Secretaria Municipal da Saúde
Sarampo: saiba a importância de vacinar para evitar novos casos
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça a importância da vacinação contra o sarampo, especialmente entre crianças e adultos que ainda não estão imunizados. A doença é prevenida por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, aplicada aos 12 meses de idade, e da vacina tetraviral, administrada aos 15 meses, que também inclui proteção contra varicela.
De acordo com o calendário vacinal, pessoas de até 29 anos devem comprovar duas doses da vacina. Já adultos de 30 a 59 anos que nunca foram vacinados também podem receber o imunizante. A vacinação está disponível em todas as 480 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, de segunda a sexta-feira, e nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) UBSs Integradas aos sábados, sempre das 7h às 19h.
O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa. Os grupos mais vulneráveis incluem crianças menores de 5 anos, pessoas desnutridas e indivíduos imunodeprimidos. A transmissão ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo a pessoas não vacinadas. A vacina tríplice viral é a única forma eficaz de prevenir a doença e tem sua eficácia amplamente comprovada.
O ressurgimento do sarampo nos últimos anos é um fenômeno global. A doença é de notificação compulsória e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 9 de setembro de 2025 foram registrados 360.321 casos suspeitos no mundo, dos quais 164.582 (45,6%) foram confirmados.
Nas Américas, conforme a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), até 7 de novembro foram confirmados 12.596 casos em dez países, com 28 óbitos — a maioria no México, que recentemente perdeu o certificado de eliminação da doença.
Brasil chegou a eliminar a doença
O Brasil recebeu a certificação de eliminação do vírus em 2016, após dois anos consecutivos sem registros da doença. No entanto, a queda na cobertura vacinal levou ao retorno do sarampo em 2018, com 9.329 casos confirmados. Em 2019, esse número subiu para 21.704, ano em que o país perdeu o certificado de “país livre do sarampo”. Nos anos seguintes, os registros foram de 8.035 casos em 2020, 670 em 2021, 41 em 2022, nenhum caso em 2023 e cinco em 2024.
Entre janeiro e dezembro deste ano, foram confirmados 38 casos de sarampo no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Todos foram classificados como importados, associados a viagens internacionais, sem evidência de transmissão sustentada no país. Dois desses casos ocorreram no município de São Paulo.
A redução da cobertura vacinal em diversos países é um fator decisivo para o reaparecimento da doença. Em um mundo cada vez mais globalizado, o vírus encontra pessoas suscetíveis que não receberam a imunização.
“Trata-se de um vírus com altíssima transmissibilidade: uma pessoa infectada pode transmitir o sarampo para até 18 pessoas não vacinadas. Por isso, proteger as crianças por meio da vacinação é fundamental”, destaca a coordenadora de Vigilância em Saúde da SMS, Mariana de Souza Araújo.
Ela informa que, em 2025, a cobertura vacinal da tríplice viral no município alcançou 100% na primeira dose e 95% na segunda, percentual recomendado pelo Ministério da Saúde.
Os endereços de todos os equipamentos de saúde da capital estão disponíveis na página Busca Saúde.
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