redução daquelas consultas pontuais de pronto-atendimento e uma forte ampliação das consultas de cuidado continuado. De 2012 para 2015 aumentou em 1,3 milhão o número de consultas na Atenção Básica e o que era 24% de encaminhamento para especialistas em 2012, caiu para 12,5% em 2015. Esse é o resultado da mudança silenciosa”, disse Padilha.
O trabalho desenvolvido pela prefeitura de São Paulo na área da Saúde tem apresentado resultados significativos com mais médicos e melhor atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS). Entre os resultados é possível apontar o menor tempo de espera para consultas nas UBS que em 2012, em média, era de 33 dias e, em 2016, a média é de 17 dias, o que representa redução de 48%.
O secretário também destacou o novo plano de carreira dos profissionais da Saúde do município, que beneficia mais de 30 mil servidores e eleva em até 86% o salário dos profissionais. Além disso, na nova lei, foram também incluídas mais opções de jornada de trabalho e criada a carreira de obstetriz, uma antiga demanda da categoria.
As residências médica e multiprofissional também foram citadas no evento. A Secretaria Municipal da Saúde deu início à residência médica e multiprofissional 2016 com 420 profissionais que passarão de dois a três anos por formação nos hospitais, UBS e unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) da rede municipal. Os ingressantes participaram de processo seletivo para atuação em áreas prioritárias para o município, como neonatologia, urgência e emergência, intensivismo e buco maxilo facial.

“O conjunto da rede de saúde deve ser um esforço desde o começo da atenção primária e de forma continuada. Quando a exposição à atenção primária acontece num momento isolado no processo de formação e não ao longo de toda a formação, de forma contínua, influencia fortemente na formação desse profissional. Por isso, para além do conteúdo, o campo de prática é decisivo para o processo de formação”, afirmou Padilha.
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