Secretaria Municipal da Saúde
Saúde de São Paulo debate os desafios da longevidade em fórum promovido pela Rádio Bandeirantes

O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, participou nesta quarta-feira (20) da mesa “Novas soluções para bem-estar, saúde e qualidade de vida para chegar mais longe” no Fórum Bandeirantes de Longevidade, promovido pela Rádio Bandeirantes. O objetivo do evento foi debater o rápido envelhecimento da população brasileira, além dos desafios para garantir qualidade de vida, autonomia e cuidado integral às pessoas idosas.
A população brasileira com 60 anos ou mais já soma cerca de 35,4 milhões de pessoas em 2025, o equivalente a 16,6% da população do país. O crescimento acelerado desse grupo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável, à prevenção e à reorganização dos sistemas de saúde.
Participaram do debate também especialistas como Walter Feldman, Presidente do Fórum Longevidade; Egidio Dórea, coordenador do programa USP 60+ e Luiz Galina, diretor do Sesc-SP, para discutir soluções inovadoras diante de um cenário em que o Brasil deve dobrar sua população idosa até 2050, tornando-se uma das seis maiores populações idosas do mundo.
Para Zamarco, “A cidade de São Paulo já vive uma mudança demográfica importante: a população idosa na capital já superou a de crianças menores de 15 anos. Esse cenário exige reorganização da rede, fortalecimento da atenção básica e políticas integradas de cuidado”, destaca.
Durante o painel, o secretário apresentou experiências desenvolvidas pela Prefeitura de São Paulo por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para adaptar a rede municipal ao envelhecimento populacional, com foco em prevenção, cuidado integral e promoção da autonomia da pessoa idosa. Entre as iniciativas que foram apresentadas estão: a Rede de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (Raspi), o Programa Acompanhante de Idosos (PAI), as Unidades de Referência à Saúde do Idoso (Ursis) e o Programa Nossos Idosos, presentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A estratégia da capital paulista aposta ainda em ações preventivas e no rastreamento precoce da fragilidade, utilizando ferramentas como a Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa (Ampi-AB), aplicada na Atenção Básica para identificar riscos e fragilidades e elaborar planos de cuidado personalizados para cada usuário. Apenas em 2025, a rede municipal realizou cerca de 2,6 milhões de avaliações multiprofissionais voltadas à população idosa.
Além do cuidado clínico, a cidade também investe em ações de convivência, promoção da saúde mental, práticas corporais, atividade física e combate ao isolamento social, reconhecendo que a longevidade envolve fatores sociais, culturais e urbanos. De acordo com o secretário, “Além da Raspi e de iniciativas como o Avança Saúde, com foco em doenças que mais acometem as pessoas idosas, as ações preventivas abrangem atividades coletivas como atividades físicas e práticas integrativas que estimulem um envelhecimento ativo, com autonomia e qualidade de vida, de acordo com as necessidades de cada usuário”.
Vitalidade + São Paulo
As ações da SMS integram o programa Vitalidade + São Paulo, que reúne 77 políticas públicas de 30 secretarias, voltadas à promoção da vida longa, ativa e produtiva para a população 60+.
Em 2025, a cidade de São Paulo foi oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como "Cidade Amiga da Pessoa Idosa". O selo funciona como um plano de ação contínuo, por meio do qual a prefeitura assume a responsabilidade de executar melhorias em eixos centrais como mobilidade, moradia, participação social e serviços de saúde, tornando a cidade mais segura e receptiva às necessidades de uma população que envelhece.
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