Secretaria Municipal da Saúde

Exibindo 1 para 1 de 3
Quinta-feira, 30 de Abril de 2026 | Horário: 10:00
Compartilhe:

Saúde é hexa na pesquisa dos melhores serviços públicos da cidade de São Paulo

Rede municipal mais próxima, capilarizada e regionalizada impulsiona reconhecimento da população pelo sexto ano consecutivo em pesquisa do Datafolha
A imagem mostra um momento de cuidado e alegria em um ambiente de saúde. À esquerda, uma mulher usa um hijab escuro e segura um bebê recém-nascido envolto em um cobertor lilás com estampas delicadas. Ela sorri amplamente, olhando para a profissional ao seu lado.  À direita, uma profissional de saúde — vestindo jaleco branco com identificação da rede de saúde da cidade de São Paulo — também sorri, demonstrando empatia e acolhimento. Ela toca levemente o braço da mãe, em um gesto de proximidade e carinho.  O ambiente é claro, limpo e organizado, típico de uma unidade de saúde. A cena transmite sentimentos de acolhimento, confiança e cuidado, destacando o vínculo entre paciente, família e equipe de saúde, especialmente no contexto do nascimento e dos primeiros cuidados com o bebê.

Profissional de saúde e imigrante atendida pela UBS Pari, na região central de São Paulo (Acervo/SMS)

É ano de Copa, mas a pouco mais de um mês do início da competição, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e a Prefeitura de São Paulo já comemoram o hexacampeonato da saúde pública da capital: pelo 6º ano consecutivo, o serviço foi eleito o número um pela população na pesquisa “O melhor de São Paulo”, realizada anualmente pelo Instituto Datafolha. Nesta edição, a Saúde municipal foi citada por 17% dos entrevistados e, pela primeira vez em 12 anos, é o único vencedor da categoria melhor serviço público. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo jornal Folha de S.Paulo.  

E é na véspera do Dia do Trabalhador que mais de 123 mil profissionais da rede municipal de saúde podem celebrar esse reconhecimento. Um deles é o próprio secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, médico neonatologista que atua há quase 40 anos na rede. Segundo ele, o resultado reflete uma mudança de percepção construída ao longo dos últimos anos, ancorada principalmente na ampliação do acesso e na presença mais próxima dos serviços nos territórios. “Não é a primeira vez; são seis anos consecutivos. Essa conquista tem um peso simbólico importante, e é um orgulho muito grande, porque a saúde nunca foi reconhecida antes como um serviço público de excelência pela população.”

Segundo o veterano Zamarco, essa virada na avaliação popular está diretamente ligada à reorganização da rede e ao fortalecimento da atenção básica, especialmente por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF). Com presença territorial ampliada, as equipes passaram a atuar de forma mais próxima das necessidades reais da população.

“Hoje nós estamos com 1.737 equipes de Estratégia de Saúde da Família. Cada equipe atende, em média, de 3 mil a 4 mil pessoas, o que totaliza quase 6 milhões, ou seja, cerca de metade da população, em uma cidade com 12 milhões de habitantes, que cada vez mais se utiliza dos serviços do Sistema Único de Saúde”, diz o secretário, acrescentando que em 2025 os equipamentos municipais realizaram 33,2 milhões de consultas médicas, além de 61,1 milhões de exames regulados e procedimentos clínicos diagnósticos. Já o número de cirurgias chegou a 1,7 milhão entre 2023 e 2025.

O modelo baseado na atuação territorial e no vínculo com a comunidade é apontado como um dos principais fatores para a melhoria da percepção sobre o serviço público. “Você consegue discutir a saúde nas regiões”, explica. A presença de agentes comunitários, os ACSs, é um dos componentes principais para essa conexão. “Eles moram na região onde trabalham, conhecem qual é o problema de saúde dos moradores”, salienta.

A ampliação do acesso também foi determinante. Para isso, o município priorizou investimentos em áreas com maior vulnerabilidade e menor oferta de serviços, os chamados “vazios assistenciais”. Além disso, a pasta tem feito investimentos importantes na área hospitalar e na abertura de novos equipamentos, o que tem impactado significativamente em todo o território.

Atualmente, além do time técnico, que define as prioridades e políticas para a saúde da capital, São Paulo conta com 1.059 equipamentos de saúde, incluindo 481 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e outras 24 em construção. Na urgência e emergência, a expansão também foi significativa: de três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a cidade passou para 34, com previsão de chegar a 45 até o fim da atual gestão da Prefeitura.

A rede é composta ainda por 17 Hospitais Dia (HDs), 17 Ambulatórios de Especialidades (AEs), 220 equipamentos de saúde mental, sendo 104 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), 28 equipamentos voltados ao atendimento especializado das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)/Aids, 40 unidades de cuidado à saúde bucal, 35 de reabilitação, seis Centros de Referência de Dor, 51 Serviços de Atenção Domiciliar (SADs), 14 Unidades de Referência da Saúde do Idoso (Ursis), dois Centros de Exames da Mulher, seis Centros de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CRPics) e 39 unidades ligadas à vigilância em saúde, entre outros, que promovem a saúde integral da população. 

Para sustentar a expansão da rede, que absorve muitas pessoas que também migraram dos planos de saúde, seja pelo aumento dos preços ou perda de emprego, o investimento municipal em saúde teve crescimento expressivo. “Nós saímos de um custeio de 10 bilhões por ano, em 2016, e fechamos 2025 com 25 bilhões”, pontua Zamarco, reforçando que o poder executivo municipal foi fundamental para esse avanço nos recursos. “A gestão do prefeito Ricardo Nunes tem constante empenho na viabilização de investimentos para a saúde, o que garante mais qualidade de vida à população.”

Outro ponto importante para os avanços em modernização e melhoria da infraestrutura foi a parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que permitiu a implantação do Projeto de Reestruturação e Qualificação das Redes Assistenciais da Cidade de São Paulo – Avança Saúde SP, com a construção de 10 UBSs, oito UPAs e um hospital, além da reforma de outros 95 equipamentos.

Integrada e intensificada
Além da ampliação física da rede, a integração entre os níveis de atendimento, intensificada após a pandemia de Covid-19 – que, vale lembrar, foi período no qual a Saúde recebeu o primeiro e o segundo reconhecimentos - contribuiu para melhorar a resolutividade do sistema. “A pandemia foi uma grande lição para nós, profissionais da saúde, para trabalharmos juntos”, diz Zamarco. Segundo ele, a articulação entre atenção básica, especializada e urgência, e o trabalho da vigilância em saúde, permitiram resultados mais efetivos. “São Paulo salvou vidas e foi reconhecida como a capital da vacina”, salienta.

Outro avanço importante foi a organização das chamadas linhas de cuidado, tática que garante acompanhamento contínuo dos pacientes dentro do sistema. Esse percurso assistencial, que começa na atenção básica e segue conforme a necessidade do paciente, é um dos pilares da proposta de aproximar o serviço da população. “A gente faz o diagnóstico e mostra para ele aonde ele tem que ir e lá ele tem o tratamento que ele precisa”, explica o secretário.

A estratégia também se reflete em ações preventivas e intersetoriais, como a parceria com a educação. Nas escolas, equipes de saúde atuam em iniciativas como o Programa Saúde na Escola (PSE), voltado a prevenção e promoção, além de iniciativas em vacinação e saúde ocular, com identificação precoce de problemas e encaminhamento para tratamento. Um golaço.

Mas é claro que, como em todo campeonato, apesar dos progressos e das vitórias, desafios permanecem, especialmente na atenção especializada de alta complexidade. Ainda assim, a avaliação do técnico Zamarco é de que o caminho percorrido, com foco no território, no acesso e na integração do cuidado foi decisivo para aproximar a saúde da população e consolidar o reconhecimento do serviço. “Esse trabalho em conjunto tem nos permitido identificar o problema e atacá-lo de forma resolutiva”, conclui o secretário hexacampeão.

Pesquisa Datafolha
A pesquisa do “O melhor de São Paulo” é realizada desde 2015 pelo Datafolha. Na primeira edição, a rede de saúde do município teve apenas 2% das menções. Já nos últimos seis anos, o sistema público de saúde tem sido, consecutivamente, destacado e apontado como melhor serviço da capital.

A pesquisa deste ano foi realizada entre os dias 5 e 13 de fevereiro, e 1.008 pessoas com 16 anos ou mais, pertencentes às classes A e B da cidade de São Paulo foram entrevistadas. Segundo o Instituto, “A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.”

Acompanhe as principais divulgações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) nas nossas redes sociais:

Facebook - saudeprefsp
Instagram - @‌saudeprefsp 
Twitter - @‌saudeprefsp 
TikTok - saudeprefsp 
LinkedIn - saudeprefsp 

collections
Galeria de imagens