Secretaria Municipal da Saúde

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Segunda-feira, 23 de Março de 2020 | Horário: 13:22
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Uma vida cheia de possibilidades com síndrome de Down

A condição humana geneticamente determinada impõe desafios que com apoio é possível vencer

O Dia Internacional da Síndrome de Down é 21 de março e conscientiza sobre nascer com três em vez de duas cópias do cromossomo 21. Ao contrário do que muita gente acha, não se trata de uma doença, mas sim de uma condição humana geneticamente determinada e capaz de ser transformada em possibilidades para quem recebe afeto, cuidados, apoio e incentivos.

Pessoas com síndrome de Down têm características físicas como a face um pouco mais plana, olhos semelhantes aos de orientais e mãos pequenas. Os bebês geralmente costumam ser “molinhos”, com massa muscular mais leve, o que a medicina denomina como hipotonia.

De acordo com a área de Saúde da Pessoa com Deficiência e a de Doenças Raras, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS), o fator que determina a síndrome de Down é ainda desconhecido. Mas sabe-se que raramente pode haver hereditariedade.

Mulheres com idade materna elevada, podem ter mais chances de desenvolver uma gravidez com risco para essa condição ao feto, por esse motivo todo cuidado e prevenção é importante para identificar as possíveis chances numa eventual gravidez.

A família da pessoa com síndrome de Down deve ser orientada sobre a importância dos exames de saúde necessários em cada idade, desde o nascimento. Quando identificada a condição por meio dos sinais clínicos e confirmado o diagnóstico com uma análise genética, o bebê pode ser encaminhado pela UBS para o serviço de referência, conforme sua necessidade.

O avanço na expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down se reflete na inclusão. Hoje muitos deles exercem seu protagonismo na sociedade. É o caso da Fernanda de 43 anos

Fernanda Jimenez Rodrigues, 43, vai completar um ano na empresa, onde cuida dos pedidos de materiais e também da saúde do chefe. Nas horas vagas, ela também faz teatro e estava em cartaz com a peça Dom Quixote de la Mancha, com o grupo Adid (Associação para o Desenvolvimento Integral do Down), antes do cancelamento da apresentação pela situação do coronavírus na cidade. “Faço teatro desde 1996, tudo isso é bom e faz parte da nossa vida real, não é só uma imaginação”, diz.

#PraCegoVer: Menina com síndrome de down sentada e sorrindo para foto. Ela usa um óculos de grau vermelho e uma blusa estampada de cor branca e preta.

Fernanda Jimenez Rodrigues além de trabalhar integra uma equipe de teatro 

Foto: Silas Macedo

Gabriel Facchini, 22 anos, é formado em fotografia, trabalha na Prefeitura de São Paulo clicando eventos, acompanhando o prefeito e produzindo conteúdo. Ele conta que o trabalho o ajuda a aprender muitas coisas novas todos os dias. “Estou muito feliz, é legal conviver com o pessoal daqui, eles me acolheram muito bem e estou contente por ter criado um vinculo muito grande de amizades”, afirma.

#PraCegoVer: Jovem com síndrome de down fotografa estátua. Ele veste uma camisa xadrez nas cores azul e branca.

Gabriel Facchini fotografa monumento em frente à sede da Prefeitura da Cidade de São Paulo

Foto: Silas Macedo

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