Secretaria Municipal da Saúde

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2025 | Horário: 11:10
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Relato sobre a oficina Cantando Histórias

A imagem é um desenho de duas pessoas carregando um coração, cada uma de um lado.
 

 

Cecco Bacuri

Relato sobre a oficina Cantando Histórias

Voluntária Pollyana Rímoli Alves
 

Conheci a possibilidade de voluntariado no Cecco através de uma amiga que já era voluntária.

Sou professora aposentada, atuei a maior parte da vida em escolas municipais de São Paulo, onde, além das aulas atribuídas, sempre tive a possibilidade de desenvolver projetos culturais. Por mais de vinte anos desenvolvi projetos musicais e de teatro.

Quando me aposentei, senti necessidade de continuar com estes projetos, então quando minha amiga falou da possibilidade de desenvolvê-los no Cecco, apresentei minhas propostas.

Iniciei em 2023 com apenas coral, porém percebi que um projeto mais amplo seria frequentado por mais pessoas. Então em 2024 começamos com o Cantando histórias.

Nesta oficina criamos uma história em grupo, a partir da livre associação de ideias na qual cada participante diz uma frase à qual o seguinte acrescenta outra e assim sucessivamente. A história vai se desenvolvendo e se formando através de interações dos participantes. Todos são convidados a participar, seguindo a sequência da roda, mas se alguém não quer, passamos para o seguinte. Durante a criação da história os participantes vão sugerindo músicas que poderiam compor a trama.

Com a dinâmica que utilizamos, mesmo que alguém não possa comparecer em vários encontros, ou que alguém entre no meio do processo, não se sentirá excluído, pois relemos o que foi feito e todos os presentes participam dando sugestões, sugerindo mudanças ou da forma que quiser.

No final, temos uma história, que é revisada em conjunto (faço apenas sugestões) e cada participante escolhe um personagem que gostaria de ser, alguns preferem ser os narradores.

O que mais me motiva nestas oficinas é ver o envolvimento, entusiasmo e principalmente o desenvolvimento pessoal de cada participante. Alguns chegam sem vontade de falar, ou falando muito baixo, quase inaudível quando a história começa a surgir, cada um quer contribuir cada vez mais, dando suas opiniões. Quando percebem que não há nenhum tipo de julgamento, que tudo que disserem será aceito, todos passam a participar cada vez mais.

Existem casos, que nos proporcionam muita alegria como o de uma pessoa que na roda de apresentação falou tão baixo seu nome que não consegui escutar e no final do semestre quis fazer um dos personagens com mais falas. Também temos pessoas que só passam pela oficina, por problemas de horário ou outro qualquer, mas mesmo só em um dia consegue participar.

Acredito que este trabalho voluntário possibilita meu desenvolvimento e prazer em possibilitar algo que ajuda os participantes a se descobrirem em habilidades que muitas vezes não acreditavam possuir e perceberem o valor de cada ideia, mesmo que aparentemente absurdas.

Estamos finalizando o ano com um vídeo no qual cada participante lê o personagem que escolheu fazer. Mas sempre digo, por ser o que acredito, que o processo é a parte que importa, o resultado é mera consequência.

Relato da Gestora da Unidade – Maria Rita Rossi Salvia

A Oficina Cantando Histórias realizada pela Voluntária, Pollyana Rímoli Alves, a partir de 2024 traz muito dos princípios que norteiam o Centro de Convivência e Cooperativa, de promover encontros que possibilitem o encontro das diferenças de forma ampla e o mais inclusiva possível.  A convivência, a construção de vínculos estão presentes neste espaço, onde através do canto e das dinâmicas de criação de histórias oferece um espaço muito alegre, criativo, inclusivo aos participantes. A voluntária tem muita clareza sobre as diretrizes do Cecco e apresenta uma postura muito coerente com o papel de uma voluntária.

Na Imagem estão vários voluntários da Oficina


 

Coordenadoria Regional de Saúde Oeste – Supervisão Técnica de Saúde Lapa Pinheiros - Cecco Bacuri

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