Secretaria Municipal da Saúde

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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016 | Horário: 12:52
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Rede Hora Certa completa três anos, atende 250 mil pessoas por mês, e reduz filas para cirurgias e exames

Rede conta com 33 Hospitais Dia distribuídos em 27 subprefeituras e, até dezembro, contabilizará 36 unidades. Fila de cirurgias pediátricas foi zerada

Mutirão de avaliação e cirurgia de catarata em Santo Amaro, zona sul da capital

 

Por Keyla Santos com colaboração de Cecília Figueiredo e Thiago Pássaro
Fotos: Edson Hatakeyama


O novo modelo de atenção especializada, também conhecido como Rede Hora Certa, completa três anos de atividade no município de São Paulo. A Rede conta com 33 Hospitais Dia distribuídos em 27 subprefeituras e, até dezembro deste ano, contabilizará 36 unidades entregues à população - quatro a mais do que o previsto no Programa de Metas da Prefeitura. Os cerca de 250 mil atendimentos realizados mensalmente desde a implantação do programa, no final de 2013, contribuíram para a redução do tempo de espera para procedimentos e, consequentemente, reduziu a fila de espera. No caso das cirurgias pediátricas urológicas, chegou a zerar a fila.

Nos Hospitais Dia da Rede Hora Certa são realizados procedimentos clínicos, diagnósticos, terapêuticos e cirúrgicos eletivos que necessitem permanência do paciente na unidade por Até 12 horas. Todo encaminhamento é feito via agendamento informatizado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

As unidades do novo modelo ajudaram a zerar a fila das cirurgias pediátricas urológicas, e o tempo médio de espera caiu de 163 dias, em dezembro de 2012, para 48 dias em julho de 2016 – uma elevação de 145% na oferta de cirurgias.



No caso das cirurgias de catarata, o aumento da oferta é de 133%, e o tempo médio de espera caiu em 60%, saindo de 115 dias de espera, em dezembro de 2012, para 46 dias em julho de 2016.

A saúde feminina também foi beneficiada. A espera pelo exame de mamografia caiu 37%, saindo de 59 dias, em dezembro de 2012, para 37 dias em julho de 2016. O aumento da oferta desse tipo de exame está na casa dos 13%.

Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SIASUS), referente à produção média mensal de procedimentos com finalidade diagnóstica nas unidades da Rede Hora Certa, em 2013 foram realizados 36.011 exames. Apenas no primeiro semestre de 2016 foram realizados 88.226, um incremento de aproximadamente 245%.

Já a produção média mensal de cirurgias eletivas de baixa complexidade em regime Hospital Dia, segundo dados do SIA e DATASUS, pulou de 2.292 por mês em 2013 para 3.479 em 2016 – elevação de aproximadamente 85%.

Carreta do Hora Certa Móvel que ajuda a reduzir a fila de exames e de cirurgias eletivas, como a de catarata

 

“Adorei. Fiz todos os exames e todos me trataram muito bem”


Os números comprovam os benefícios da Rede Hora Certa. E os pacientes reforçam o sucesso do modelo. É o caso da aposentada Maria Conceição, encaminhada pela UBS XV de Novembro, em Itaquera (zona Leste). Ela esperava por um oftalmologista há dois anos e teve seu problema resolvido pelo Hospital Dia São Miguel. “Adorei. Fiz todos os exames e todos me trataram muito bem. Fui diagnosticada com glaucoma e já estou agendada aqui mesmo no Hora Certa”, disse Maria Conceição.


No Hospital Dia da Lapa as opiniões são parecidas. A vendedora Sônia Regina de Paula aprovou o serviço, definido por ela como “maravilhoso”. “É Deus em primeiro lugar e depois esse lugar [Hospital Dia Lapa]. Eu adorei!”, afirmou.


Já a doméstica Mônica Ferreira da Silva, moradora de São Miguel, passou 22 dos seus 41 anos sofrendo com varizes, escondendo as pernas. Em dezembro do ano passado foi encaminhada pela UBS à especialidade vascular do Hospital Dia São Miguel, onde passou por consultas, exame e cirurgia no espaço de dois meses.


“Eu sempre senti muita dor nas pernas, peso, vergonha de usar saia. Sofria muito no trabalho, tinha veias saltadas, escuras. No ano passado fui encaminhada ao Hospital Dia São Miguel. No mesmo dia da consulta com o vascular já fiz o Doppler [modalidade de ultrassonografia] e, no final de fevereiro, fiz a cirurgia da perna esquerda. A da direita foi agendada para cinco dias depois. Entrei às 11h30 e às 13h30 já estava indo pra casa. Hoje não sinto dores e estou com pernas de moça”, afirmou Mônica.

 

 

 

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