Secretaria Municipal da Saúde

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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026 | Horário: 14:00
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Prefeitura celebra 25 anos das Pics, que realizou cerca de 744 mil procedimentos em 2025

Município de São Paulo foi pioneiro na oferta de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde na rede pública e consolidou um modelo de cuidado que amplia o acesso, fortalece vínculos e transforma vidas
articipantes de uma atividade coletiva das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) realizam exercícios de alongamento ao ar livre, em uma quadra comunitária da capital. Em primeiro plano, uma mulher aparece de costas com os braços erguidos, acompanhando os movimentos conduzidos em grupo, em uma ação voltada à promoção da saúde, bem-estar e convivência.

Ações das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) promovem atividade física, convivência e cuidado integral nos territórios da capital (Acervo/Ascom)

Todas as quartas-feiras, Neusa Andrade dos Santos, de 70 anos, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Izolina Mazzei, na zona norte, para participar de uma roda de conversa, onde pacientes da unidade, pessoas da comunidade e profissionais podem compartilhar tristezas, questões, angústias e dores da alma. Usuária das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) desde 2016, ela encontrou especialmente na roda da Terapia Comunitária Integrativa (TCI) um espaço para reorganizar a própria vida.

“Eu sempre tive depressão, mas no grupo aprendi a me acalmar, a me entender e a aceitar que não dá para resolver tudo de uma vez”, conta Neusa. A experiência foi tão transformadora que ela levou também as irmãs para o cuidado. Hoje, todas frequentam grupos em diferentes equipamentos e reconhecem o impacto da escuta e do compartilhamento para vida delas. Neusa cita o próprio lema da TCI para sintetizar o que vive ali: “Quando a boca fala, o corpo sara; quando a boca cala, o corpo padece”.

Criada pelo psiquiatra cearense Adalberto de Paula Barreto, a TCI é uma das práticas integrativas ofertadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) na cidade de São Paulo, pioneira na implementação das Pics na rede pública. Neste ano, a capital celebra 25 anos da oferta dessas práticas, iniciada em 2001, enquanto a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) completa 20 anos de regulamentação no país.

“Celebrar os 25 anos das Pics na cidade de São Paulo é reafirmar o compromisso com um cuidado integral, que considera o indivíduo em sua totalidade e amplia as possibilidades terapêuticas na rede pública”, afirma o diretor de promoção à saúde e coordenador da saúde integrativa da SMS, Adalberto Kiochi Aguemi.

Os avanços na capital são expressivos. Nos últimos cinco anos, a produção saltou de 206 mil atendimentos, em 2021, para mais de 710 mil em 2025, um crescimento de 244%. Hoje, as Pics estão presentes em praticamente 100% das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de Centros de Convivência e Cooperativa (Ceccos), Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e nos Centros de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CRPics).

Entre as práticas mais difundidas estão a auriculoterapia, as práticas corporais chinesas e a acupuntura, com expansão contínua no número de profissionais capacitados para aplicá-las na rede.

Formação e pioneirismo
O investimento na formação profissional é considerado um dos pilares para a expansão qualificada da política pública das Pics. Para isso, a SMS oferece cursos de formação nas várias práticas, e também é pioneira na criação de uma residência multiprofissional em Pics. “Esse investimento na formação é estratégico porque permite que os profissionais saiam preparados para atuar dentro da lógica da saúde pública e multiplicar essas práticas nos territórios, com qualidade”, destaca Marcelo Spiandon, gerente do CRPics São Mateus.

Em abril deste ano, a cidade iniciou a formação de aproximadamente 250 profissionais da rede em auriculoterapia, tai chi pai lin e yoga. “Em unidades que ofertam essas práticas, observa-se maior adesão ao cuidado, redução de sintomas relacionados ao estresse e à dor crônica, além do fortalecimento do vínculo entre equipes e usuários”, destaca Adalberto Kiochi Aguemi

Histórias que inspiram
Para muitos usuários, as Pics representam um ponto de virada na própria vida. É o caso do aposentado Alberto Santos, de 84 anos, que acompanha as atividades do CRPics São Mateus desde o início e hoje também atua como monitor de meditação. “Isso mudou a minha vida. Hoje sou uma pessoa mais tranquila, mais paciente, com mais empatia pelo outro. Aprendi a pensar diferente e a lidar melhor com as situações do dia a dia”, conta.

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