Secretaria Municipal da Saúde

Quinta-feira, 4 de Março de 2021 | Horário: 16:45
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Letícia, 8 anos, desenha cartão para agradecer equipe que vacinou sua “yaya”

A estudante que perdeu dois dos avós no ano passado quis deixar registrado o agradecimento aos profissionais que atenderam a avó paterna

A noite de terça-feira (2) na casa da família Quintas Carassoulis era de expectativa para o tão esperado dia da vacinação da “yaya”, vovó em grego. Antes de começar a trabalhar em home office na Vila Mariana, o advogado Emmanuel Carassoulis levaria sua mãe Nilda Carassoulis, de 79 anos e que mora em Pinheiros, para receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Clube Hebraica.

A movimentação na casa e as notícias sobre a vacina fizeram Letícia Quintas Carassoulis, 8 anos, pedir para acompanhá-los. Mas como o pai sairia muito cedo e a menina tinha tarefa escolar, a mãe, Adriana Quintas, sugeriu que a filha fizesse uma cartinha para agradecer quem vacinasse a yaya, como é tratada a vovó Nilda, que inclusive ficou viúva durante a pandemia.

“Comemoramos aqui todos os velhinhos vacinados. Nós temos o privilégio de poder trabalhar de casa, de nos resguardar, mas o ano passado foi muito difícil para todos e também para nós. No mesmo ano, as crianças perderam dois avós”, conta Adriana Quintas, que além do sogro perdeu a sua mãe Cleide, em maio de 2020, por problemas no coração.

Foto do desenho de Letícia. Em cima está escrito Obrigada por vacinar minha avó e abaixo o desenho de uma profissional da saúde aplicando a vacina com corações coloridos espalhados na folha

Como não sabia se a vacina seria aplicada por um homem ou uma mulher, Letícia fez dois desenhos na folha (Foto: Secretaria Municipal da Saúde)

 

Preocupada por não saber se seria um enfermeiro ou enfermeira, Letícia teve a sensibilidade de desenhar os dois numa folha de papel e mandar um recado com balões de coração para ambos: “Obrigada por vacinar minha avó”.

Logo após ser recebida pela equipe, a imagem viralizou nos grupos de troca de mensagens das equipes de saúde da capital. A missão era encontrar a pequena Letícia.

“Eu achei que a pandemia foi um negócio muito difícil pra mim, pro meu irmão e pra minha família toda. Mas eu tenho expectativa sim que ela vai acabar, pelo menos um dia”, comenta a garotinha, com a voz preocupada.

Letícia também comentou sobre como têm sido as atividades escolares em tempos de distanciamento. “Foi muito difícil porque eu só fui presencial uma semana inteira e mais outros dois dias na escola. No ano passado, no online, estava muito difícil de acompanhar, agora pelo menos tenho lição de casa nos meus livros e cadernos”, justifica.

Mesmo assim, ela não desanima e dá outro exemplo de esperança. “Eu espero que volte a escola e que volte tudo ao normal como 2019 e os outros anos que existiram, tirando 2020 e esse começo de 2021. Eu acredito que nesse ano tudo vai melhorar”, disse a netinha de dona Nilda.

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