Secretaria Municipal da Saúde

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026 | Horário: 11:00
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Saúde de São Paulo debate os desafios da longevidade em fórum promovido pela Rádio Bandeirantes

Capital apresentou experiências pioneiras da rede municipal de saúde para promover envelhecimento saudável, autonomia e qualidade de vida da população idosa
A imagem mostra um painel de debates realizado em um estúdio ou auditório de comunicação, com quatro homens sentados em poltronas no palco, participando de uma conversa mediada. Um deles segura um microfone e parece estar falando, enquanto os demais acompanham a discussão.  Ao fundo, há um telão com os dizeres “Fórum RB Bandeirantes” e o tema “Longe Vida”, sugerindo um evento voltado a saúde, qualidade de vida, envelhecimento ou longevidade. Também aparecem logotipos ligados ao grupo de comunicação, como Band Jornalismo, Bandplay e Google.  O ambiente tem aparência de evento institucional ou fórum temático, com iluminação profissional, mesas laterais com copos de água e uma composição visual típica de transmissões, entrevistas ou debates públicos.

O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, participou nesta quarta-feira (20) da mesa “Novas soluções para bem-estar, saúde e qualidade de vida para chegar mais longe” no Fórum Bandeirantes de Longevidade, promovido pela Rádio Bandeirantes. O objetivo do evento foi debater o rápido envelhecimento da população brasileira, além dos desafios para garantir qualidade de vida, autonomia e cuidado integral às pessoas idosas. 

A população brasileira com 60 anos ou mais já soma cerca de 35,4 milhões de pessoas em 2025, o equivalente a 16,6% da população do país. O crescimento acelerado desse grupo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável, à prevenção e à reorganização dos sistemas de saúde. 

Participaram do debate também especialistas como Walter Feldman, Presidente do Fórum Longevidade; Egidio Dórea, coordenador do programa USP 60+ e Luiz Galina, diretor do Sesc-SP, para discutir soluções inovadoras diante de um cenário em que o Brasil deve dobrar sua população idosa até 2050, tornando-se uma das seis maiores populações idosas do mundo.

Para Zamarco, “A cidade de São Paulo já vive uma mudança demográfica importante: a população idosa na capital já superou a de crianças menores de 15 anos. Esse cenário exige reorganização da rede, fortalecimento da atenção básica e políticas integradas de cuidado”, destaca. 

Durante o painel, o secretário apresentou experiências desenvolvidas pela Prefeitura de São Paulo por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para adaptar a rede municipal ao envelhecimento populacional, com foco em prevenção, cuidado integral e promoção da autonomia da pessoa idosa. Entre as iniciativas que foram apresentadas estão: a Rede de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (Raspi), o Programa Acompanhante de Idosos (PAI), as Unidades de Referência à Saúde do Idoso (Ursis) e o Programa Nossos Idosos, presentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A estratégia da capital paulista aposta ainda em ações preventivas e no rastreamento precoce da fragilidade, utilizando ferramentas como a Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa (Ampi-AB), aplicada na Atenção Básica para identificar riscos e fragilidades e elaborar planos de cuidado personalizados para cada usuário. Apenas em 2025, a rede municipal realizou cerca de 2,6 milhões de avaliações multiprofissionais voltadas à população idosa. 

Além do cuidado clínico, a cidade também investe em ações de convivência, promoção da saúde mental, práticas corporais, atividade física e combate ao isolamento social, reconhecendo que a longevidade envolve fatores sociais, culturais e urbanos. De acordo com o secretário, “Além da Raspi e de iniciativas como o Avança Saúde, com foco em doenças que mais acometem as pessoas idosas, as ações preventivas abrangem atividades coletivas como atividades físicas e práticas integrativas que estimulem um envelhecimento ativo, com autonomia e qualidade de vida, de acordo com as necessidades de cada usuário”. 

Vitalidade + São Paulo
As ações da SMS integram o programa Vitalidade + São Paulo, que reúne 77 políticas públicas de 30 secretarias, voltadas à promoção da vida longa, ativa e produtiva para a população 60+. 

Em 2025, a cidade de São Paulo foi oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como "Cidade Amiga da Pessoa Idosa". O selo funciona como um plano de ação contínuo, por meio do qual a prefeitura assume a responsabilidade de executar melhorias em eixos centrais como mobilidade, moradia, participação social e serviços de saúde, tornando a cidade mais segura e receptiva às necessidades de uma população que envelhece.
 

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