Secretaria Municipal da Saúde

Exibindo 1 para 1 de 3
Sexta-feira, 20 de Março de 2026 | Horário: 17:00
Compartilhe:

Saúde realiza 14° Encontro de Tuberculose da Cidade de São Paulo

Evento teve apresentação do panorama da doença na capital e premiou equipes que obtiveram resultados exitosos em 2025
A imagem mostra um auditório amplo e lotado durante um evento institucional na área da saúde. O público ocupa praticamente todas as poltronas, voltado para o palco, onde ocorre uma mesa de abertura com cinco participantes sentados e uma pessoa discursando em um púlpito.  No fundo do palco, dois telões exibem o título do evento: “XIV Encontro de Tuberculose da Cidade de São Paulo”, acompanhado de logotipos institucionais. A iluminação cênica em tons de roxo e azul valoriza o ambiente, que tem acabamento em madeira nas paredes laterais, conferindo um aspecto formal e organizado.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), realizou, nesta quarta-feira (18), o 14° Encontro de Tuberculose da Cidade de São Paulo. O evento, promovido pelo Programa Municipal de Controle da Tuberculose (PMCT), reuniu equipes da vigilância em saúde, unidades de saúde da Atenção Básica, supervisões técnicas, representantes da sociedade civil, e do Consultório na Rua (CnR), no auditório da Universidade Paulista (Unip), campus Paraíso.

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa provocada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), e acomete prioritariamente o sistema respiratório; sua transmissão ocorre por via aérea, pela dispersão de gotículas expelidas na fala, tosse ou espirro. O quadro clínico clássico inclui tosse persistente por período superior a três semanas, febre, sudorese noturna e emagrecimento. A tuberculose tem cura e tratamento garantido gratuitamente em todo o território nacional por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

A coordenadora da Covisa, Mariana de Souza Araújo, reforçou a intersetorialidade como pilar essencial do controle da doença. “Em uma cidade como São Paulo, em que nós enfrentamos diversos desafios, é mais do que necessário ter uma vigilância em saúde articulada com a Atenção Básica e outras pastas da rede; essa troca de experiências nos proporciona as novas ideias.”

Márcia Cerqueira, assessora técnica da Secretaria Executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde (Seabevs) da SMS, reiterou que “Esse encontro nos permite dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos profissionais na rede, compartilhar avanços, refletir sobre desafios e sobretudo reconhecer o esforço dessas equipes que atuam de forma incansável para garantir o diagnóstico oportuno, o tratamento adequado e a cura da doença.” 

Controle na cidade de São Paulo
As palestras do encontro apresentaram um panorama epidemiológico no Brasil, com recortes específicos para o Estado de São Paulo, exposto pela diretora da Divisão de Tuberculose, Giovanna Mariah Orlandi. Foram discutidos temas como políticas públicas de proteção aos pacientes, acesso aos serviços de saúde, tratamento preventivo e diretamente observado, além das populações mais vulneráveis e das principais estratégias de controle da enfermidade.

O representante do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Arroyo, vinculado à Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas, ao Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e IST e à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, apresentou o panorama nacional e destacou o Programa Brasil Saudável, no qual a tuberculose figura como um dos agravos prioritários. Também houve a participação da sociedade civil organizada, com a palestra de Neuza Jaloretto, presidente da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose, que ressaltou a importância do engajamento social no enfrentamento da doença.

“As questões mais desafiadoras são o abandono de tratamento, o diagnóstico tardio e as vulnerabilidades sociais. Por isso cada caso diagnosticado em tempo oportuno, cada tratamento finalizado, cada paciente que conclui o tratamento é uma vitória coletiva. É a saúde pública que ganha”, explicou a diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), Juliana Almeida Nunes. 

Já a coordenadora do PCMT, Rachel Russo Leite, apresentou o Plano Municipal pela Eliminação da Tuberculose, e pilares de apoio: prevenção, cuidado integrado, políticas arrojadas e sistema de apoio, monitoramento e intensificação de pesquisa e inovação, além do trabalho das equipes das pontas, ações extramuros, e a parceria com as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs). "O objetivo agora é continuar com a busca ativa e garantir que os pacientes terminem seus tratamentos. Também vale ressaltar que o tratamento preventivo é a chave para o controle da tuberculose. Por isso todas as nossas estratégias são tão importantes", explicou a coordenadora.

Premiação das Uvis
Durante o evento, foram premiadas as equipes das Unidades de Vigilância em Saúde (Uvis) que atingiram as metas das taxas de cura, avaliação de sintomáticos respiratórios e contatos, e atendimentos à população de rua. O evento finalizou com uma homenagem a Maria Helena Lopes de Campos Isaac, enfermeira da Uvis Lapa/Pinheiros, pelo trabalho de controle da doença no sistema prisional.

Premiados por meta
Avaliação de Sintomáticos Respiratórios - 2025, com taxa de avaliação > 80%: Uvis Casa Verde/Cachoeirinha (142%), Ermelino Matarazzo (131,9%), Itaim Paulista (102%), Penha (100,5%), São Miguel (99,2%), Cidade Tiradentes (97,9%), Ipiranga (92,8%), M’Boi Mirim (90,9%), Santa Cecília (88,9%), Santo Amaro/Cidade Ademar (84,2%), Capela do Socorro (84%), e Jaçanã/Tremembé (91,9%).

Avaliação de Sintomáticos Respiratórios na População em Situação de Rua (PSR) - 2025, com taxa de SR >80% e PSR até 1000 SR identificados: Uvis Jabaquara/Vila Mariana (100%), Cidade Tiradentes (100%), (Jaçanã 100%), São Mateus (99,9%), Santo Amaro/Cidade Ademar (98,8%), Lapa (98,5%), Guaianases (98,5%), Freguesia do Ó (97,9%) e Santana (82%).

Avaliação de Sintomáticos Respiratórios na População em Situação de Rua (PSR) - 2025, com taxa de SR > 80% e PST (PSR) acima de 1000 SR identificados: Uvis Sé (100%), Mooca/Aricanduva (92,3%) e Santa Cecília (90,4%).

Cura de casos novos de TB pulmonar com confirmação laboratorial - 2024, com meta > 80% de cura: Uvis Capela do Socorro (79%), Campo Limpo (75,3%) e Butantã (74,4%).

Cobertura de casos novos de TB em Tratamento Diretamente Observado (TDO) - 2024, com meta > 70%: Uvis Guaianases (94,6%), São Mateus (94,5%), Penha (91,9%), M’Boi Mirim (91,6%), Cidade Tiradentes (91,2%), Campo Limpo (87,2%), Itaim Paulista (86,1%), Parelheiros (85,3%), Freguesia do Ó (85,2%), Vila Maria (84,9%), São Miguel (83,9%), Capela do Socorro (83%), Mooca/Aricanduva (80,2%), Perus (79,7%), Ipiranga (79%), Casa Verde/Cachoeirinha (78,7%), Jaçanã (76,9%), Butantã (71,7%) e Itaquera (71,7%).

Avaliação de contatos em casos novos pulmonares com confirmação laboratorial - 2024, com meta > 70% em seleção maior de contatos examinados em número absoluto: Uvis Capela do Socorro (434), Santo Amaro/Cidade Ademar (306) e São Miguel (299).

Taxa de contato zero em novos casos pulmonares com confirmação laboratorial - 2024, seleção menos de contatos zero: Uvis Penha (2,9%), Freguesia do Ó (3%) e Itaim Paulista (5,5%).

Realização de tratamento preventivo de TB (TPT) em contatos - 2025, com TPT em contatos > 80%: Uvis Casa Verde/Cachoeirinha (86,3%), Itaim Paulista (85,5%), Cidade Tiradentes (85,1%) e São Miguel (83,4%).

Sobre o PMCT
O Programa Municipal de Controle da Tuberculose (PMCT) de São Paulo atua no diagnóstico, tratamento e redução da incidência da doença, com a meta de eliminá-la como problema de saúde pública até 2035. A estratégia baseia-se na busca ativa, tratamento precoce, controle de contatos e tratamento preventivo de tuberculose, Tratamento Diretamente Observado (TDO) nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em ações direcionadas a populações vulneráveis, como o Consultório na Rua (CnR).

O plano vigente prioriza o diagnóstico precoce e o suporte social para ampliar a adesão ao tratamento, visando reduzir o número de casos e óbitos. A estratégia baseia-se na busca ativa de casos, no diagnóstico e tratamento precoces, no controle de contatos e na ampliação do tratamento preventivo da tuberculose. Inclui ainda o Tratamento Diretamente Observado (TDO) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o desenvolvimento de ações específicas voltadas às populações em situação de vulnerabilidade, como as atendidas pelo Consultório na Rua (CnR).

collections
Galeria de imagens